O Google Chrome é um dos melhores navegadores de internet da atualidade. Provam-no os números da sua utilização: a gigante norte-americana já confirmou que o Chrome tem mais de mil milhões de utilizadores ativos nas diferentes plataformas; em maio tinha uma quota de mercado de 45,63%, sendo o navegador mais usado de acordo com a NetApplications; entre os dias 6 e 12 de junho foi responsável por quase 37% das visualizações de páginas rastreadas pela Marketest em Portugal.

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Dados de utilização relativos a maio de 2016. Fonte: NetApplications

Mas ao Chrome também são reconhecidos alguns problemas. O consumo de memória RAM e o consumo energético são duas falhas apontadas com recorrência à ferramenta da Google. A tecnológica tem endereçado as queixas com pequenas atualizações.

Agora a Microsoft vem a público mostrar que há mais para ser feito por parte da Google no Chrome e no que diz respeito sobretudo ao consumo energético. O que a Microsoft mostra na verdade é que nos seus testes de laboratório o navegador ‘próprio’, o Edge, foi de longe o mais eficiente. Mas isso coloca ao mesmo tempo a descoberto as fragilidades do Chrome.

Pode parecer suspeito a Microsoft deixar um produto da concorrência numa posição tão delicada. Não deixa no entanto de ser um indicador válido de comparação pois foi feito tendo em conta diferentes vetores.

Quando confrontados com um teste de streaming online isto foi o que aconteceu:

Os testes são feitos num Surface Book com Windows 10, querendo isto dizer que os resultados podem ser ligeiramente diferentes em equipamentos distintos e com outras versões de software.

Para ter mais dados de suporte a Microsoft decidiu avaliar o consumo energético feito pelos diferentes browsers no Windows 10, mas quando utilizados pelas pessoas que já têm o sistema operativo instalado nas suas máquinas recorrendo a telemetria. Uma vez mais o Chrome fica mal na fotografia.

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Num teste feito em laboratório onde era simulada uma utilização tradicional dos navegadores – abrir páginas web, abrir novos separadores, percorrer as páginas, reproduzir conteúdos – o Edge voltou a bater o Chrome, mas justiça seja feita ao navegador da Google, neste campo de análise acabou por ficar com o segundo melhor registo geral.

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A Google ainda não reagiu aos testes divulgados pela Microsoft. É preciso no entanto ter em consideração alguns aspetos como o facto de o Google Chrome e o Mozilla Firefox suportarem plugins, algo que o Microsoft Edge ainda não faz e que pode vir a ter impacto no consumo energético do navegador.

Mais comparativos, resultados semelhantes

As histórias de comparação de desempenho e consumo energético dos navegadores de internet não são novas. Para tentar trazer maior pluralidade a esta questão citamos aqui mais dois exemplos. O primeiro, feito pela empresa Battery Box em 2015, mostra que o Chrome era entre o Firefox e o Safari aquele que mais energia consumia. Já a Digital Citizen Life organizou em outubro do ano passado um estudo onde testou os efeitos de consumo de diferentes browsers em diferentes computadores e uma vez mais o Google Chrome surge nos últimos lugares das tabelas.

Fica no entanto um alerta: apesar de serem dois dos testes comparativos mais recentes é preciso ter em conta que pelo meio já existiram várias atualizações de software e que um único update pode de facto ter um impacto positivo na otimização dos navegadores, ou seja, os mesmos testes realizados sob as mesmas condições hoje reproduziriam valores diferentes.


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