Situado no oeste selvagem, interpretamos Mr. Wolf, deixado para morrer e trazido de volta à vida para se vingar daqueles que o traíram. O que separa Bloodroots de jogos como Hotline Miami é a variedade de armas que podem ser usadas para matar inimigos. Machados, espadas e arcos podem ser usados, mas também há muitos itens ridículos que podemos usar. Flamingos, repolhos, mesas e fardos de palha são ferramentas de destruição, o que permite criar maneiras interessantes de matar inimigos à nossa frente.

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Hotline Miami é um jogo que se vê de cima para baixo que é extremamente violento e implacavelmente difícil e viciante. Morremos muito, mas aprendemos com cada morte. Quanto mais morremos, mais nos familiarizamos com os movimentos do inimigo, e começamos a ver os padrões de como matamos os mafiosos ao seu redor. Bloodroots é muito parecido com o modo como aborda a jogabilidade, com uma perspetiva um pouco mais.

Muita arte e cor neste velho Oeste

O estilo artístico usado faz com a nossa caminhada nesta aventura seja um gozo tremendo porque há muitas áreas cheias de detalhes que dão vida à visão da Paper Cut sobre o oeste selvagem. As animações são boas mesmo nas cutscenes, e contam-nos bem a história de Mr. Wolf na perseguição do resto do seu gangue. A música também é ótima, não cansa, e, assim como Hotline Miami, motiva-nos quanto mais nós jogamos. A jogabilidade e a apresentação andam de mãos dadas para fazer de Bloodroots uma experiência muito interessante.

Embora haja muitas vezes que não queremos parar de jogar, algumas áreas são extremamente frustrantes. Há uma área por exemplo, que está cheia de espinhos que cobriam o chão, exceto em pequenos pontos onde os inimigos estavam. Precisamos saltar em barris para atravessar os espigões, mas um toque em falso no analógico esquerdo empurra-nos para os espigões assim que o barril se parte. Temos de limpar todas as áreas de inimigos antes de passar para a próxima, e levámos imenso tempo para o fazer.

Esses momentos estragam um pouco o ritmo de Bloodroots porque podem ser difíceis de superar. Mas este titulo também é um pouco jogo de ritmo, porque quando depois de morrer 30 a 40 vezes começamos a fazer tudo de memória até chegar a uma parte nova.

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Mas também tem muitos problemas na sua conceção. Acreditamos que serão feitos updates ao jogo, mas encontrámos imensos problemas durante o nosso tempo com ele. Desde efeitos de som simplesmente deixarem de se ouvir, ficar sem conseguirmos dar um murro ou usar a arma, não haver input dos botões do comando ficando apenas o analógico a funcionar, arrastamento da frame rate, e muitos mais.

Quase inexplicável, mas aconteceu bastantes vezes e há bugs que nem reiniciando a área se conseguia ultrapassar este defeito, só mesmo reiniciando o jogo. Foi frustrante, mas mesmo assim Bloodroots prendeu-nos de tal forma que voltávamos sempre a jogar.

Considerações finais

Bloodroots é um jogo de ação muito rápido que oferece muita variedade para matar os nossos inimigos, mesmo que às vezes seja frustrante. O design de níveis é fantástico, assim como o estilo e a arte, mas é uma pena que algumas áreas sejam excessivamente difíceis e por vezes parece que desnecessariamente. A jogabilidade do nosso personagem por vezes pode não ser a melhor, mas nunca nos fez parar de jogar. Se gostam deste tipo de títulos, os quais têm desafio e muita personalidade, definitivamente Bloodroots é um jogo a ter em conta.

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Bloodroots já se encontra disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, Microsoft Windows

N.R.: A análise a Bloodroots Bloodroots foi realizada numa PlayStation 4 com acesso a uma cópia digital do jogo, gentilmente cedida pela Dead Good Media

Bloodroots
Grande variedade de armas e como as usarRitmo de jogo muito satisfatórioNíveis muito bons na sua construção
Frustrante por vezes, tanto pelas falhas que tem ou pela dificuldadeAlguns bugs inexplicáveis
4.0Valor Total
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