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Análise Crash Bandicoot 4: It’s About Time

É quase impossível não conhecer as indetermináveis batalhas entre o nosso Bandicoot Crash e o seu principal inimigo, Doctor Neo Cortex. Desde 1996, ano em que a Naughty Dog criou o primeiro Crash Bandicoot, que os dois se enfrentam numa batalha quase sempre injusta para o nosso vilão, já que Crash acaba sempre por vencer e terminar qualquer que fosse o plano maquiavélico para dominar o mundo. Estamos em 2020 e cabe agora à Toys for Bob trazer-nos o novo jogo da série Crash Bandicoot – Crash Bandicoot 4: It’s About Time.

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Crash Bandicoot 4: It’s About Time chega como uma sequela de Warped, jogo lançado em 1998, mas que em 2017 voltou às consolas com a N. Sane Trilogy. Será que Crash e a sua irmã Coco conseguem voltar à ribalta e trazer algo de refrescante ao mundo dos jogos de plataformas?

Estamos de volta ao mundo de Crash Bandicoot, prontos para saltar, rodar, e partir caixas, muitas caixas. Mais que um jogo de plataformas, este Crash Bandicoot 4: It’s About Time é um título para toda a família já que pode ser jogado em qualquer altura, sozinhos ou acompanhados e com mais ou menos ajudas. Crash Bandicoot 4: It’s About Time tem tanto de divertido como de difícil sem nunca chegar a ser frustrante.

Modos de jogo para todos os gostos

Claro que sim, a estrela da festa são as cerca de 8 horas de modo campanha, horas essas que podem ser expandidas caso embarquemos pelas aventuras extra que nos vão sendo dadas através de side stories ou mesmo pequenos desafios dentro de cada um dos níveis.

É durante o modo campanha que temos a possibilidade de experimentar todas as novas mecânicas trazidas para o novo jogo da franquia, desde a jogabilidade com outras personagens que não Crash (algumas bem inesperadas), ao modo N.Verted, que nos é apresentado depois de derrotarmos um determinado vilão. E claro, não nos podemos esquecer das máscaras quânticas que temos que procurar durante o decorrer da narrativa, máscaras essas que também nos trazem alguns poderes que acabam por adicionar mais mecânicas à jogabilidade de Crash Bandicoot 4: It’s About Time.

São quatro máscaras: Lani-Loli, Akano, Kupuna-Wa, Ika-Ika. Lani-Loli, a primeira das máscaras faz com que consigamos levar objetos (sejam caixas, plataformas, obstáculos ou inimigos) a desaparecer e/ou aparecer na nossa realidade. Já Akano, a mascará da matéria negra, faz com tenhamos o poder de girar com mais força, ou até mesmo de pairar no ar enquanto giramos, algo que pode dar muito jeito quando queremos atacar um inimigo ou até mesmo passar de uma plataforma para outra mais distante. A terceira máscara, Kupuna-Wa, é a máscara do tempo e, como seria de esperar permite-nos fazer com que tudo à nossa volta se mova mais lentamente, permitindo-nos, por exemplo, passar por caixas de Nitro sem que as mesmas expludam e acabem com a nossa existência. Por fim, Ika-Ika, a máscara da gravidade. Esta permite trocar a direção da gravidade, ou seja, andar no teto, por exemplo.

Cada uma das máscaras vai aparecendo, depois de encontradas, sempre que existir um segmento de um qualquer nível que precise da sua utilização para ser ultrapassado. Não existe forma de usar a máscara sempre que assim o quisermos, nem isso fazia sentido, já que boa parte dos segmentos que temos que passar em cada um dos níveis de nada beneficiavam desse uso, pelo contrário. Máscara benéfica é Aku Aku, que continua a aparecer para nos dar uma “mãozinha” sempre que nos vê com alguma dificuldade em ultrapassar um ou outro segmento.

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O modo campanha, onde podemos ter até quatro saves, pode ser jogado no modo Pass N. Play. Este modo é ideal para aproveitar Crash Bandicoot 4: It’s About Time, e a sua campanha, em família. O modo Pass N. Play deixa que passemos a jogar a história de Crash, em qualquer momento, com até outros três jogadores. Ao morrer, chegar a um checkpoint, ou ambos, o jogo pausa e passamos o comando à pessoa do lado para que continue a jogar ou para que tente fazer o segmento que acabamos de falhar. No fim de cada nível temos também acesso à pontuação de cada um dos jogadores. Ou seja, o mesmo Crash, 4 jogadores e um comando… a receita ideal para uma sessão de jogo bem passada em família.

Para aquelas famílias, ou grupos de amigos, onde o espírito competitivo é maior, Crash Bandicoot 4: It’s About Time oferece o modo Bandicoot Battle. Este modo divide-se em dois, provas cronometradas entre checkpoints, ou rebentar o maior número de caixas possíveis. Aqui podemos escolher o nível que queremos utilizar como pista de corrida e levar a competição, com até três amigos, para outro nível. Aconselhamos a que tenham cuidado com o nível que escolhem, alguns níveis têm segmentos um pouco mais complicados do que aquilo que se pedia, e no fim, quando estamos a jogar entre amigos ou família, acabamos por querer algo mais descontraído.

Um mundo cheio de som, cor e dificuldade

A Toys for Bob conseguiu, com Crash Bandicoot 4: It’s About Time, criar um jogo cheio de mundos coloridos, todos eles diferentes entre si e que nos obrigam a diferentes formas de jogar para que os consigamos ultrapassar, fazendo assim com que o novo título da série Crash Bandicoot nunca se torne aborrecido e que seja raro o caso em que nos fartamos de estar de comando na mão. Mundos carregados de música e inimigos dançantes, mundos futurísticos onde os inimigos são robôs ou até mundos onde viajamos pelo tempo até à pré-história e somos levados a conhecer, infelizmente, espécies que podiam ter saído de um qualquer Jurassic Park. 

Algo que todos estes mundos têm é a capacidade de nos fazer rir, seja porque morremos de forma absurda depois de falhar um salto, ou simplesmente porque uma das personagens teve a ideia de nos fazer rir… por vezes quase que parece que estas falas no início de cada segmento servem para nos distrair e levar a morre vezes sem conta. Sim, outra coisa que estes mundos têm em comum, a capacidade de nos fazer voltar ao último checkpoint, ou ao início de cada nível se formos bravos o suficiente para jogar em modo retro. 

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Embora alguns dos segmentos, dentro de cada um dos níveis, pareçam excessivamente díficeis o jogo está criado de forma a nos facilitar a vida caso estejamos “presos”. Fá-lo de forma discreta e sem nos avisar que estamos a ser muito maus, simplesmente cria uma checkpoint a meio daquele pedaço que tanto nos está a custar passar. E assim, do nada, avançamos uns metros sem nos apercebermos que só o fizemos porque o jogo foi simpático e nos deixou. Tudo, dentro dos níveis, parece estar desenhado ao pormenor, o que faz com que até morrer seja ok, cansativo, mas ok.

Na dificuldade dos níveis, que até como definição padrão até nos dá uma espécie de sombra amarela para saber onde caímos depois de um salto, a única coisa que nos levou a respirar fundo foi o facto de parecer que os achievments deste Crash Bandicoot 4: It’s About Time estão criados apenas para os jogadores muito (mesmo muito) bons. Para ganhar skins temos que ganhar, no decorrer dos níveis, gems. Estas gems são ganhas ao completar objetivos, como apanhar uma determinada percentagem de mangas, destruir as caixas todas ou então, a título de exemplo, morrer três vezes ou menos no nível… boa sorte.

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Considerações Finais

Crash Bandicoot 4: It’s About Time tem tudo o que se poderia querer para a franquia, sem grande inovação consegue trazer frescura à séria e também ao género. Novas mecânicas dentro do mundo de Crash, cor, animação e um level design de topo. Caso tenham jogado os três primeiros jogos da série saltem, sem receios para o novo título… caso não o tenham feito, aproveitem a N. Sane Trilogy e depois não se esqueçam e peguem em It’s About Time.

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Claro, podem saltar de imediato para Crash Bandicoot 4: It’s About Time e aproveitarem o jogo da mesma forma, mas ao terem alguma noção do passado da franquia acabam por desfrutar de forma mais completa da história agora criada. Crash Bandicoot 4: It’s About Time agradará a qualquer fã da séria, mas também a qualquer jogador que seja apreciador do género. Para nós, tal como para Nathan Drake, a Crash só lhe falta aprender a escalar.

nota 4 recomendado
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Crash Bandicoot 4: It’s About Time é tudo aquilo que os fãs da franquia poderiam pedir e algo mais. Difícil, mas sem ser frustrante, divertido, refrescante e capaz de nos dar horas e horas de diversão. 

+ Níveis desenhados ao pormenor

+ Diferentes modos de jogo dão valor ao título

+ Refrescante para a franquia e para o género

– Alguns segmentos são demasiado difíceis sem razão aparente

Achievments demasiado difíceis de alcançar  

– Alguns problemas de desempenho

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N.R.: A análise a Crash Bandicoot 4: It’s About Time foi realizada numa PlayStation 4 Pro com acesso a uma cópia do jogo, gentilmente disponibilizada pela PlayStation Portugal