Na história da série da THQ Nordic, Darksiders, temos assistido a altos e baixos, pelo que o ceticismo estava presente aquando da apresentação de Darksiders Genesisa análise que vos trazemos hoje. Dentro da equipa FUTURE BEHIND temos alguns fãs da franquia, mas claro que olhamos para este jogo de forma imparcial, de mente limpa, já que este Darksiders Genesis apresenta-se com uma mudança radical na jogabilidade, tendo agora uma visão isométrica, e foi ainda desenvolvido por uma equipa diferente daquela que trabalhou nos jogos principais da série.

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Mas a verdade é que este spin-off, que funciona como prequela, acabou por nos surpreender. Apresenta uma jogabilidade fiel à serie e uma dinâmica de buddy co-op entre War e Strife, isto acaba por acrescer qualidade ao jogo. Darksiders Genesis aparece das mãos da Airship Syndicate e acaba por ser uma aventura de Darksiders que faz por ganhar o seu lugar no canon, abrindo ainda algumas portas para a continuação do franchise.

Strife…

Darksiders Genesis apresenta-nos o quarto cavaleiro, Strife. É a primeira vez num jogo da série que vimos o icónico pistoleiro como personagem jogável. Embora já o tivéssemos visto antes deste Darksiders Genesis é aqui que realmente o ficamos a conhecer, o que acaba por ser estranho dado que os restantes cavaleiros viram a sua entrada na série num dos jogos que podem ser vistos como principais, falamos de Darksiders 1, 2 e 3. Com tudo isto a expectativa é que víssemos Strife a aparecer num possível Darksiders 4, algo que ainda pode acontecer… deverá existir uma razão para a nova entrada da série não ser numerada.

A narrativa conta-nos a história de Strife e War de uma forma bastante subtil, a arte é-nos apresentada em formato de banda-desenhada animada. Darksiders já tem o hábito de apresentar bandas-desenhadas que acabam por preencher algumas das lacunas, Darksiders Genesis combina o mundo dos jogos e bandas-desenhadas com uma arte impressionante que confere muito estilo aos momentos da história do jogo.

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O trailer que vos mostramos no início da análise Darksiders Genesis acaba por indicar que existe bastante potencial para uma entrada nova na série principal, desta vez focada em Strife, mas é importante referir que se este novo jogo da franquia nunca foi pensado para aparecer como um Darksiders 4 o mesmo acaba por não desiludir e comportar-se à altura dos irmãos mais velhos.

… e a sua história

A história de Darksiders Genesis situa-se antes dos eventos dos três primeiros Darksiders, mas depois da queda do Éden e dos Nephilim, Genesis é a história dos cavaleiros que cumprem as ordens do Conselho enquanto tentam descobrir o que é que Lúcifer está a tramar… algo que ameaça o equilíbrio e que faz com que Strife e War sejam enviados para descobrir o plano e pará-lo. As diferenças entre as personalidades de cada um dos cavaleiros faz com que a dinâmica entre as personagens, o que acaba por dar um toque bastante interessante à  narrativa, mesmo quando estávamos preocupados com o facto de Strife poder vir a ter que partilhar as atenções com War.

Embora por detrás da mesma esteja a criação dos sete selos, a história do jogo pode ser vista quase como que uma história pessoal que ajuda os jogadores a entenderem War e Strife, começand-se a preparar uma dinâmica futura entre os quatro cavaleiros. Ainda assim, Strife merece uma aventura a solo, há muito por conhecer sobre a história deste cavaleiro.

Jogabilidade a dois

Durante os primeiros momentos de Darksiders Genesis estivemos, teimosamente, a jogar apenas com Strife… já que era a primeira vez que tínhamos a oportunidade de jogar com o pistoleiro queríamos aproveitar ao máximo o nosso tempo com a personagem. Mas, na verdade, ter duas personagens jogáveis, ajuda em muito na jogabilidade… principalmente quando a segunda personagem, para além de ser um trunfo no combate, é necessária para a maioria dos puzzles presentes em Darksiders Genesis. Podemos dizer até que existe uma sinergia entre as habilidades de ambos os cavaleiros: Strife oferece um estilo de jogo de tiro duplo, com longo alcance; já War aproxima-se e usa a sua espada, a Chaoseater.

War e Strife, a lutar lado a lado significa também que é a primeira vez que o franchise Darksiders oferece um modo de jogo cooperativo. Embora seja possível passar um jogo enquanto jogamos sozinhos, é bom ter uma segunda pessoa a puxar as rédeas da segunda personagem, acabando por facilitar algumas das tarefas que temos para fazer durante a narrativa. Este modo cooperativo acaba por ser um aproximar da visão que a THQ Nordic parece querer dar à série – uma aventura cooperativa para quatro jogadores está assim mais perto.

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Embora a mudança para uma visão isométrica – à la Diablo – pareça bastante radical, na prática, Genesis ainda é um jogo Darksiders. Quem já jogou os outros títulos da série sentirá imediatamente a familiaridade já que esta nova entrada não mudou tanto quanto à primeira vista parece. Embora a mudança de vista seja um convite a outros elementos de Diablo, Darksiders 2 foi muito mais um jogo com base em loots do que este Genesis o é. Ainda existem muitos aspetos RPG que permitem aos jogadores personalizar as versões de War e Strife através de “Creature Cores” e outras atualizações compradas na loja demoníaca da série, Vulgrim.

Nem tudo é bom

Em vez dos mundos relativamente abertos e conectados entre si dos jogos principais, existem 16 (talvez mais) níveis separados que podem ser acedidos ​​no Void, a área central do jogo – um espaço que ostenta uma quantidade louca e perturbadora de eco e reverberação em tudo, desde diálogos a passos. Existem também algumas lutas de arena às quais podemos, aqui, aceder.

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Alguns dos níveis são maiores e mais elaborados, enquanto outros apresentam encontros de bosses relativamente rápidos num único espaço. Alguns dos espaços maiores podem ser um pouco difíceis de navegar, muito por culpa de uma mapa que está tudo menos bom que raramente é centralizado corretamente e falha em exibir a localização da nossa personagem. É facilmente um dos aspetos mais subdesenvolvidos do jogo, embora também existam alguns bugs na jogabilidade durante o combate, principalmente em relação a ataques em cadeia, que não estão encadeados devidamente ou estão ligados a inimigos já mortos.

Considerações Finais 

No geral Darksiders Genesis leva cerca de 15 horas para ser concluído, uma dificuldade apocalíptica desbloqueada oferece alguns motivos para revisitar os níveis, mas não faz nada percetivelmente mais do que deixar os inimigos mais fortes, enquanto transforma as barras de saúde das nossas personagens em algo tão fragil quanto vidro.

A análise a Darksiders Genesis mostrou-nos que o título não é Darksiders 4, mas mesmo assim é uma adição interessante à saga. A jogabilidade isométrica encaixa-se surpreendentemente bem na fórmula de Darksiders, e Strife ganha muito mais personalidade ao ter War ao seu lado. Até o personagem de War foi aprofundado nesta aventura policial com Strife, e isso deixa-nos animados quando os caminhos dos quatro cavaleiros finalmente convergirem.

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Darksiders Genesis mostra o potencial do franchise para explorar diferentes partes da linha do tempo em diferentes estilos de jogo, enquanto se agarra a certos tópicos centrais. Há alguns pontos em que Genesis não consegue superar os outros jogos, mas, mesmo assim, acabou por ser uma agradável surpresa.

Darksiders Genesis já se encontra disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, Google Stadia, Microsoft Windows.

N.R.: A análise a Darksiders Genesis foi realizada numa PlayStation 4 com acesso a uma cópia do jogo, gentilmente cedida pela Dead Good Media. 

Darksiders Genesis
Personagens muito interativasJogabilidade ao estilo DiabloSegmentos da história em estilo banda desenhada.
Mapa não ajuda muitoSecção de plataformas pode ser frustrante
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