Com a série principal parada desde 2004 até 2016 e com alguns problemas no desenvolvimento daquele que veio a ser conhecido como DOOM (ao invés de DOOM 4) é com agrado que os fãs da série veem chegar um novo título ao franchise que nos leva pelo mundo fora a aniquilar demónios.

O quinto título principal da série chegou às lojas no dia 20 de março de 2020, continuado a ser responsabilidade da id Software e publicado pela Bethesda Softworks. Embora existam planos para o lançamento de DOOM Eternal na consola da Nintendo, por agora, o jogo que nos volta a colocar na pele do famoso Doom Slayer está “apenas” disponível para PlayStation 4, Xbox One, Google Stadia e Window PC.

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Com 12 anos entre DOOM 3 e DOOM (2016), mas apenas 4 entre o último título e este DOOM Eternal o que é que os fãs podem esperar? Será que a id Software aprendeu e novo título é aquilo que os fãs esperavam? Podemos começar por dizer que sim, DOOM Eternal é aquilo que os fãs esperavam, um jogo que vos vai deixar agarrados ao comando e com as mãos a transpirar. Porquê? Vamos explicar.

Com a narrativa a desenrolar-se dois anos após DOOM (2016) vimo-nos na pele de Doom Slayer com a inglória tarefa de aniquilar os três Hell Priests, magos poderosos que ajudam  Khan Maykr na sua demanda pelo sacrifício da raça Humana. As coisas até começam bem e depressa damos por nós a segurar na cabeça de um dos Hell Priests (Deag Nilox), mas a felicidade dura pouco quando descobrimos que os outros dois, com a ajuda de Khan Maykr, acabaram por se teletransportar para uma localização desconhecida. É aqui que começa a aventura.

“Frantic tick tick tick tock”

Podíamos começar por falar do novo motor gráfico ou mesmo da jogabilidade do novo DOOM Eternal, mas não. Vamos começar por falar daquilo que dá ao jogo muito da sua energia: A banda sonora. Da responsabilidade do Australiano Mick Gordon, que contou com nomes do metal a nível mundial para a gravação daquele que é uns dos elementos que dá mais ritmo ao novo título da id Software.

Como seria de esperar a banda-sonora apresenta-se com um ritmo frenético, bastante “metaleiro”, e perfeitamente adequado ao que estamos a ver no nosso ecrã durante a campanha de DOOM Eternal. Os efeitos sonoros, quer sejam de armas a carregar, abertura de novas áreas no mapa ou até mesmo de inimigos a atacar foram criados de forma a que se adaptem perfeitamente à música que vamos ouvindo, como se tudo tivesse sido gravado ao mesmo tempo.

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Se gostarem de estilos de música mais ligados ao metal não se vão arrepender de passar por serviços de stream como o Spotify e ouvir a criação de Mick Gordon para este novo DOOM. Mas, melhor que escrever é mesmo mostrar, vejam e oiçam um pouco do trabalho feito pelo conjunto de músicos que criou a que, sem vergonha alguma, consideramos ser a melhor banda-sonora do universo DOOM e das melhores dentro da indústria dos videojogos.

Rápido e agressivo

Esta é, sem dúvida alguma, a melhor forma de descrever o gameplay de DOOM Eternal. Desde o momento em que pegamos no comando somos inundados com hordas de demónios que nos tentam aniquilar, uns mais “amigáveis” que outros, mas todos com um objetivo em comum: acabar com a existência do nosso Doom Slayer. Estas hordas de inimigos aparecem de todas as direções o que faz com que, tal como a banda-sonora, o ritmo de DOOM Eternal seja frenético e que raramente tenhamos algum descanso.

Ao longo da nossa caminhada pela campanha de DOOM vamos encontrando novos inimigos, alguns com maior capacidade de nos causar dano que outros. Dizemos isto para que percebam que é importante usar todas as ferramentas que o jogo nos dá, como, por exemplo, a capacidade de ganhar novas skills ou mesmo novos add-ons para as armas que já possuímos. Durante as vossas horas de jogo, a matar demónios, vão ter a possibilidade de evoluir a vossa personagem, seja através de defesa para que se consigam proteger melhor ou sofrer menos dano, quer seja através de ataques com melhores características para o tipo de inimigo.

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A forma como aniquilamos os demónios que apanhamos pela frente também é muito importante, pois diferentes formas de matar demónios significam tipos, e quantidade, de loot diferente. Para além de um fantástico FPS, onde acertar em inimigos é bastante fácil, DOOM Eternal é também um jogo que envolve muita estratégia, onde pensar como atacar é tão necessário quanto ter reflexos rápidos. Ao chegar a um novo local repleto de demónios é importante antes de atacar, perceber como é que o vamos fazer, pois, embora o loot não seja escasso depressa pode começar a fazer falta de desperdiçarmos balas quando nos vimos em pânico, rodeados de criaturas infernais.

Muito à semelhança do que se tem visto em diversos FPS também DOOM oferece uma espécie de season onde, através de pontos de experiência ganhos ao completar alguns desafios (como, por exemplo, matar 30 inimigos com a moto-serra), conseguimos subir de nível e assim conquistar pequenos prémios vão desde skins para a nossa personagem ou ornamentos para as nossas armas. Importa referir que estes desafios são atualizados todas as semanas e que existe ainda outra forma de ganhar experiência: adicionar outros jogadores como Boosters, isto fará com que ganhemos alguma experiência sempre que os jogadores escolhidos ganhem, também eles, pontos de experiência.

Arte infernal

Por muito que possa parecer blasfémia, a arte de DOOM Eternal (desde algumas paisagens aos detalhes dos demónios que vamos encontrando) é divinal. A id Software está de parabéns pelo trabalho conseguido e o novo motor gráfico, o id Tech 7, tem algumas características que fazem com que o jogo fique ainda mais surpreendente.

Uma das habilidades que adquirimos numa fase inicial do jogo é a possibilidade de nos esquivarmos de forma rápida de um ataque, ou mesmo de os movimentarmos mais rapidamente durante um salto entre plataformas com alguma distância entre elas, ganhando assim um maior poder de salto. Mas não, não é esta mecânica que impressiona, o que nos deixa de boca aberta é a sensação que temos de movimento, durante esses breves segundos em que andamos mais rápido vimos as paisagens a ficarem com aquele motion blur característico de quando vamos a andar de carro e fazemos um pequeno vídeo. Tudo isto de forma fluida e sem qualquer tipo de quebras de frame rate.

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Outra das características que impressionou foi a nova mecânica presente em DOOM Eternal, à qual a id Software deu o nome de “Destructible Demons“. Tal como o nome indica, a capacidade do motor gráfico permite que os corpos dos inimigos que conseguimos alvejar comecem a ficar deteriorados à medida que sofrem dano em combate. Por exemplo, em grande parte dos outros FPS ao acertarmos no braço esquerdo de um inimigo algum dano é causado, mas o braço continua intacto. Neste novo DOOM ao acertarmos no braço de um inimigo esse braço ou é arremessado alguns metros para o lado, ou, caso a arma não seja poderosa o suficiente, fica visivelmente danificado, por vezes saltando até pedaços de músculo… tudo muito gráfico (leia-se gore).

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Considerações Finais

DOOM Eternal é um FPS agitado, violento e muito, mas muito, divertido. Embora seja relativamente fácil acertar num inimigo não significa que seja fácil progredir na história sem ter problemas. É preciso ter em atenção as balas que temos connosco e até a quantidade de vida, é preciso pensar e planear antes de agir… porque quando for para agir os inimigos são tantos, a chegar de tanto lado, que não vão ter tempo para pensar.

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O jogo oferece ainda um modo multiplayer, 2vs1, jogado por rondas. O modo pode ser divertido quando jogado com amigos, mas teremos que olhar para o modo campanha como o ponto forte da nova criação da id Software. DOOM Eternal é o melhor DOOM alguma vez criado e é também dos melhores jogos de ação que podemos jogar, porque é isso mesmo, ação crua! Acreditem que, mal peguem no comando, o tempo para respirar vai ser pouco.

DOOM Eternal já se encontra disponível para PlayStation 4, Xbox One, Windows PC e, onde possível, Google Stadia. Uma versão Nintendo Switch já se encontra em desenvolvimento.

N.R.: A análise a DOOM Eternal foi realizada numa PlayStation 4 Pro com acesso a uma cópia digital do jogo, gentilmente cedida pela EcoPlay.

 

DOOM Eternal
Gráficos impressionantes Banda Sonora de grande qualidade Ação pura Campanha com boa longevidade
Demasiado "rápido" para pessoas que sofram de motion sickness
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