Originário de um projeto Kickstarter e produzido pela Pixelnicks e distribuído pela Screenwave Media, Eagle Island foi uma boa surpresa para quem gosta de jogos mais retro e que ao misturar algumas mecânicas encontradas noutros títulos, consegue inovar e nos manter agarrados durante algumas horas.

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Somos Quill e temos connosco Koji que é o nosso fiel companheiro de aventura, mas também porque logo no início o seu irmão Ichiro é levado por uma águia gigantesca, uma divindade chamada Armaura e libertá-lo das suas garras. Esta é a premissa que inicialmente nos debatemos e de como chegar a Armaura, mas rapidamente percebemos que há mais a fazer do que apenas salvar Ichiro. A história é levemente introduzida na nossa aventura, sendo que a narrativa é leve e nos permite focar no que é importante, as mecânicas introduzidas e a jogabilidade.

Pixel art

Graficamente a arte é competente para o estilo que apresenta, não é nada de extremamente exigente, mas os modelos maiores como as divindades estão muito bem conseguidas e animadas, tendo a espaços muita qualidade em alguns pormenores. Fora isso os modelos são banais, como os inimigos que são dos mais casuais e vão, nos níveis mais difíceis, alterando a sua forma e aumentando o seu raio de ataque. Nada de muito novo neste estilo de jogo. Chamamos a atenção para o seu menu, que tem uma opção para alterar a arte gráfica entre pixel (o normal), softsharp e CRT, empregando assim algum estilo ao jogo e podemos alterar sempre que queremos.

Plataformas ou algo mais?

Eagle Island é algo mais que um simples jogo de plataformas. Como já referimos, bebe de muitas influências e pouca coisa faz mal, não quer dizer que seja tudo bom, mas jogabilidade e o que introduz é uma lufada de ar fresco comparado com outros em que não arriscam muito.

É um metroidvania rogue like, que quer dizer que temos um mapa geral (hub) e depois vários níveis dentre desse mundo, sendo que estes níveis são gerados aleatoriamente e após desbloquear ou apanhar novas habilidades, já conseguimos entrar noutros níveis que antes estavam bloqueados. Para isto temos uma luva de falcoaria e Koji, a nossa coruja que serve de companheiro e de arma de arremesso contra os nossos inimigos. Conseguimos atirar Koji em 8 direções e até fazer combos, o que nos dará mais moedas e até corações para a nossa barra de vida.

Esta é a principal mecânica que temos. Quill consegue parar no ar com sucesso enquanto as combos se mantiverem e assim arrecadar estas recompensas que tanto nos darão jeito na progressão, se bem que se falharmos um inimigo, Koji demorará mais a retornar a nós e ficamos totalmente vulneráveis a um ataque. Para sermos bem sucedidos nos mesmos temos ao longo da aventura de apanhar 3 penas com poderes muito especiais.

A pena de Zephara que é tem um poder de eletricidade e que consegue ser projetada muito mais rápido que o normal e em que conseguimos combos mais rápido, a pena de Magira que lança um ataque explosivo e a pena de Icora que nos permite congelar os adversários e assim ter mais tempo para os atacarmos. Balancear entre estes poderes pode ser complicado porque consomem Manaroc, o nosso medidor de magia, que nos permite saber quantas vezes podemos usar estes poderes especiais.

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Mas não são só estes poderes que nos ajudam durante a campanha, já que temos de penar e muito, e toda a ajuda é pouca. Para passar de sala em sala nestes níveis, temos de ir juntando moedas, tanto através de cofres espalhados como a matar inimigos. Essas moedas, dão para abrir outros cofres que têm um custo (alguns muito substanciais) para serem abertos e para comprar runestones, em que temos 4 espaços no nosso inventário para as usar. Ou seja, precisamos dessas moedas tanto para abrir cofres com runestones ou comprá-las a nosso belo prazer. Existem muitas runestones, de ataque e defesa que nos irão ajudar e muito a chegar ao boss final de nível… acreditem que chegar lá perto e “morrer na praia” é algo mesmo muito frustrante. Ir derrotando inimigos ao longo dos níveis não é só bom para termos moedas, mas também existem portas que só abrem depois de matar x adversários.

Outro ponto em que se destaca pela positiva e outro pela negativa é o som. Enquanto a música que nos acompanha é agradável e impõe o ambiente necessário, também não cansa é verdade, mas os efeitos sonoros são básicos e monótonos. Nada se destaca a nível destes efeitos, já que os inimigos poucos sons fazem para além de algumas dicas sonoras para podermos programar os nossos ataques.

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Um jogo para todos

Algo que chama a atenção nos menus é a quantidade de opções de acessibilidade que este titulo traz, algo que nem títulos AAA o fazem. Desde opções gráficas como retirar a iluminação, destacar os personagens ou até mesmo as plataformas, como ao nível de controlos, que nos permite ter mira automática e reduzir a velocidade do jogo. Tudo para que seja mais inclusivo e todos o possam experimentar.

Considerações finais

Eagle Island é um título muito bom para quem gosta do estilo de jogo e da arte gráfica mas que, na verdade, pode não ser para todos. Sabemos, no entanto, que faz algo de bem quando ao morrer dizemos para connosco… só mais uma tentativa… e nisto passam horas.

A jogabilidade é boa, se houvesse algo que pudéssemos dizer mais negativo seria o timing dos nossos ataques (mas existem runestones que ajudam) e o salto que Quill que nos parece muito leve, flutuante até.

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Para além da pouca imaginação nos inimigos que encontramos, não nos podemos esquecer que existe este problema em quase todos os rogue like, e é uma maneira de explorar o mesmo tipo de inimigo em níveis mais avançados com outros poderes. É um título muito divertido e em que podemos passar horas e horas. Disponivel para o Steam mas é perfeito para Switch por causa da sua portabilidade.

 

N.R.: A análise a Eagle Island foi realizada numa Nintendo Switch com acesso a uma chave digital (do jogo) gentilmente cedida pela ScreenWave Media.

Eagle Island - Uma boa surpresa
Mecânica de combateMuitas runestones para nos ajudarAcessibilidade
Efeitos sonorosO salto de Quill não é perfeito
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