Um jogo pode ser tanto calmante como, ao mesmo tempo, deixar-nos cheio de ansiedade. EMMA: Lost in Memories, criado pela Sand Bloom Studios, coloca-nos no lugar de uma jovem rapariga que percorre um mundo muito perigoso.

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Bonito de se ver, com música relaxante e o pânico de ver a nossa morte chegar segundos antes do momento fatídico, são qualidades que fazem este jogo interessante. Não podemos lutar, e a única maneira de progredir é correr, deslizar e saltar. É um título interessante com raízes mobile e que pode ser uma adição interessante ao catálogo da consola da Nintendo.

Memórias… são apenas isso

Emma é uma jovem que vê uma coruja do lado de fora da varanda da sua avó. A coruja voa para longe e Emma persegue-a. Rapidamente se torna aparente que ela não está no seu próprio mundo. O chão e os penhascos começam a desaparecer assim que ela lhes toca. Emma só pode correr e saltar para chegar à luz brilhante no fim de cada nível e há várias coisas no mundo que podem fazer com que não cheguemos ao fim do nível. A coruja está sempre um passo à frente, mas nós como Emma, estamos determinados a agarrá-la.

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EMMA: Lost in Memories tinha tudo para ser uma mistura entre Super Meat Boy e Celeste, mas aqui é que entra a mecânica de jogo mobile. Nós só controlamos Emma nos saltos e na evasão dos perigos. Assim que iniciamos um nível, ela corre sozinha, não a controlamos, e apenas muda de direção quando ao saltar para uma parede, rebatemos para o outro lado. Um pouco ao estilo de Super Mario Run. A margem de erro é muito pequena e rapidamente sabemos quando tomamos uma decisão errada. Controla-se bem, sendo que ao iniciar um nível, conseguimos vê-lo como um todo e temos de elaborar uma estratégia porque tem tudo de ser muito preciso. O nosso entendimento destas mecânicas é progressivo e começamos a analisar os níveis como puzzles.

Existe um objetivo adicional para além de passar estes puzzles, trata-se de recolher uma pena roxa da coruja que nos foge constantemente, mas cuidado porque pode demorar algumas tentativas já que a mesma está localizada em diferentes partes do nível. Se por vezes já é difícil passá-lo com o simples objetivo de chegar à luz, fazê-lo e apanhar a pena pode ser um desafio que vos pode levar até um verdadeiro quebra-cabeças.

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Minimalista, mas que nos faz pensar

A arte de EMMA: Lost in Memories é um estilo desenhado à mão e tem um ar muito simples, mas adequado. No plano de fundo existem vários cenários pelos quais passamos e podemos pensar que é tudo um pouco aleatório, mas não é bem assim e tem sempre algo a ver com a narrativa apresentada. Podemos pensar que aqui não há uma história real, mas ao irmos passando de nível, percebemos o encadeamento de pensamentos e faz-nos querer perceber mais quem é realmente Emma e, porque é que ela está a passar por esta experiência. 

Considerações finais

Nota 4 FBEmma: Lost in Memories é um jogo que parece simples, mas que se torna muito mais desafiador à medida que vamos avançando. Sabemos que quando falhamos a culpa é nossa e não nos sentimos frustrados quando falhamos. O chão e as paredes podem desaparecer, mas temos de pensar a melhor maneira de ultrapassar esse puzzle.

O que podemos apontar, de menos positivo, é o facto de termos ficado com a ideia de que a mecânica de movimentos resultaria melhor se tivéssemos o controlo total da personagem, como um jogo de plataformas clássico, mas temos de pensar que é uma versão de um jogo mobile e que realmente resulta bem na consola da Nintendo.

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+ Narrativa subentendida bastante boa

+ Simplicidade que nos faz focar no mais importante

+ Cada nível é um puzzle que temos de analisar profundamente

– Mecânicas de jogo mobile, que nem sempre é o que queremos numa consola

– Podemos errar, errar e errar ainda mais até acertar

N.R.: A análise a Emma: Lost in Memories foi realizada numa Nintendo Switch com acesso a uma cópia do jogo, gentilmente cedida JanduSoft

 

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