Deixa de ser surpresa, todos os anos é a mesma coisa. Novo ano, nova vida. Por aqui é mais novo ano, novo FIFA. É verdade, depois de 2020 chega a altura de dar as Boas-vindas ao mais recente título desportivo da EA Sports – FIFA 21.

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O jogo que nos leva a lutar pela glória do futebol mundial, que move milhões (de pessoas e euros) dentro do universo que são os Esports, está de volta. Voltou de cara lavada, com menus renovados, algumas alterações dentro de diferentes modos de jogo, e claro, uma nova oportunidade para construir (cof cof comprar) uma nova equipa no modo FIFA Ultimate Team. Mas será que FIFA 21 traz o que é preciso para compensar a alteração? Ou será apenas uma espécie de limbo entre esta geração e a próxima?

Para que não existam mal entendidos, importa referir que os jogadores de FIFA 21 que já tenham começado a sua jornada vão receber, de forma gratuita, uma atualização para a versão next-gen. Tanto nas novas PlayStation 5, como nas Xbox Series X|S.

Nova época FUT, jogabilidade semelhante

O modo Ultimate Team, um dos mais jogados e dos mais trabalhados pela equipa da EA responsável por FIFA 21, apresentou-se, este ano, de cara lavada. Com menus renovados, novas formas de gerir a equipa e também mais e melhores formas de personalizar a nossa casa, o nosso estádio. Num ano em que os estádios de futebol se encontram vazios, ter um jogo que nos permite personalizar o que se vê nas bancadas e até os cânticos que ouvimos durante as partidas, faz com que esse mesmo jogo acabe por ser olhado com um carinho especial e que, no fim, nos faça lembrar com nostalgia o recente ano de 2019 onde podíamos ouvir estes mesmos cânticos nos estádios.

Outra alteração, agora na gestão de equipa, que por aqui foi vista com bons olhos foi o facto dos jogadores recuperarem agora entre jogos, ou seja, não existe a necessidade de comprar cartas de condição física ou tampouco de nos preocuparmos com o estado físico dos jogadores entre jogos, basta ver se estão lesionados. Por outro lado, também as cartas de treino e os treinadores / preparadores físicos foram retirados, aqui já ficamos de pé atrás… sabia bem contar com aqueles +10 em todos os atributos quando o jogo era mais complicado.

Chegou a hora de entrar em campo, o senhor do apito dá início ao jogo e depressa nos apercebemos que as animações estão mais bonitas, mais detalhadas e movimentos mais suaves, os jogadores parecem mais jogadores de carne e osso, nos seus movimentos, que robôs. Isto acontece não só nas desmarcações, mas também nos confrontos entre jogadores ou até mesmo quando existe uma entrada de carrinho que, sem querer, falha a bola… no fim são pequenos pormenores que fazem a diferença. Também a bola tem mais curva nos passes, e os que saem diretos, são mais fortes, mais secos… estas mudanças fizeram, durante a nossa experiência, com que fosse mais fácil trocar a bola no ataque, mas também mais difícil de a intercetar quando estamos no meio-campo defensivo.

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Para além disto, podemos também dizer que ao comparar aos últimos anos, este FIFA 21 é o que menor curva de aprendizagem necessita. A jogabilidade encontra-se praticamente inalterada, por isso, quem sabia jogar FIFA 20 encontrar-se-á com o mesmo tipo de qualidade futebolística este ano, na edição 21 de FIFA. Não deixa de ser quase que triste, que coisas como ter a possibilidade de utilizar táticas onde o pontapé de saída conta com um jogador recuado, dentro da grande área, continuem a não ser possíveis em FIFA 21… sendo algo que faz parte das regras do futebol, gerido pela FIFA, que a EA não as coloque na sua franquia de nome FIFA.

Para o modo Ultimate Team resta dizer que o Pay to Win contiua lá, continua a ser perto de impossível ter uma equipa competitiva sem gastar dinheiro ou sem horas e horas gastas no mercado de transferência a procurar jogadores abaixo do valor de mercado. FIFA 21 teve o seu lançamento no início do mês de outubro e por esta altura, 20 de outubro, já existem jogadores com equipas daquelas que metem inveja à equipa de muitos de nós quando metemos o jogo de lado (porque o novo está para sair).

Caricas e empréstimos com opção de compra

Obrigado EA. Finalmente. Embora se note que o foco continua ser o modo do dinheiro, o modo carreira teve algumas alterações que acabam por trazer o que há muito se pedia – mudanças refrescantes. Gostam de jogos como Football Manager ou gostavam de jogos como FIFA Manager? Sim? Bem-vindos ao modo carreira de FIFA 21. A EA trouxe elementos ao tão amado modo que só podem fazer com que o mesmo seja ainda mais amado por aspirantes a treinadores de bancada, ou de sofá… desde a possibilidade de controlar o jogo através de um simulador à lá FM, daqueles com uma espécie de carica vista de cima e o melhor é que passamos para o motor de jogo normal em momentos-chave… ou melhor, em qualquer momento, já que para isto basta colocar o simulador na pausa e assumir as rédeas do encontro, depois passa a ser da nossa responsabilidade a bola ao poste ou o golo espetacular!

Esta nova forma de controlar os jogos, ou deixar que eles se controlem, está muito bem construida. Funcionou sempre de forma fluida e, acima de tudo, é um elemento simples que acaba por dar não só uma nova cara, mas um novo fôlego a um modo de jogo que há muito estava sem respirar. No modo carreira temos também a possibilidade de contratar jogadores por empréstimo, mas com opção de compra, algo normal no mundo do futebol, mas que em FIFA 21 dá-nos a possibilidade de construir uma equipa com alguns empréstimos-chave que podemos contar na segunda época também, ou seja, podemos construir a equipa, mesmo com empréstimos, a pensar no futuro… tal como se faz no mundo do futebol de carne e osso.

Também a capacidade e a forma de treinar jogadores melhorou, permitindo afora treinar mais jogadores e em mais períodos através de um calendário de treinos. Só é pena que estas alterações apareçam no fim de uma geração quando há muito eram pedidas, acaba por parecer que a EA anda a alimentar os seus jogadores com migalhas, apresentando a cada ano uma novidade para manter os jogadores contentes, agarrados ao jogo e sem lhes passar pela cabeça que as evoluções nem sempre são assim tantas.

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Sempre quisemos dizer isto, ok, desde o ano passado que queríamos dizer isto – VOLTA está de volta, voltou. E traz algumas novidades, tal como os outros modos… pequenas coisas que ajudam a manter os jogadores contentes. Sobre VOLTA, a sensação de jogar este modo continua a ser espetacular, mas a falha que apontamos o ano passado continua lá… ainda não é possível fazer amigáveis com pessoas da nossa lista de amigos.

Considerações Finais

FIFA 21 está de volta e até oferece uma atualização gratuita para a próxima geração, ao contrário do seu principal concorrente que chega sem atualização, mas a metade do preço. Se é uma aposta segura? Depende daquilo que procuram, caso sejam fãs de modos como Ultimate Team é quase obrigatório dado que é a única forma de continuarem a jogar, a 100%, este modo. Caso estejam mais ligados para o modo Carreira ou até o Pro Clubs, sim é uma boa atualização, que não revoluciona, mas que acaba por trazer algumas alterações que nos fazem olhar para FIFA 21 com outros olhos.

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Caso queiram apenas jogar um jogo, de mês a mês, com um simples “pontapé de saída”, talvez seja melhor optarem por um qualquer desconto que venha a aparecer ou por uma versão construida de raiz a pensar na próxima, ou nova, geração de consolas.

nota 3 Clica na imagem para mais informação sobre as nossas classificações

+ Movimentos mais suaves

+ Jogo favorece mais a troca de bola

+ Adições aos modos que não UT, especialmente o modo carreira.

– No fim o modo UT continua a ser o mais trabalhado

– Pay to Win continua bem presente

– Movimentos dos jogadores, no plano ofensivo, deixam um pouco a desejar

N.R.: A análise a FIFA 21 foi realizada numa PlayStation 4 Pro com acesso a uma cópia do jogo, gentilimente disponibilizada pela EA Portugal.

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