Quando pensamos em gaming a nossa mente é automaticamente guiada para uma das três consolas ou para um computador, mas a verdade é que jogar num telemóvel também é jogar e se quisermos voltar ao estrangeirismo podemos chamar esta prática de mobile gaming. Dentro desta área dos videojogos temos vários tipos de abordagem:

  • Os jogos gratuitos, que acabam por prender os jogadores através de loot boxes ou da capacidade de se repetirem. Grande parte destes jogos acabam por não ter uma narrativa desenvolvida e lucram principalmente através da venda de produtos dentro do jogo.
  • Aqueles que podemos chamar de jogos “premium”. São jogos quase sempre pagos, mas que oferecem uma narrativa de qualidade ou todo um conjunto de mecânicas que acabam por fazer destes jogos um verdadeiro AAA do mundo mobile. 

Grande parte da população que, de alguma forma, tem acesso a videojogos, acaba por pensar que os jogos de telemóvel não devem ser pagos, dado que aparentam ser experiências inferiores aquelas que podemos ter em consolas ou computadores. Tanto a Apple como a Google tem trabalhado para mudar este modo de pensar porque, na verdade, existem jogos pensados para o universo mobile que acabam por proporcionar a quem os jogam experiências de grande nível.

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O jogo que trazemos hoje enquadra-se perfeitamente segundo segmento que falamos anteriormente, foi desenvolvido pelo estúdio português Once a Bird e está disponível para Android e iOs. Falamos de Outsider: Depois da vida – Um puzzle game que nos leva para a aventura com um robot humanoide que tem como missão perceber se está sozinho no planeta ou até mesmo no universo.

Outsider: Depois da vida transporta-nos para um mundo pós-apocaliptico onde única forma de vida, solitária, aparenta ser artificial. Um robot humanoide com uma unidade de inteligência artificial capaz de sobreviver durante centenas de anos foi deixado para trás num universo que parece ter chegado ao fim da sua vida.

Cabe a cada um dos jogadores, através da conclusão de diferentes tipos de puzzles, seguir a história desta personagem enquanto a mesma procura por outras formas de inteligência no vasto e deserto universo.

Uma aventura de puzzle em puzzle 

Embora este Outsider: Depois da vida não seja um jogo longo a verdade é que acaba por dar aos jogadores algumas horas de diversão através de puzzles variados onde conseguimos facilmente perceber que a dificuldade vai aumentado, não só ao longo da história, mas também à medida que nos aproximamos do fim de cada nível. Por exemplo, os puzzles servem como um meio para reparar ou ter acesso a determinado objeto ou ação, mas não pensem que basta passar um e já esta.

Cada nível apresenta o seu próprio tipo de puzzle e estará dividido em vários segmentos. Ao passar o primeiro, por exemplo, estarão mais 15% mais perto de aceder ou reparar aquilo que precisam, ao passar o segundo, 30%… pelo que terão que passar vários puzzles do mesmo tipo para concluir a ação. E tal como dissemos anteriormente, estes puzzles vão ficando mais difíceis à medida que nos aproximamos do concluir de tal ação.

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Ainda sobre os quebra-cabeças (sim alguns são isso mesmo), importa referir que alguns níveis apresentaram-se com puzzles que à primeira vista pareciam fazer pouco sentido, mas que ao falhar um par de vezes depressa começamos a perceber como é que o mesmo funcionava e o que é que precisávamos de fazer para o ultrapassar. Para evitar este tipo de situação podemos ainda optar por ter dicas em formato texto que nos ajudam, à partida, a perceber o que é que temos que fazer naquele nível especifico.

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Importa referir que Outsider: Depois da vida não é um jogo longo, deverá demorar cerca de três horas a concluir, mas durante as três horas de jogo é bem possível que nunca fiquem aborrecidos ou com a sensação de repetição de um nível para o outro, o level design do jogo está muito bem conseguido o que faz com que toda a aventura seja refrescante do início ao fim.

Por fim, o facto deste jogo da Once a Bird ter sido disponibilizado para as plataformas móveis faz com que um dos pontos negativos seja a dificuldade que por vezes sentimos a tentar movimentar algum objeto durante um dos puzzles. Isto não acontece por o jogo responder mal, mas sim porque num ecrã pequeno por vezes sobre disso mesmo, alguns dos puzzles representam circuitos elétricos, por exemplo, com cabos bem finos que por vezes acabamos por não conseguir controlar da melhor forma devido ao  tamanho do ecrã que temos para utilizar. Outsider: Depois da vida, embora funcione muito bem em dispositivos com ecrãs táteis, terá a ganhar ao ser disponibilizado também para outras plataformas com controlos adaptados para as mesmas.

Considerações finais 

Outsider: Depois da vida não é um jogo longo, pelo contrário, mas as horas de jogo que conseguem extrair deste titulo feito em Portugal, serão horas de diversão, principalmente para os amantes de puzzlers. É possível que o passem numa só sessão de jogo e, por enquanto, não existe qualquer incentivo para voltar a pegar no título depois de acabar a história pela primeira vez, mas a experiência com a jogabilidade acaba por compensar o facto de o jogo ser mais curto do que aquilo que podíamos gostar.

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Outsider: Depois da vida já se encontra disponível para iOS e Android nas respetivas lojas de aplicações e chega com o preço de €4.49. Um valor que pode parecer alto, mas que, na verdade, acaba por ser bastante equilibrado no quando olhamos para a relação qualidade / preço.

A Once a Bird confirmou, em entrevista ao FUTURE BEHIND para a rubrica Feito em Portugal, que existem planos para trazer Outsider para as restantes plataformas.

nota 4

Clica na imagem para mais informação sobre as nossas classificações

+ Puzzles diversificados

+ Níveis bem construidos 

+ História interessante

– Longevidade 

– Por vezes os puzzles acabam por ter componentes pequenos demais para o ecrã de um dispositivo móvel. 

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N.R.: A análise a Outsider: Depois da vida foi realizada num iPhone 11 com acesso a uma chave do jogo, gentilmente disponibilizada pela Once a Bird.

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