Levamos apenas algumas horas para terminar o jogo. No entanto, pareceu-nos muito mais tempo e não devido ao medo, mas sim à monotonia. Na análise a Rise of Insanity descobrimos um jogo bastante metafórico, com pouco para fazer, onde na maioria das vezes acabávamos por divagar na procura, sem sentido, de patos de  borracha, já que essa era a única peça interativa garantida no jogo, a única que era confiável, intercalada com chamadas telefónicas que nos transportam para a próxima área.

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E os patos? Não acrescentam nada! Mesmo ao apanhar patos de borracha, que podemos, com algum nível de detalhe, inspecionar em 3D, não há nada que nos queira fazer, de verdade, apanhar esses patos… não acrescentam anda ao jogo ou à narrativa, não nos oferecem nada em retorno.

Uma narrativa que não surpreende

Como um jogo de quebra-cabeça na primeira pessoa, navegamos com a nossa personagem, um psicólogo, enquanto ele se reúne… bem, na verdade, ele não faz isso… esqueçam. A narrativa mistura-se com flashbacks e sequências de sonhos para contar a história do assassinato da esposa e do filho do protagonista.

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Vamos avançando no jogo à medida que caminhamos pela casa, uma mansão que poderia ter sido um protótipo para a Mansão Spencer em Resident Evil… vamos coleccionando notas, reproduzindo gravações num micro gravador, e  temos algumas experiências fora do corpo. E é isto, sem querer ser arrogante o jogo é previsível ao ponto de descobrimos para onde é que a  história estava a caminhar logo nos minutos iniciais… isto faz com que a narrativa acabe por ser um pouco enfadonha e nada surpreendente.

Grafismo e jogabilidade

A casa do protagonista tem um estilo bastante bom e os gráficos da mesma apresentam boa qualidade, também as áreas externas à casa apresentam bons detalhes, principalmente durante o período noturno. No entando, a jogabilidade acaba por depender, unicamente, do encontrar de pistas e usar algumas destas para progredir na história.

Uma boa parte das vezes vimo-nos forçados a voltar atrás, abrir armários de cozinha sem encontrar nada para interagir, ler notas sem grande informação, ou pelo menos informação que nos ajude na progressão de Rise of Insanity. Ainda sobre as notas manuscritas, importa referir que as mesmas não parecem ter sido fruto de muita atenção, o texto não é de todo fácil de ler e muitas das vezes acabam por parecer um pouco repetidas.

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Não queremos entrar em grandes detalhes sobre a história, pois podem sempre decidir jogar Rise of Insanity. Porém podemos dizer que é melhor não esperarem encontrar um jogo que se possa comparar aos melhores dentro do estilo, o título criado pelo Red Limb Studio não chega a esse patamar… Esperava-se que certas coisas acontecessem, mas elas não aconteceram. Em Rise of Insanity, a ameaça é bastante inconsistente, por vezes haverá uma figura sombria que paira sobre o protagonista, ou então alguma experiência paranormal, mas no geral, nada de assustador acontecerá.

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Os puzzles e os pássaros

Embora não os tenhamos contado, não ão muitos os puzzles existentes neste jogo, e os que existem por vezes apresentam uma falta de lógica que nos faz ter que consultar as notas uma ou duas vezes para os conseguir resolver enquanto que outros são tão fáceis que não apresentam qualquer tipo de desafio. Ainda sobre os puzzes e como os resolver – certas vezes vamos precisar de objetos específicos para resolver alguns dos enigmas, nestas alturas teremos que voltar ao local onde o objeto se encontra e então ir ao local do puzzle para o resolver… não existe qualquer tipo de inventário.

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Além do personagem principal, existem aquelas sequências de sonhos que mencionamos e um tema contínuo de pássaros que acaba por não se perceber. Embora existam inúmeras referências sobre por que razão existem tantos pássaros no jogo nenhuma delas acaba por nos explicar, a 100%, a razão da sua presença. Numa cena, ao assumirmos o papel de um desses pássaros, um corvo, voamos através de um túnel subterrâneo com o pop-up mais evidente que já vimos.

Considerações Finais

Compreendemos as decisões que levaram à criação da história e da forma como a mesma nos é contada, apreciamos também o muito trabalho que foi feito pelo Red Limb Studio e publicado pela Pineapple Works, mas no papel de jogadores não ficamos nada impressionados com o resultado final.

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O facto de a narrativa ter sido estragada a partir do momento em que conseguimos perceber todo o desenrolar da história nos primeiros momentos de jogo faz com que este Rise of Insanity não seja uma experiência repetir, não há nada que nos puxe na direção do jogo.

Rise of Insanity já se encontra disponivel para Xbox One, PlayStation 4, Nintendo Switch, Windows PC e Linux.

N.R.: A análise a Rise of Insanity foi realizada numa Nintendo Switch com acesso a uma cópia digital do jogo, gentilmente disponibilizada pela Pineapple Works.

Rise of Insanity - Psicologicamente Monótono
Graficamente interessanteAlguns momentos de jump scareAcaba em cerca de duas horas...
Falta de emoção no gameplay e na históriaHistória previsível
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