Análise Muse Dash – Gostam de K-Pop?

Fiquem a olhar alguns segundos para o título do jogo… já está? Ok, agora tirem mais uns segundos para olhar para algumas das personagens que vão ter disponíveis:

Feito? Agora… Bem, não preciso de vos dizer no que vai consistir o jogo, pois não?

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Ainda querem saber do que se trata?  Pronto está bem, Muse Dash trata-se de um jogo de ritmo com músicas ao estilo de J-Pop e K-Pop. Agora, será que o jogo vale a pena para os fãs de jogos de ritmo?

Simples e eficaz

No processo de criação, com novas ideias, temos sempre grandes esquemas e planos, mas também sabemos que ideias simples são sempre as melhores, e o conceito de Muse Dash é impressionante ao ponto que vicia. Basicamente escolhemos uma música e, com a nossa personagem, andamos num nível em que ficamos sempre no mesmo sítio…  Com o desafio de manter o ritmo ao longo da duração da música, com apenas dois botões (X e o direcional direito) para fazer tudo. Mas ai está, tal como tinha dito, ideias simples são as melhores.

Os fundamentos principais deste título não sofreram muitas mudanças quando comparamos a versão Nintendo Switch com a versão Windows PC que testámos nesta análise. Os mesmos visuais de anime dão uma explosão de cores por todo o ecrã e um tom que fica entre o adorável e o mimoso.  Vemos que fan-service para os entusiastas do género existe… E não é pouco.

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Tal como tinha dito, Muse Dash é simples: Temos dois botões e duas pistas para estar atentos. Quando os inimigos passam sobre a pequena caixa de ataque, numa das pistas, carregamos no botão correspondente. No entanto, e para complicar um pouco as coisas, às vezes temos de saltar por cima de serras que se encontram no chão, atacar inimigos que são invisíveis. Tudo isto faz com que por vezes até precisemos de carregar nos dois botões ao mesmo tempo para derrotar certos alvos ou até mesmo bosses que vão aparecendo ao longo do caminho… Sempre com ritmo, pois está claro.

Embora a simplicidade esteja sempre presente na jogabilidade não pensem que será um jogo fácil. O que o jogo não tem em complexidade de controlo compensa nos seus gráficos de notas, que alternam entre o demasiado simples e o ridiculamente difícil, dependendo da dificuldade escolhida.

Cada uma das músicas disponíveis vem com uma variedade de modos de dificuldade. Os modos Fácil, Difícil e Mestre permitem que os jogadores joguem os níveis com as combinações mais complexas de obstáculos, à medida que passam por cada dificuldade. Quanto mais precisão existir no nosso desempenho, maior a pontuação final e melhor a classificação no final de cada música.

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Muse Dash contém o seu próprio scoreboard, o que permite aos jogadores competir pelo topo. Se também tiverem o jogo para o smartphone (disponível para Android e iOS, o jogo permite que os jogadores vinculem as suas contas mobile e Windows PC, isto significa que podem importar as vossas melhores pontuações conforme alternam entre o PC e o smartphone.

Este não é o único recurso surpreendente de Muse Dash. Tal como esperava uma sincronização do progresso entre plataformas fiquei surpreendido com o desafio de cada música onde passava horas e horas a fio. Não importa a dificuldade que se escolhe, os obstáculos e inimigos são colocados de uma maneira que parece sempre natural. O jogo, por mais simples que sejam os controlos, tem uma resposta muito boa e o design da música está sempre no ponto. Isto faz com que Muse Dash seja um prazer de jogar, especialmente com a sua enorme biblioteca de músicas.

Mas nem tudo tem um ritmo positivo

No entanto, sabemos que temos uma enorme sinfonia de músicas existentes em Muse Dash, com ainda mais títulos disponíveis como DLC (a versão Nintendo Switch inclui todos os DLC), a estética 2D pode se mostrar um tanto repetitiva com o passar do tempo. A batida pode mudar regularmente ao longo dos 55 níveis de um personagem, mas o plano de fundo, as multidões e o design do nível parecem apenas percorrer algumas opções disponíveis. Isto faz com que o jogo se torne mais cansativo do que se poderia esperar.

Mesmo as mudanças mecânicas ou novos obstáculos, coisas que podem tornar o decorrer do jogo mais interessante, tendem a ser poucos e distantes entre si. Isto também será um problema semelhante se não forem seguidores assíduos das batidas sintéticas e das melodias estilo Vocaloid que passam por Muse Dash. Embora isso o torne divertido, não é nem de perto, nem de longe, tão desafiador como o Voez ou até mesmo a franquia de Persona Dancing.

Outra das coisas menos boas que  posso apontar a Muse Dash é a forma como recebemos outras personagens ou até mesmo pequenos ajudantes que dão mais alguns bónus se se completar certas condições. O sistema de recompensas que existe no jogo é random, ou seja, para conseguirmos certas personagens temos de colecionar items que podemos ganhar ou não… Mesmo que tenhamos feito a musica até ao fim e com um full-combo não é certo que recompensas vamos ganhar. Durante o tempo que passei com Muse Dash só consegui desbloquear um personagem e um ajudante, o que me deixou um pouco desconfortável em termos de recompensa recebida, depois de tantas horas dentro do ritmo achei que merecia um pouco mais.

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Apesar destes pequenos problemas, Muse Dash poderá ser uma distração empolgante e divertida… Se quiserem uma explosão rápida de som e um desafio excitante, então este é o jogo para vocês.

Muse Dash já se encontra disponível para Windows PC, MacOS, Nintendo Switch, Android e iOS.

 

N.R.: A análise a Muse Dash foi feita em Windows PC com acesso a uma chave, para a versao final do jogo, gentilmente cedida pela Evolve PR.

 

 

 

 

Muse Dash - Uma explosão sonora e um desafio excitante
Reader Rating3 Votes
Controlos com boa resposta
Leque de músicas bastente completo
Colorido e com bom ritmo
Muito repetitivo
Controlos simplistas
Recompensas aleatórias
3.5
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