A Maker Faire Lisboa teve uma maior diversidade de projetos este ano do que nas duas primeiras edições, mas a impressão 3D continua a ser uma das temáticas em clara evidência: eram poucas as mesas que não tinham uma impressora ou um kit ‘faça você mesmo’ (DIY na sigla em inglês) a fabricar pequenas peças.

Quem conhece a impressão 3D sabe que as peças podem sair com grande pormenor, em várias cores, mas partilham sempre uma textura fibrada, resultante das várias camadas de filamento que vão sendo sobrepostas. Por isso é que quem passava em frente à Moyupi ficava lá a contemplar.



As criações 3D da empresa eram diferentes de todas as outras: extremamente polidas, super brilhantes. Mais: existiam figuras pintadas que pareciam verdadeiros brinquedos e que na realidade são impressões 3D como todas as outras.

O segredo está num método que a Moyupi desenvolveu para polir as impressões 3D. Juan Medina, espanhol e fundador da startup, explicou ao FUTURE BEHIND que as peças são sujeitas a um banho de acetona, entre outros elementos que o segredo do negócio não permite revelar.

Mas esta é a tecnologia. O modelo de negócio da empresa também é diferente. O objetivo é que as pessoas enviem desenhos feitos pelos seus filhos, afilhados ou até de crianças de amigos, a Moyupi imprime, trata a impressão 3D e pinta justamente como estava o desenho. Ou seja, o negócio da empresa é trazer desenhos até à vida real.

Uma peça como as que vemos nas imagens pode custar até 45 euros, um valor que para Juan Medina é aplicável devido à maior qualidade da impressão e também à maior ligação emocional que existe com as peças.

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