Cathedral

Análise Cathedral

Nos últimos anos houve uma enorme oferta de jogos do sub-gênero de acção/aventura metroidvania, estilo de jogo que se popularizou principalmente nos anos noventa. Com uma grande oferta sobretudo oriundo de produtores de jogos independentes, o mercado tem vindo a receber variadíssimos títulos com os mesmos contornos e as mesmas ambições, assemelhando-se cada vez mais uns com os outros, quer de estilo visual, quer de jogabilidade, e até mesmo de propósito de jogo e de enredo narrativo.

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O balanço ainda assim tem vindo a ser positivo, pelo menos é o que nos vai dizendo os agregadores de críticas especializada.

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Cathedral busca inspiração em títulos da primeira consola da Nintendo – Nintendo Entertainment System – não só em aspetos visuais, como também em toda a envolvência que os títulos da 8 bits da Nintendo oferecia, embora com uma jogabilidade moderna, com transições atuais, muito inspirado em clássicos contemporâneos como Shovel Knight, onde consegue juntar várias ideias de vários títulos recentes de grande qualidade, num estilo único.

Com plataformas bem desenvolvidas, um mundo ultracolorido, bem desenhado, o jogador terá de percorrer um mapa enorme que se vai abrindo conforme a personagem principal vai adquirindo novas habilidades que lhe vai permitindo ultrapassar sítios que até então não lhe era possível. Um modelo clássico de como deve ser um bom metroidvania, onde a linearidade não entra em jogo, mesmo que ela esteja presente, mas de forma despercebida até ponto exato. Há, para apimentar mais a longa jornada do extenso mapa, vários segredos, e quebra-cabeças que não fazem simplesmente o jogador movimentar uma personagem e derrotar os vários inimigos que vão aparecendo pela frente.

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Conforme os chefes vão sendo derrotados, onde geralmente proporcionam uma batalha diferente, e bem mais caprichada que em batalhas simples com carrascos de menor tamanho, o jogador vai recebendo corações, que lhe vão dar mais vida. Uma mecânica clássica também ela, oriunda e ainda indispensável, por exemplo, em jogos da série The Legend of Zelda.

Cathedral a 8 bits

Tal como já foi referido, Cathedral busca os clássicos da era de 8 bits, onde para além dos visuais clássicos de pixéis, também busca através da jogabilidade dar essa percepção, mas embora mecanicamente seja fluido, bem aperfeiçoado, consegue nutrir dificuldade nos momentos de saltos, no embate contra os inimigos, e no muito dano sofrido e no pouco dano causado. Conforme o progresso vai sendo feito, registado em pontos específicos do mapa, o jogador desbloqueará também novas habilidades, que lhe dará passaporte para novos horizontes do mapa, mas também auxiliará a defrontar os inimigos.  

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Cathedral é um tanto de coisas bem feitas, mas ao mesmo tempo de algo muito presente actualmente dentro do que o mercado tem oferecido. Se por um lado, é bastante bonito, bem robusto de conteúdo, é também um pouco mais do mesmo do que se tem visto, o que vai tirando algum prazer para quem já presenciou, ainda que outros títulos, de nomes diferentes, experiências bastante similares. Cathedral, contudo, demarca-se pela larga longevidade que oferece.

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Considerações Finais

Começa a ser difícil recomendar um metroidvania na vasta oferta do mercado atual que possa desiludir quem goste do género, mas também começa a ser difícil encontrar um jogo com este mesmo subgênero que se ressalte pela diferença, no espectro do bom. Cathedral não tem nada de verdadeiramente mau, é um jogo bastante equilibrado, com várias coisas boas que se viram no passado, mas agora aperfeiçoadas aos tempos atuais. Com um visual que irá fascinar os apreciadores dos jogos da velha guarda, e que a dificuldade não causará sonolência quem aprecia um bom desafio.

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Porém, também não se desmarca do que se tem assistido no vasto leque de oferta, no mesmo preço de mercado, e ainda assim acaba por perder para eles. No entanto, é uma opção válida para quem quer pelo menos duas dezenas de horas, de pura ação de plataformas.

nota 3
Clica na imagem para mais informação sobre as nossas classificações

+ 8 bits de corpo e alma

+ Jogabilidade consistente, com progresso bem definido

+ Mapa amplo com boa longevidade

+ Desafio progressivo

– Mais um metroidvania no meio de tantos outros

N.R.: A análise a Cathedral foi realizada numa Nintendo Switch com acesso a uma cópia do jogo, gentilmente disponibilizada pela Plan of Attack