Planos ou curvos, detentores de tecnologias premium como o HDR (high dynamic range), painéis OLED e resolução 4K (Ultra HD), o que possibilita a obtenção de tons de preto “perfeitos” e cores “vibrantes”. Assim podemos caracterizar a nova gama de televisores OLED 4K da LG que acaba de chegar a Portugal. Cinco modelos puderam, de resto, ser vistos mais de perto, hoje, no showroom da tecnológica, em Oeiras: E6V; EG910V; EG960V; EG920V e, ainda, o topo de gama mais premiado de sempre entre estas novidades, o G6V LG Signature.

O primeiro a estar disponível no mercado nacional foi o EG960V (na imagem abaixo), sendo que a série E6V, que se apresenta este mês ao público, é a grande aposta do momento desta gama OLED 4K. Ainda por chegar estão, por exemplo, as séries B6V e G6V,  integradores de um design Picture-On-Glass: um painel OLED ultra fino, de 2.57 mm, com um vidro transparente na parte de trás e um sistema de colunas de som, criado em parceria com a Harman/Kardon. Para além destes, outros modelos ganham destaque por incluir, por exemplo, design Blade Slim com ecrã Full Cinema.

EG960V

A tecnologia OLED parece, assim, ter vindo para ficar. “Estamos convencidos, e o mercado tem dado provas, que o futuro da televisão é a tecnologia OLED. Neste momento, a LG é a única marca a comercializar, sendo que temos várias patentes associadas à produção desta tecnologia”, começa por explicar, ao FUTURE BEHIND, Sérgio Antunes, gestor de produtos TV & AV na LG Electronics Portugal, reconhecendo que a tendência será de massificação. Até porque há outros concorrentes, como a Panasonic, que também apresentou televisores OLED – produzidos pela LG Display, mas com modelos próprios – a apostar nesta tecnologia. A Philips, por seu turno, mostrou igualmente interesse em assegurar um lugar cimeiro nesta corrida, como conta o Techradar.

E já que falamos em tendências de futuro, convém lembrar que, embora ainda não esteja disponível para o consumidor final, o televisor Wall-Paper OLED, por exemplo, deixa antever algumas das características que potencialmente marcarão a indústria. “Os televisores serão cada vez mais finos e flexíveis, o OLED será trazido para tamanhos mais pequenos, pelo que as TVs serão mais acessíveis em termos de preço para o consumidor”, revela Sérgio Antunes.

O aumento da gama OLED visa, aliás, que estes televisores podem, muitas vezes, superar os cinco mil euros, sejam acessíveis a todos os bolsos. O responsável da LG ressalva que a primeira TV OLED que a marca lançou em Portugal, há menos de três anos, custava dez mil euros. “Hoje em dia o modelo equivalente é o Full HD que já está abaixo dos dois mil euros. A tendência é continuar a baixar, sendo que pretendemos ter uma gama alargada e chegar ao máximo de consumidores”, indica.

Em ano de eventos desportivos de peso – o Europeu de futebol e os Jogos Olímpicos -, a expectativa de aumento de vendas é “grande”, estando já a ser preparadas campanhas “para estimular o consumo e ir ao encontro das necessidades dos consumidores que nestas alturas procuram, muitas vezes, um ecrã maior”. “Temos expectativas que o mercado, que cresceu um pouco abaixo dos 3% no primeiro trimestre, cresça um pouco mais no segundo trimestre do ano também com estes eventos”, antevê.

Os pontos fortes do OLED Ultra HD

Os motivos que podem levar os consumidores a adquirir este tipo de televisor são vários: desde o “ângulo de visualização, preto perfeito, cores mais vivas, TVs mais finas e diferenciadas” ou a presença da tecnologia HDR, que se esforça para que o ecrã reproduza uma imagem o mais fiel possível àquela que é vista pelo olho humano. O novo line up integra, assim, os formatos padrão de HDR estabelecidos pelos principais canais de TV, estúdios de cinema e fabricantes de equipamentos de eletrónica de consumo, como o HDR10 e o Dolby Vision, sendo considerada a melhor tecnologia para reproduzir conteúdos HDR do Netflix ou Youtube, por exemplo. Os modelos G6V e E6V possuem também suporte para BT.2020, o novo standard de cor para conteúdos HDR.

“Temos várias aplicações disponíveis na nossa plataforma Web OS de Smart TV. Os OLEDs e também muitos televisores da gama Super UHD têm já certificação da Netflix como TV recomendada. No nosso país a grande aposta atualmente é no Netflix e no Google Play”, adianta Sérgio Antunes.



Entre os destaques está também a possibilidade de controlar o brilho e a luz, através da tecnologia Pixel Dimming do OLED que permite ligar e desligar cada pixel de forma independente, ao contrário dos painéis LCD em que a luz de fundo ilumina todas as secções do ecrã em simultâneo. Com isto possibilita-se “contrastes infinitos, cores fortes e detalhes de sombra mais nítidos”, reproduzindo-se, assegura a LG, mais de mil milhões de cores dada a capacidade de processamento de 10 bits das TVs OLED.

Questionado sobre a incorporação de tecnologia 3D, o responsável da LG Portugal indicou que nesta gama OLED 4K, a série B6 é a única que não tem 3D, mas, tal como tem acontecido com a Samsung ou a Sony, esta tecnologia tem vindo a perder força nesta marca. “A nossa posição segue o mercado e neste momento não há muita procura por 3D. Nos LCD, por exemplo, só temos 3D a partir da série UH85”, conta.

Enquanto pioneira na aplicação de tecnologia OLED nos televisores, bem como na plataforma para Smart TV Web OS e nos telecomandos ‘mágicos’, a LG explica que esta nova gama de TVs OLED 4K é a sua “grande aposta para o mercado dos televisores em 2016”, uma vez que quer “continuar a construir uma imagem de liderança tecnológica junto dos consumidores”.