A startup portuguesa tem os objetivos para 2016 muito bem definidos, tanto do lado tecnológico como da perspetiva do negócio. Maio vai marcar a chegada da aplicação móvel do serviço para reforçar a experiência de utilização dos consumidores.

“Existe uma parte que no fundo é de usabilidade e experiência do consumidor. Vamos lançar no próximo mês a aplicação móvel da Chic-by-Choice. Estamos muito focadas em continuar a construir uma plataforma que para o cliente seja muito, muito simples”, explicou ao FUTURE BEHIND a cofundadora Filipa Neto.

A Chic-by-Choice é uma plataforma online que permite o aluguer de vestidos de luxo. Mesmo sendo um negócio muito ligado ao segmento da moda, a tecnologia faz parte do quotidiano e do posicionamento da startup portuguesa.

“Acho que esse é que é o desafio e é o que eu mais gosto de fazer: trabalho em tecnologia, todos os dias. Grande parte do meu trabalho está na parte de produto, tanto ligado ao marketing como com a parte tecnológica dos progamadores”, explicou Filipa Neto a propósito da presença das mulheres no ramo das tecnologias.

Numa visão mais a longo prazo o objetivo da Chic-by-Choice é criar um mercado online que consiga garantir aos retalhistas uma terceira opção de faturação. Até aqui as lojas que vendem roupa estão habituadas a vender as peças a preço inteiro ou em saldo. A startup portuguesa quer que o aluguer venha a ser uma norma estabelecida no mercado.

“Temos uma visão e um sonho gigantesco que é toda a parte do retalho, como é que nós podemos ser um game changer para os retalhistas. A nossa visão é no fundo construirmos um mercado que dê oportunidade às marcas de perceberem como é que este terceiro modelo de negócio pode ser muito melhor do que as outras alternativas que eles conhecem até hoje”.

A experiência que a empresa tem conseguido com algumas marcas ajuda a explicar a confiança no conceito.

“Temos marcas em que nós a alugar, em quatro meses, fizemos mais retorno do que se tivéssemos vendido as peças. Portanto, porque não passar a ser esta a norma, se o que os negócios querem é retorno de investimento?”, questionou Filipa Neto em jeito de desafio.

Do ponto de vista do negócio a Chic-by-Choice quer, obviamente, continuar a conquistar novos clientes, mas para este ano a estratégia passa também pela retenção de utilizadores. Atualmente entre 30 a 40% da receita mensal da startup tem origem em clientes que já compraram pelo menos uma vez na sua loja online.

“Este é o nosso grande desafio e é uma das principais métricas que no fundo é provar não só que as clientes gostam da ideia, mas que confiam, que o serviço corre bem e que voltam novamente”.

Reino Unido e Alemanha são atualmente os grandes mercados da Chic-by-Choice e os dois nos quais a ‘tecnológica fashionista’ vai ter o principal foco de investimento.