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Acabado de chegar à eShop da Nintendo Switch pela Unfold Games, DARQ é um jogo que conta a história de Lloyd, um rapaz que se apercebe do facto que está a sonhar, sonhos esses que para infortúnio de Lloyd, tornam-se rapidamente em pesadelos e todas as tentativas de acordar acabam em falhanço. Ao explorar os cantos mais obscuros do seu subconsciente, Lloyd parece aprender como sobreviver nesses pesadelos ao moldar as leis da física e como o mundo dos sonhos é construído.

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Como o nome sugere, DARQ é um título que quer ser de horror, mas nunca chega lá, o máximo que chega a ser é inquietante em algumas partes, e só tenta assustar com os chamados jump scares, um grito de um inimigo que não contribui em nada para a narrativa e serve apenas e unicamente para nos inquietar. Um escape fácil que para nós, não traz nada ao jogo, a atmosfera que DARQ carrega é suficiente para nos levar aos pesadelos de Lloyd. Lembra-nos bastante os títulos da PlayDead, Limbo e Inside, por serem também monocromáticos, mas em que temos de resolver pequenos puzzles até sair do pesadelo.

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DARQ é um jogo de perspetiva 2D em que vivemos os pesadelos cinzentos de Lloyd e é esta estética que nos faz interessar ainda mais pelos pesadelos do protagonista. A arte, a palete a preto e branco, os inimigos com um desenho dantesco (um deles está numa cadeira de rodas e tem uma tuba como cabeça…), dá um certo charme ao produto final. E isso agarra-nos. Principalmente porque ao iniciar não nos dão nenhuma explicação, sem tutoriais e sem dicas. Não nos dizem os controlos sequer e temos de ir apalpando terreno ao sermos atirados diretamente para os pesadelos de Lloyd.

Alguns destes puzzles são muito simples e rápidos de resolver, acertar padrões de blocos ou ligar interruptores em sequência. Mas alguns são relativamente complexos e temos de manipular o mundo à nossa volta e rodar as salas até que as paredes se tornam o nosso chão e estes se tornam o nosso teto. Ao fazê-lo, oferece a Lloyd novos caminhos para outras áreas, mas esta mudança na gravidade e rotação nas salas torna-se na mecânica mais importante de todo o jogo. Parece confuso ao início, mas ao fim de poucos níveis já conseguimos olhar para o ambiente, analisar o que está à nossa volta e com a manipulação que podemos exercer no mapa, encontramos os objetos necessários para chegar a todas as salas e terminar essa área, saindo assim dos pesadelos de Lloyd.

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Os seis níveis principais requerem alguma exploração e em alguns casos palmilhar os mapas para trás e para a frente. Enquanto alguns níveis são bastante lineares (temos, por exemplo um que atravessamos carruagens de um comboio), enquanto outros têm uma sala central e ramificam-se ligados por algum elevador ou mecanismo. Independentemente da distribuição das salas nos mapas, os puzzles têm sempre como foco alguma peça que temos de encontrar e aplicar, uma manivela, bateria, cabeças, pernas, sim leram bem, que temos de encontrar em algum sítio no nível. E normalmente temos de encontrá-los por ordem para dar sequência a cada puzzle. Significa isto que, durante a resolução do nível, iremos atravessá-lo uma dezena de vezes para apanhar itens e aplicá-los na resolução do puzzle e isso nem sempre é divertido de fazer.

De relembrar que estamos num pesadelo, numa estética monocromática podemos encontrar criaturas muito inquietantes, e ao encontrá-las cara a cara, temos de arranjar sitio para nos esconder, seja atrás de caixas, subir a vigas ou em cantos escuros enquanto estas criaturas passam por nós para que assim as possamos evitar.  Enquanto alguns dos puzzles permitem-nos contemplar e pensar no mesmo, existem uns que têm limite de tempo e que nos elevam os níveis de ansiedade. Temos de memorizar padrões de movimento que nos permita ir de A a B antes que o tempo termine e recomecemos de novo.

DARQ Complete Edition, mas…

O subtítulo “Complete Edition” quer dizer que DARQ traz conteúdos adicionais, neste caso dois níveis de DLC. The Tower e The Crypt. Ambos trazem mais tempo de jogo bem como uma forma alternativa da jogabilidade, já que não controlamos só Lloyd, mas um objeto adicional para solucionarmos os puzzles.

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No entanto, mesmo com estes dois DLC’s todo o jogo pode ser completado em menos de 4 horas. Não quer dizer muito, porque DARQ tem um preço reduzido, mas assim que passamos todos os níveis, não há motivo para os jogarmos de novo.

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Considerações finais

DARQ Complete Edition é um bom jogo de puzzles em que as mecânicas que nos são apresentadas para exploração dos níveis são frescas, mas é pena que o jogo seja tão curto que não as possamos ver em mapas mais criativos.

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Também sentimos que podia haver mais criatividade no básico ir buscar um objeto para usar num mecanismo e assim sucessivamente, poderiam ter jogado mais a carta do horror ou do inquietante que não deixa de ser o tema do jogo. Mas mesmo assim, quem quer algo diferente e curto (nem todos os jogos têm de ter 10 horas), DARQ é uma boa experiência que podem ter em conta.

nota 3
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+ Bom grafismo e som adequado ao contexto

+ A maneira que giramos as salas ao explorar os níveis

+ DLC incluido

– Bastante curto

– Andar para trás e para a frente num nível uma dezena de vezes é aborrecido

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N.R.: A análise a DARQ Complete Edition foi realizada numa Nintendo Switch com acesso a uma cópia do jogo, gentilmente disponibilizada pela Evolve PR.