O Future Behind foi convidado pela PlayStation Portugal a testar a mais recente versão de Days Gone, o seu próximo exclusivo a cargo da Bend Studio. Se antes tínhamos algumas dúvidas em perceber totalmente o que seria este título, essas dúvidas ficaram totalmente dissipadas neste evento… até porque estivemos à conversa com Emmanuel Roth

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Para além de termos jogado a primeira hora da aventura de Deacon St. John e mais umas missões extra, ficámos também a saber a voz do protagonista para a versão portuguesa do jogo, ficará a cargo de Filipe Duarte e as edições previstas para venda do jogo.

Filipe Duarte na mota de Deacon St. John

Days Gone é um jogo de ação e aventura com um pouco de survival horror, em que, como percebemos tem uma forte componente de história. Não foi possível ver todas os momentos cinemáticos que nos foram aparecendo, para evitar possíveis spoilers, mas dado o que conseguimos ver, já foi dito que terá 6 horas de cinemáticas, a Bend Studio irá apostar na narrativa para tomar partido do mundo aberto que criou, para que possamos também explorar e encontrar desafios adicionais.

Jogamos na pele de Deacon St. John, um antigo fora da lei e caçador de recompensas num mundo em que ocorreu uma pandemia global que dizimou o planeta, fazendo vitima quase toda a humanidade e transformando milhares em freakers, criaturas que não pensam, mas que rapidamente estão a evoluir.

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O inicio conta alguns detalhes da pandemia que está a assolar o planeta e as manobras de salvamento que estão em marcha para tentar salvar a população e é aí que percebemos umas das premissas mais fortes da história, a separação de Deacon de sua mulher Sarah que é salva pelas autoridades enquanto nós ficamos para trás para ajudar o nosso melhor amigo. Saltamos algum tempo e somos levados para a zona de Farewell, onde num mapa em mundo aberto teremos de sobreviver na floresta contra outros humanos, freakers, marauders e animais selvagens.

O desolador cenário de Farewell

Nas primeiras missões somos levados a explorar túneis escuros, ninhos de freakers e começamos a notar de como se vão desenrolar os objetivos e o ambiente de alguns locais. No túnel por exemplo, e de certeza que alguns ambientes mais confinados irão ser assim, temos um lanterna para que possamos alumiar o caminho, mas assim chamamos a atenção dos inimigos, tendo de puxar da arma de fogo ou arma branca para eliminá-los. O som nestes ambientes realmente causa suspense, e mais porque podendo ser um caminho linear mas com a possibilidade de podermos explorar pequenas salas, bagageiras de carros e inclusive abrir o capô das viaturas para desligar o alarme não vá o diabo tecê-las. E podemos já dizer-vos que será necessário explorar tudo o que encontrarmos, porque o crafting é uma das mecânicas mais importantes do jogo. Ao bom estilo de The Last of Us, apanhamos os mais diversos tipos de itens desde tecido a água e até álcool, entre outras coisas. Existem itens que podem ser contruídos no momento se assim desejarmos, desde ligaduras, cocktail molotov ou até escolher armas dentro da grande variedade que há. Até o menu de crafting, é semelhante ao do jogo da Naughty Dog no aspecto em que, assim que abrimos o menu, sabemos logo se temos ou não o que é necessário para construir o pretendido, sendo tudo bastante intuitivo, muito rápido… nem é necessário pausar o jogo.

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Estas missões de inicio, que estão interligadas, servem um pouco de tutorial e levam-nos a conhecer um pouco os inimigos que se atravessam à nossa frente. Tivemos acesso a secções a pé, furtivas e até de salvamento com combate corpo a corpo, rapidamente percebemos que na jogabilidade, Days Gone porta-se muito bem. No Dualshock 4, as ações nos botões são como qualquer jogo em terceira pessoa, o que se torna mais fácil a assimilação aos controlos… controlos tão intuitivos são de louvar, principalmente quando pensamos em novos jogadores. O movimento da personagem parece um pouco lento ao inicio, mas podemos correr… e claro temos a mota à disposição. O controlo da mota é simples mas requer alguma habituação, como seria de esperar. As armas têm o seu peso e sentimos isso, na variedade que existe, das AK para as LMG sentimos diferença claro, não só no poder de fogo mas também no movimento.

Enquanto na mota, podemos disparar contra inimigos que nos persigam.

Depois de alguma variedade nestas primeiras missões chegamos a um acampamento e aqui começa a abrir um pouco o leque de opções em termos de objetivos, maneiras de ganhar experiência e melhorar a confiança em acampamentos. Aqui temos lojas, mecânicos e missões secundárias que nos poderão trazer novos e melhores upgrades para o nosso veiculo, armas e afins. Ganhando a confiança das pessoas ao trazer bens de caça e outros recursos, faz com que nos ajude a melhorar tudo em nosso poder. Estas missões secundárias são opcionais, mas está aqui um bom motivo para fazer outro tipo de ações no jogo, entre eles limpar pontos de controlo, destruir ninhos de freakers e caçar. Tudo com a benesse de nos dar desafio, experiência e melhores upgrades.

Ao acabar esta primeira hora que nos deram acesso, a qual nos dá conhecimento sobre o que se passou antes, ainda nos dão oportunidade para, em mundo aberto percorrermos o mapa e ao explorar algumas zonas, encontramos missões (bastante variadas, como investigar bunkers, bounty hunter, descobrir sobreviventes e muitas mais) espalhadas que podemos parar a qualquer momento e abordá-las como quisermos. Sim, num nível mais alto, temos variedade em como abordar certos objetivos, mesmo que seja dizimar 300 freakers.

Uma zona em que um enxame de freakers nos persegue.

Em termos de grafismo, Days Gone está muito bom, vistoso em certas áreas até. A iluminação dinâmica é um mimo e ao jogar numa PlayStation 4 Pro nota-se a boa resolução e boas texturas, sendo que a vegetação e personagens são os que enchem mais o olho. Apenas se notam alguns bugs em algumas situações, algo que pode preocupar, já que esta demo tem poucos meses e não deve demorar a entrar em fase gold, ou seja, estar pronto para as lojas. Foi-nos dito que a parte técnica e polimento continua a ser trabalhada e pensamos que será inevitável um patch no lançamento.

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A nível sonoro, sente-se um grande trabalho tanto a nível de vozes ou mesmo os urros e uivos das criaturas que são nada mais nada menos que assustadores…causam suspense, receio e no meio de uma floresta acaba por não ser fácil andarmos descansados. No armamento, e já que temos uma boa escolha de armas, nota-se a diferença entre elas bem como as explosões causadas pelos diversos engenhos que podemos ter em nossa posse.

A nível de habilidades, temos uma boa seleção, sendo que estão divididas em 3 seções: melee, ranged e survival. Aqui podemos escolher como melhorar as capacidades de Deacon, escolhendo ser melhor num estilo ou em vários, à medida que vamos ganhando experiência.

A nossa opinião de Days Gone mudou muito com esta demo e com o que o jogo pode fazer…e para melhor. Se houvesse algo de negativo para dizer neste momento, teríamos de evidenciar alguns bugs (a data de lançamento foi adiada duas vezes) e o menu que nos parece confuso demais (talvez na versão final encaixe melhor com a nossa maneira de jogar). Saber que existe uma forte componente narrativa, com momentos marcantes, faz-nos ter esperança quando antes se podia pensar que era “mais um jogo de zombies”. Parece conseguir-se diferenciar de outras experiências, mesmo juntando vários tipos de ideias de outros jogos. Resta-nos dizer, como amantes de videojogos, que esperemos que na versão final, tudo resulte.

Days Gone tem data de lançamento a 26 de Abril e é exclusivo para a PlayStation 4. Depois desta experiência com o novo jogo dos Bend Studio percebemos que o título é muito mais que um simples jogo de zombies… mal podemos esperar para explorar Farewell. E vocês… estão prontos para enfrentar uns quantos freakers?

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