O cenário é este: o leitor coloca uns óculos de realidade virtual e alguém atira-lhe uma bola de ténis. Pensa que conseguiria apanhá-la? Em condições normais muito dificilmente, pois não faria a mínima ideia para que direção a bola seria atirada. Mas com a tecnologia que a Disney está a desenvolver, difícil será não apanhar a bola.

A empresa norte-americana está a testar diferentes estilos de visualização associados a um objeto físico. Em alguns casos a tecnologia só mostra ao utilizador uma representação virtual da bola; noutros a bola tem uma trajetória associada; e noutros exemplos só existe a trajetória ou o ponto final de queda da bola.

Independentemente da técnica escolhida, o utilizador com os óculos de realidade virtual conseguiu apanhar a bola em 95% das tentativas, de acordo com os testes alargados feitos pela Disney Research. Isto acontece pois os diferentes estilos de visualização da bola permitem à pessoa ter uma perceção de onde ela vai cair.


“Apanhar e sentir a bola real na tua mão torna a realidade virtual muito mais rica, mais credível, mais excitante, mais interativa, mais dinâmica e mais real”, disse em comunicado um dos cientistas envolvidos na investigação, Günter Niemeyer.

O vídeo acima mostra no entanto que dependendo da técnica de visualização aplicada, os movimentos de quem recebe a bola podem ser mais naturais ou mais mecânicos. Por exemplo, quando surge uma recriação, em tempo real, da bola, o utilizador move-se de forma bastante natural. Quando apenas lhe é indicado qual o ponto final da queda, então o movimento é mais mecanizado.

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“Este trabalho preliminar é promissor e sugere que juntar os mundos virtual e real não só é possível, como pode oferecer novas oportunidades e benefícios”, detalhou o vice-presidente da Disney Research, Markus Gross, também em comunicado.

A Disney utiliza um mecanismo que faz um rastreamento em tempo real da posição da bola, da cabeça do utilizador e também da sua mão. A análise de dados permite depois uma renderização em tempo real para criar experiências que são mais imersivas.

A empresa norte-americana não revelou planos para aplicar a tecnologia a um sistema mais comercial, escreve o Engadget, mas o projeto revela o interesse da Disney não só na realidade virtual, como na vontade de tornar a tecnologia mais realista.

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