Está a precisar de uma dose de inspiração e motivação? A Microsoft tem uma de cada para si.

A tecnológica norte-americana está a investir forte no conceito de ‘conversação como plataforma’. Para a gigante de Redmond as ferramentas de comunicação como os serviços Line, Skype, WeChat, SMS, email, Slack e Outlook são ótimas plataformas de computação.

São serviços que pelas suas capacidades de ligar milhões de pessoas, numa perspetiva pessoal ou empresarial, podem perfeitamente evoluir em termos de inteligência. Por isso é que a Microsoft está a criar uma Super Cortana e por isso é que criou um ambiente de desenvolvimento que permite aos programadores criarem os seus próprios bots inteligentes.

Isto só é possível se houver ferramentas de inteligência artificial disponíveis e a empresa liderada por Satya Nadella também tratou disso: na Internet é possível encontrar mais de 20 API – ferramentas de desenvolvimento – que permitem adicionar reconhecimento de imagem, texto ou som.

É aquilo a que a Microsoft chama de serviços cognitivos. Tudo isto para dizer que já há alguém a tirar proveito destes sistemas de inteligência artificial: Saqib Shaikh, um programador londrino que aos sete anos de idade ficou cego.

Mas não ficou parado. Aos 13 anos um colega mostrou-lhe um sistema informático que escolhia de forma aleatória os números para jogar na lotaria. Ficou tão impressionado que decidiu aprender programação sozinho. Passados muitos anos impressionou o CEO da Microsoft.

 

Hoje Saqib Shaikh tem aquele que é um dos melhores – e sem rodeios, um dos mais inspiradores – exemplos do que pode ser feito com os sistemas de inteligência artificial. Com a integração da tecnologia nuns óculos consegue ‘ver’ o que se passa à sua volta:

O próprio investigador admite que nunca imaginou ser possível construir um sistema semelhante, mas que a evolução das ferramentas de inteligência artificial abriram novas portas e possibilidades.

A aplicação que Saqib Shaikh também está a ser trabalhada numa versão para smartphone e tal como nos wearables tem capacidade até para distinguir a idade e as emoções que uma pessoa está a sentir, de acordo com a expressão facial.