É o evento português de referência na área dos makers, isto é, inventores, criadores de engenhocas, pessoas que dominam o ‘faça você mesmo’ (DIY na sigla em inglês). Durante o fim de semana, dias 25 e 26 de junho, acontece no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações em Lisboa, a terceira edição do evento.

A Maker Faire Lisboa ganhou no ano passado estatuto de evento principal por parte da organização mundial, depois de no primeiro ano, em 2014, ter começado apenas como uma ‘Mini Maker Faire’. O sucesso do evento tem atraído mais pessoas de ano para ano, tendência que é para manter.

Este ano são esperados 14 mil visitantes disse o curador do projeto e responsável pela promoção da Maker Faire Lisboa, Filipe Valpereiro, num email enviado ao FUTURE BEHIND.




Os que visitarem a feira vão ter muito com que se entreter: está confirmada a presença de 127 projetos. Destes, 15 pertencem a Fablabs, laboratórios de fabricação que vêm de todo o país. Outros 13 serão projetos pertencentes a escolas, mostrando que desde pequenino se torce o pepino do maker – e já tínhamos visto alguns durante a X Mostra de Ciência. Os restantes 99 projetos são de pessoas ‘comuns’ que têm um gosto especial por colocar a mão na massa.

Robótica, eletrónica, Internet das Coisas e arte interativa serão os temas fortes da edição deste ano. E a impressão 3D claro.

“Julgo que haverá bastantes impressoras 3D, esta tecnologia tem revolucionado a forma como desenvolvemos protótipos e tem sido cada vez mais essencial no desenvolvimento de projetos makers. Hoje é possível obter um modelo open-Source de uma peça em 3D no Thingiverse e imprimir em minutos, como por exemplo: uma roda para um robô ou outras peças físicas”, explicou o porta-voz da organização.

Mas convém ter presente a ideia que, apesar de ter um forte pendor tecnológico, as Maker Faire são espaços onde todos os projetos de ‘faça você mesmo’ são bem-vindos. Se por acaso inventou um método ambicioso de fazer jardinagem dentro de casa, por exemplo, para o ano pode ter o seu próprio espaço junto dos outros makers.

Quem já visitou a Maker Faire noutros anos e pensa fazê-lo novamente a partir de amanhã terá como ponto de interesse novos projetos para conhecer, como um simulador de realidade virtual de uma queda de paraquedas, uma impressão 3D com o tamanho real de uma pessoa e longboards de design muito peculiar.

Filipe Valpereiro está convencido que a realização da Maker Faire em Portugal tem ajudado a desenvolver este movimento no país.

“A prova disso é que nesta edição vamos ter mais makers, projetos e workshops. Temos tido uma grande recetividade por parte de empresas nacionais que se tem interessado neste movimento. Muitas das empresas que hoje nos apoiam nasceram no meio do movimento maker”.

BITalino, Beeverycreative e INOVMA são três destes exemplos, isto é, jovens empresas que nasceram no segmento do hardware e que estão a dar passos importantes não só na afirmação de Portugal como um país de makers, mas também no apoio a novos projetos que estão a começar.

O movimento ‘fazedor’ está aí – basta lembrar a grande quantidade de eventos que houve em Portugal durante a European Maker Week -, mas vai ficar ainda mais intenso durante o fim de semana.

A Maker Faire Lisboa é coorganizada pela Bright Pixel, a Câmara Municipal de Lisboa e o Pavilhão do Conhecimento. O FUTURE BEHIND é media partner do evento.