Com o lançamento do Android 7.0 ‘Nougat’ a Google decidiu lançar também um novo ecossistema de experiências de realidade virtual. Na prática são experiências de maior qualidade do que aquelas proporcionadas pelos Google Cardboard e que portanto exigem equipamentos com melhores especificações técnicas.

Até agora só existem quatro smartphones que são compatíveis com o ecossistema Daydream: Google Pixel, Google Pixel XL, Lenovo Moto Z e Lenovo Moto Z Force. Olhando para as características destes equipamentos percebe-se de imediato que por agora as experiências Daydream, assim como os óculos dedicados, exigem sempre um investimento num smartphone topo de gama.




Foram reveladas informações de um documento da Google que mostram alguns dos requisitos mínimos que os smartphones precisam de ter para pertencerem ao ‘clube’ Daydream e o segmento de gama média-alta ou alta será sempre o contemplado.

De acordo com a publicação Road to VR, os smartphones terão de ter no mínimo um ecrã Full HD, mas preferencialmente com uma resolução de 2.560×1.440 píxeis. Já o tamanho deve variar entre as 4,7 e as 6 polegadas.

Os ecrãs dos dispositivos também devem conseguir aguentar uma taxa de atualização de 60 frames por segundo e a latência na troca de cores dos píxeis tem de ser menor a 5 milissegundos.

Relativamente ao processamento sabe-se que a Google está a pedir no mínimo um chip com dois núcleos, sendo que um destes estará exclusivamente alocado às experiências de realidade virtual. Não há qualquer informação relativamente à velocidade de relógio que o processador precisa de ter.

Todos os dispositivos Daydream devem ainda suportar os standards OpenGL ES 3.2 e Vulkan Hardware Level 0, sendo que no caso do segundo a Google também dá preferência a quem já suportar o Vulkan Hardware de nível 1.

Outras informações apontam para a necessidade dos equipamentos suportarem vídeo no formato H.264 e com garantias de executar ficheiros com 3.840×2.160 píxeis de resolução, a 30 frames por segundo e com uma largura de banda na casa dos 40 Mbps.

Mesmo não sendo especificações proibitivas, certamente que estes já são indicadores que ajudam a perceber que muitos dos smartphones que têm Android 6.0, mesmo que transitem para o Android 7.0 não deverão ter acesso ao ecossistema Daydream.

A Google parece assim seguir um posicionamento próximo ao da Samsung, já que a tecnológica sul-coreana tem reservado o suporte dos Gear VR exclusivamente para os seus dispositivos topo de gama.