Para os que estiveram atentos às publicações especializadas nas últimas semanas, o anúncio do smartphone Pixel pela Google não trouxe surpresas. Tanto o aspeto do equipamento como algumas das suas principais características técnicas já eram conhecidas, mas aqui fica um resumo.

O Google Pixel está disponível em dois tamanhos – um com ecrã de cinco polegadas, outro com ecrã de 5,5 polegadas – e ambos têm um painel AMOLED Full HD.



O Pixel está equipado com um processador Snapdragon 821, um chip de quatro núcleos – dois a 1,5 GHz e outros dois a 1,6 GHz – que garante duas vezes a performance e a eficiência energética dos processadores Snapdragon 810 da ‘geração anterior’. A acompanhar existe uma unidade gráfica Adreno 430 que deverá garantir um desempenho 40% superior à versão anterior da GPU.

Integrado no smartphone está um sensor de 12,3 megapíxeis que a Google define como o melhor da sua classe, dizendo inclusive que é melhor que a câmara dos novos iPhone 7.

O smartphone está disponível em configurações de 32 ou 128 GB de armazenamento, todas vêm com 4GB de memória RAM e dependendo do modelo que escolher a bateria varia entre os 2.770 mAh e os 3.450 mAh.

A construção do equipamento é em alumínio com uma combinação de vidro na parte traseira e a lateral do equipamento aposta em linhas recortadas para criar uma sensação de dispositivo mais fino.

Estas são as especificações técnicas pois existem vários elementos a considerar do lado do software que podem fazer os consumidores optarem pelo Pixel e não por outros equipamentos topo de gama de marcas concorrentes.

 

O Pixel é o primeiro smartphone que traz integrado o novo assistente digital da Google, apelidado de Google Assistant. É também o primeiro dispositivo a ser compatível com a plataforma de realidade virtual Daydream.

A tecnológica norte-americana vai ainda oferecer aos utilizadores do Pixel armazenamento cloud ilimitado e que preserva a qualidade de origem dos seus conteúdos, incluindo os vídeos com resolução Ultra HD.

Há ainda tecnologia de carregamento rápido – 15 minutos ligado à tomada será suficiente para uma autonomia de sete horas – e a inclusão da entrada de áudio de 3,5 milímetros.

Destaque para o facto de a Google ter referido mais do que uma vez que tanto o hardware como o software foi todo desenvolvido internamente, não havendo qualquer atribuição da produção a um parceiro como acontecia até aqui com os smartphones Nexus.

Pelas especificações apresentadas a Google parece de facto ter construído um dispositivo topo de gama que traz algumas funcionalidades exclusivas do lado do software que podem convencer alguns utilizadores. Mas o dispositivo terá muito caminho pela frente para tentar destronar o legado já feito por outros equipamentos como o iPhone ou a linha Galaxy da Samsung.

O Pixel fica disponível em pré-venda a partir de hoje em países limitados – Portugal não faz para já parte da lista contemplada -, sendo que o dispositivo vai custar 649 dólares, o equivalente a 580 euros. Ainda assim o Pixel já tem uma página dedicada em português.

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