No ano passado mais de 150 pessoas participaram na hackathon promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian. O objetivo era encontrar soluções tecnológicas que ajudassem a resolver e a melhorar algumas questões ligadas ao envelhecimento da população em Portugal.

A chamada foi correspondida com várias ideias originais: havia uma que pretendia dar maior atividade aos idosos através de um serviço para tomar conta de animais; outro projeto pretendia criar uma plataforma online em que os idosos colocavam os seus problemas e um grupo de voluntários promovia soluções; e havia também um projeto de gestão de medicamentos, um dos maiores problemas junto da população mais velha.




O grande prémio do Hack for Good do ano passado acabou por ir para o projeto Cuidar-E, uma plataforma online que permite aproximar e dar mais apoio aos cuidadores informais que existem em Portugal.

“Portugal tem a maior taxa europeia de cuidadores informais por pessoas dependentes e não existem ferramentas para lhes facilitar a vida. Então a nossa proposta de valor é exatamente essa. Facilitar a vida dos cuidadores informais e promover um lugar de encontro entre esses cuidadores que estão muitas vezes isolados”, explicou na altura um dos elementos da equipa vencedora, António Miguel, em entrevista ao FUTURE BEHIND.

Agora a competição Hack for Good está de volta e o objetivo deste ano é criar soluções tecnológicas que ajudem a melhorar a vida dos refugiados e das organizações que lhes dão apoio. A hackathon está a ser promovida em parceria com o Techfugees, uma comunidade tecnológica que tenta justamente encontrar soluções que ajudem todos aqueles que se viram forçados a abandonar o seu país.

Hack For Good 2017

Em Portugal o Techfugees promoveu até agora três eventos, sendo que o primeiro foi organizado em novembro do ano passado a propósito do Web Summit.

As inscrições da segunda edição da Hack for Good já estão abertas e a competição vai decorrer nos dias 24 e 25 de junho na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Os participantes terão de desenvolver os seus projetos à volta de cinco grandes áreas: infraestrutura, educação, identidade, saúde e inclusão.

Para a edição deste ano são esperados novamente mais de 150 participantes.

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