A partir de hoje está oficialmente disponível em Portugal o HP Instant Ink, um programa que permite subscrever um serviço de impressão por número de páginas. Esta iniciativa já foi lançada noutros países – EUA, Reino Unido e Espanha, por exemplo – e na prática funciona como outros serviços de subscrição, caso do Netflix. Mas em vez de ganhar acesso a um catálogo de séries e filmes, os utilizadores ganham acesso a um determinado número de impressões.

Existem três pacotes disponíveis:

Impressão ocasional

Impressões disponíveis: 50 páginas / mês

Custo por página: 6 cêntimos
Impressões acumuláveis: 50 páginas
Impressões extra: 15 páginas por +1€


PREÇO:  2,99 euros p/ mês

Impressão moderada

Impressões disponíveis: 100 páginas / mês

Custo por página: 5 cêntimos
Impressões acumuláveis: 100 páginas
Impressões extra: 20 páginas por +1€


PREÇO:  4,99 euros p/ mês

Impressão frequente

Impressões disponíveis: 300 páginas / mês

Custo por página: 3 cêntimos
Impressões acumuláveis: 300 páginas
Impressões extra: 25 páginas por +1€


PREÇO:  9,99 euros p/ mês

O grande objetivo da HP é que o utilizador deixe de pensar na necessidade de comprar tinteiros. Ao subscrever o Instant Ink, a pessoa está não só a subscrever um número limite de impressões por mês, mas está acima de tudo a dispensar a necessidade de comprar novos tinteiros.

Quando o utilizador subscreve o Instant Ink são-lhe enviados para casa uns cartuchos especiais. Estes cartuchos de impressão contêm um chip, chip este que será responsável por monitorizar o número de impressões já realizadas, assim como os seus próprios níveis de tinta.

Quando um cartucho estiver a ficar vazio, o próprio cartucho pede uma nova unidade. Ou seja, a impressora passa a gerir-se a ela própria. A entrega dos cartuchos em casa do utilizador é gratuita e não tem qualquer custo adicional.

Aqui a experiência é suposto funcionar como na Uber: da mesma forma que não precisa de pegar na carteira quando está a sair do veículo, com o Instant Ink não precisa de ir à loja, nem de pegar na carteira, para assegurar que a compra foi feita e tem sempre cartuchos de impressão disponíveis.

“O cliente vai deixar de pensar em consumíveis e vai começar a pensar em quantas páginas tem para imprimir. (…) Porquê este serviço? Os clientes queixam-se que os tinteiros são caros e os tinteiros falham quando mais precisamos deles”, explicou em conferência de imprensa o gestor da categoria de impressão de consumo da HP Portugal, Paulo Matos.

Fazendo novamente um paralelismo – à semelhança do que acontece com o Netflix, o utilizador pode alterar o seu plano de subscrição a qualquer momento ou então cancelar por completo o serviço. Não há períodos de fidelização.

Uma das grandes vantagens do programa Instant Ink é mesmo esta, a flexibilidade que dá aos utilizadores na forma como pensam e investem nos seus processos de impressão. Tem muitos documentos para imprimir num mês? Talvez o plano ‘Impressão frequente’ seja o mais adequado. Este mês não imprimiu? Tudo bem, pode acumular até ao dobro das impressões dadas em cada mês.

Um modelo de subscrição de páginas de impressão é algo radicalmente diferente daquilo que estamos habituados. Apesar de considerar que esta solução é para todos os clientes do segmento de consumo, o responsável da HP acabou depois por detalhar melhor o público-alvo.

“Destina-se acima de tudo a pessoas que se preocupam com os custos de impressão. Aos jovens, aos millennials. Destina-se a clientes muito ocupados e a clientes que não têm hábitos de impressão”.

Paulo Matos HP Portugal

Paulo Matos mostrou-se bastante confiante no sucesso que o programa Instant Ink pode vir a ter em Portugal. #Crédito: Future Behind

Os custos por página são de facto interessantes, sobretudo tendo em conta que o valor tanto se aplica a impressões a preto e branco, como a impressões a cores. Por exemplo, no caso do plano de 9,99 euros, o custo de impressão a cores fica por três cêntimos por página, um valor indubitavelmente interessante. E tanto faz se imprime apenas algumas letras a cores ou se imprime fotografias de altíssima resolução.

Questões técnicas

A questão da compatibilidade acaba por ser importante. Por este sistema ser relativamente recente, só será compatível com as impressoras mais modernas. Paulo Matos adiantou que as impressoras HP que tenham mais de dois anos de mercado provavelmente não são compatíveis com o programa Instant Ink.

A tecnológica tem disponível uma página online onde os utilizadores podem saber se a sua impressora está ou não no leque de equipamentos que suportam este novo programa.

Dependendo da modernidade da impressora, esta pode já vir preparada de origem para a tecnologia Instant Ink. Para as impressoras compatíveis, mas que ainda não trazem este sistema de origem, os utilizadores vão poder comprar nos retalhistas um cartão que dá início à adesão da subscrição.

HP Instant Ink
Será necessário fazer um registo – que inclui morada e o número de série da impressora -, para que depois os tinteiros cheguem de forma automática a casa do consumidor. Ao comprar o cartão de subscrição Instant Ink estará também a garantir um mês de utilização gratuita – mais uma semelhança com o Netflix, que também oferece o primeiro mês aos utilizadores.

Imaginando que o cartão de crédito expira e o utilizador esquece-se de fazer a renovação – nesse caso a funcionalidade de impressão deixa automaticamente de funcionar.

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Apesar da novidade que este sistema representa no consumo da impressão doméstica, reina a confiança entre os responsáveis da HP Portugal.  A nível mundial a tecnológica já tem 1,5 milhões de subscritores do Instant Ink, mas mais impressionante é a taxa de retenção do serviço: 99%, de acordo com Paulo Matos.

Significa isto que dos consumidores que experimentam o Instant Ink, quase nenhum desistiu do modelo de subscrição.

A partir do momento em que o consumidor deixa de pensar na necessidade de comprar tinteiros novos – e portanto, deixa de pensar no seu preço associado -, Paulo Matos acredita também que a empresa em Portugal vai começar a vender mais impressoras dos segmentos de gama média e alta.

“Achamos que os clientes vão começar a imprimir muito mais”, referiu ainda o gestor, em resposta à ideia de que as pessoas imprimirem cada vez menos.

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