A HTC tornou-se num dos principais nomes do segmento da realidade virtual com o lançamento dos HTC Vive. Na opinião de muitos, estes óculos são mesmo os que garantem uma melhor experiência imersiva devido ao suporte de experiências de larga escala desde o primeiro dia.

Mas os HTC Vive são topo de gama. São caros e requerem um computador caro. O mercado já provou que há espaço para a realidade virtual de baixa gama e que está acima de tudo associada aos smartphones. Só a Samsung já expediu cinco milhões de Gear VR. Além da tecnológica sul-coreana, empresas como a Google e a Alcatel estão a tentar ganhar espaço na realidade virtual mobile.




Agora sabe-se que também a HTC vai endereçar este mercado. Ainda em 2017 a empresa vai lançar um dispositivo de realidade virtual mobile, confirmou o diretor financeiro da empresa, Chia-lin Chang, durante um evento em Singapura, reporta a CNet.

“Temos um bom plano para combinar a mobilidade e a realidade virtual”, disse o executivo. “Os Vive são topo de gama e nos próximos meses vão ver os nossos planos em termos de mobilidade e realidade virtual, e não será um telefone encaixado nuns óculos”, adiantou.

“Somos uma empresa de realidade virtual e vamos ter algo [na área da realidade virtual mobile]”.

A HTC parece assim estar pronta para dar resposta a um segmento de mercado diferente daquele para o qual os Vive estão direcionados.

Apesar de já ter sido confirmado que será compatível com o mais recente smartphone da marca, o HTC U, fica por saber se a proposta da HTC vai ser uma resposta direta aos equipamentos da Google, Samsung e Alcatel, ou se será uma aposta de média gama para responder ao novo equipamento da Oculus.

Além de maior mobilidade, estes projetos também deverão significar uma redução nos preços dos equipamentos de realidade virtual.

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