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Visitar a China era algo que fazia recorrentemente e já tinha entrado várias vezes em mercados que vendem peças de smartphones em segunda mão. Um dia alguém perguntou se seria possível construir um telemóvel juntando todas as peças necessárias justamente a partir daqueles mercados especializados. A ideia ficou colada na cabeça de Scotty Allen.

O programador admite que não sabia muito sobre as mecânicas e o hardware de um smartphone. Mas durante nove meses a ideia foi crescendo dentro de si e o inevitável acabou por acontecer: Scotty Allen decidiu mesmo montar o seu próprio iPhone.




A aventura foi no mínimo épica e demorou vários meses, pois o programador continuava a visitar a China de forma intercalada. Primeiro foi à procura da carcaça do smartphone, depois foi atrás do ecrã, depois ‘lutou’ pela placa de circuitos e no final ainda teve de reunir todas as outras peças que mesmo não sendo totalmente vitais, são indispensáveis na construção de um smartphone.

Scotty Allen admite ter gastado mil dólares para montar o seu próprio smartphone – entre peças, serviços e material para a montagem. Deste valor, diz que muito foi investido em peças duplicadas e nas ditas ferramentas. Contas feitas, acredita que as peças do iPhone 6s que criou com as suas próprias mãos custou 300 dólares.

Pelo meio encontrou alguns desafios – ainda pensou em montar a sua própria placa de circuitos, mas rapidamente percebeu que a tarefa exigiria outro nível de conhecimento. Acabou por comprar uma placa de circuitos usada. No final acabou com um iPhone 6s funcionável, incluindo o Touch ID e o ecrã sensível à pressão, e dentro da caixa com todos os acessórios.

Este é daqueles casos em que mais do que ler, o melhor mesmo é ver o vídeo que o programador norte-americano fez sobre esta sua aventura.

São 23 minutos de duração, mas para quem gosta realmente de tecnologia vai valer a pena, pois dá também um olhar único sobre os ‘fervilhantes’ mercados chineses ligados ao segmento dos smartphones, sobre como pode ser complexa a montagem de um smartphone fora de uma linha de produção profissional e sobre como o negócio das peças em segunda mão pode valer vários milhares de dólares.