Faltam sensivelmente três dias até ao início do Job Summit. À hora de publicação deste artigo estavam inscritos 4.850 participantes para aquela que se define como uma feira de emprego totalmente digital – não é preciso imprimir o currículo, nem é preciso deslocar-se até um pavilhão apinhado de pessoas que procuram a sua próxima grande oportunidade.

No Job Summit tudo é feito através de uma plataforma online. Um registo no site dá acesso a webinars e apresentações com espaço para perguntas e respostas, a um balcão de informações que diz em que horas cada empresa vai ter o seu processo de recrutamento ativo e há também uma área onde existem stands de 36 empresas.

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Visitando os stands os candidatos podem conhecer melhor o que procuram essas empresas, podem colocar questões em chats públicos ou podem iniciar uma conversa com os recrutadores num chat privado, sendo que as duas partes tanto podem trocar mensagens de texto como realizar uma videochamada.

No final se houver interesse o candidato só precisa de clicar no botão de candidatura et voilà, o processo de candidatura está feito, pois os dados utilizados para fazer o registo na plataforma são os mesmos dados que vão ser passados às entidades empregadoras.

Dentro do pavilhão digital do Job Summit os utilizadores também vão poder encontrar um quadro com o resumo das oportunidades de emprego divididas por áreas. Uma dessas áreas, como não podia deixar de ser, diz respeito ao sector das Tecnologias da Informação. Ainda que o Job Summit seja um evento generalista e queira por isso representar uma ponte de lançamento para uma grande variedade de profissões, pela força dos tempos as TI são uma área incontornável.

Há algumas empresas de perfil declaradamente tecnológico que vão fazer recrutamento no Job Summit. Pipedrive, Mobipium e Altitude Software fazem parte deste grupo e estão acima de tudo à procura de programadores para back end, front end, web, full stack e também para a área de servidores. Há ainda propostas para engenheiros de automação, evangelistas da API e especialistas em linguagens de programação como PHP, Javascript e CSS.

Fora das empresas especializadas há outras empresas que também vão usar o Job Summit para reforçar as suas equipas de TI e depois há grandes empresas de recrutamento, como a Randstad, que estão à procura de profissionais para colocar em empresas-cliente.

“As pessoas das tecnologias da informação que entrarem vão ter certamente com quem falar”, disse em entrevista ao FUTURE BEHIND o promotor do evento e cofundador do portal Alerta Emprego, Miguel Costa.

Dos quase cinco mil inscritos para o Job Summit, cerca de 200 são candidatos com perfis profissionais ligados ao sector das TI. O número não é elevado, é preciso dizê-lo, como não é elevado o número de empresas tecnológicas a recrutar através do Job Summit.

O ano de 2017 tem sido pródigo na procura por profissionais das áreas ligadas às TI. Quase todas as semanas uma empresa ou anuncia uma grande vaga de contratações ou revela que até num determinado período pretende reforçar as suas equipas com dezenas de novos profissionais. OLX, AdNovum, Critical Software, Claranet e KPMG são apenas alguns dos exemplos mais recentes e só estas empresas pretendem recrutar perto de 530 profissionais nos próximos meses.

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É justamente por existir este cenário de grande apetite por profissionais de TI que Miguel Costa considera que o número de inscritos no Job Summit é algo que tem de ser visto como positivo. “A área de TI é muito difícil e ter 200 pessoas que estão abertas a oportunidades é bastante interessante”.

O Alerta Emprego enquanto portal tem mais de 250 mil utilizadores registados, mas o segmento das tecnologias da informação é um que acaba por não ser prioritário para a empresa. “Nós como site de emprego não trabalhamos muito em TI. Porquê? Os programadores não vão a sites de emprego. São contactados pelo LinkedIn ou nem sequer precisam, o mercado está do lado deles. O nosso mercado não está aí. Como os candidatos não vão a sites de emprego, não conseguimos dar resposta às empresas”.

Miguel Costa não nega no entanto que esta é uma área bastante atrativa nos dias atuais e que existe de facto muita procura por profissionais ligados às tecnologias. Daí que o promotor do Job Summit não descarte a hipótese de existirem versões futuras do evento que possam ser inteiramente dedicadas às TI.

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“Uma coisa é irem a um site acreditar-se, outra coisa é falar com as empresas, esclarecer dúvidas, fazer perguntas. Não tenho dúvidas que um evento só de TI não ia ter 5.000 candidatos, teria 500 ou mil, mas se calhar ia ter 200 empresas. É algo que nós estamos a pensar para o futuro”.

“Uma coisa é uma pessoa estar a mandar currículos, não precisam disso. Mas agora falar ali com 20 ou 30 empresas sobre as quais têm curiosidade em saber mais coisas, como é a cultura, como são os salários, como é a cultura de trabalho remoto, é uma grande vantagem para eles, sem terem de dar a cara, sem terem de se deslocar”, acrescentou.

Por agora o foco está na primeira edição do Job Summit, pois é necessário que esta experiência corresponda às expectativas das empresas para que seja considerada um sucesso.

“Nós em 2016 fizemos um inquérito e uma das grandes frustrações dos candidatos era sentirem-se perdidos nos processos de recrutamento, não saberem onde estavam, não terem feedback por parte das empresas. Unimos as duas coisas: isto é bom para as empresas, para os candidatos de certeza que também vai ser bom porque a grande frustração deles é não ter resposta”, salientou o porta-voz da iniciativa.

Nos dias 10 e 11 de outubro um total de 250 postos de trabalho vão estar em cima da mesa no Job Summit.

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