O mundo dos videojogos tem evoluído muito nos últimos anos e em vários sentidos. Temos tido grandes evoluções gráficas, temos assistido também a uma maior aproximação entre os videojogos e outros formatos de entretenimento, temos assistido ao crescimento do mobile e temos visto o surgimento de novos modelos de negócio.

Se há 20 anos disponibilizar um jogo de forma gratuita era uma ideia inconcebível, atualmente é um modelo bastante seguido em diferentes plataformas. Os chamados jogos free to play são, como o nome indica, gratuitos. Quer isto dizer que o utilizador não precisa de pagar para começar a jogar. Isso não significa no entanto que não seja necessário investir no jogo para ter acesso total às suas funcionalidades ou elementos de jogo.




O conceito de free to play popularizou-se nos últimos anos sobretudo nos dispositivos móveis. Dada a grande base de instalação dos smartphones Android e iOS, muitos programadores e estúdios de videojogos optam por dar acesso à aplicação e cobrar depois alguns extras.

O melhor exemplo deste conceito talvez seja o jogo Candy Crush. O fenómeno mobile chegou a faturar nos seus tempos áureos 850 mil dólares por dia. Quanto é que custava para instalar? Zero. A questão é que à medida que as pessoas ficam ‘viciadas’ no jogo, podem recorrer a ajudas e extras que lhes permitem evoluir mais rapidamente. É através das in-app purchases depois que os estúdios rentabilizam as suas criações.

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O modelo de free to play também já goza de bastante popularidade nos jogos para PC. League of Legends e Dota II são exemplos de dois dos títulos mais populares da atualidade e que não custam um único cêntimo para jogar. Claro que se quiser tornar-se num jogador com uma performance acima da média isso provavelmente vai obrigar a um investimento.

O modelo free to play não tem ainda tanta força e tradição nas consolas de videojogos, mas isso não significa que não existam títulos que seguem este modelo de negócio e distribuição. No caso da PlayStation 4 são já várias as produções free to play disponíveis para os mais de 50 milhões de jogadores da consola. Deixamos já aqui um aviso importante: os jogos gratuitos são na sua grande maioria jogos focados na vertente online, pelo que vai sempre necessitar de uma subscrição PS Plus para poder aproveitar estas ofertas.

Se tem a consola da Sony, quer algo novo para jogar, mas o dinheiro não está em abundância nesta época, ficam aqui algumas sugestões de jogos gratuitos para a PlayStation 4.

LET IT DIE

Algum dia imaginou que a ‘Morte’ andaria de skate? É o que acontece em LET IT DIE. O jogo é um hack ‘n’ slash que coloca o jogador no centro da ação – no centro de muita ação. A aventura passa-se num futuro não muito distante onde o planeta Terra foi afetado por um desastre. O objetivo do jogador será subir até ao topo de uma torre, precisando de eliminar todos os seus inimigos pelo caminho.

Warframe

Se é um aficionado de jogos third-person shooter, então Warframe pode ser uma boa escolha para si. Neste jogo vai ocupar o papel de um guerreiro Tenno, criaturas com fortes habilidades em armas e espadas. A personagem é acordada de um grande sono de preservação para deparar-se com uma grande guerra entre diferentes fações. Um dos aspetos positivos de Warframe é o seu lado colaborativo.

Pro Evolution Soccer 2017 Trial Edition

A Konami decidiu criar uma versão gratuita daquele que é uma das suas principais franquias. Pro Evolution Soccer luta todos os anos pelo título de melhor simulador de futebol, juntamente com FIFA. Para aliciar ainda mais os jogadores, a empresa decidiu criar uma versão ‘despida’ do jogo. É gratuita, é um facto, mas não dá acesso a uma grande parte das funcionalidades e modos de jogo da versão completa. O número de equipas disponíveis também é limitado.

World of Tanks

Um jogo de estratégia cooperativo no qual temos à nossa disposição um tanque de guerra. Para quem gosta de ambientes de grande guerra e para combates de longa distância, World of Tanks é uma boa opção. Um jogo diferente, mas que promete grandes níveis de competitividade.

Trove

É impossível olhar para Trove e não pensar em Minecraft. Isto acontece pois o jogo segue um estilo estético semelhante. Apesar do aspeto, Trove é um jogo que aposta muito mais na ação e na aventura, definindo-se inclusive como um role-playing game. Além da vertente de aventura, que assume uma grande diversidade em termos de paisagens e personagens, os jogadores também podem construir o seu próprio mundo e no qual vão poder jogar com os seus amigos.

SMITE: Battleground of the Gods

Como vão esses conhecimentos de mitologia? Em SMITE os jogadores podem escolher um de vários deuses de diferentes mitologias para travar batalhas de arena – o jogo é um multiplayer online battle arena (MOBA). O modo de jogo Conquest é o mais popular de todos e tem sido o motivo para vários torneios de eSports relacionados com o título.

Neverwinter

Um MMORPG baseado no jogo de fantasia Dungeons and Dragons. Aqui os combates fundem-se com o role-playing game. A ação desenrola-se de forma rápida, existem muitos elementos para explorar no jogo e há também uma grande diversidade de técnicas e acessórios para o jogador explorar. O estilo medieval e fantasioso é um elemento a destacar em Neverwinter.

Kill Strain

Este shooter de ação vai colocar humanos e mutantes numa luta de grandes proporções. Ao contrário do que é típico noutros MOBA, em Kill Strain é possível ‘roubar’ personagens à equipa adversária se estiver a jogar como mutante. Neste jogo existem três equipas em simultâneo a lutar pelo domínio do mapa. Os jogadores têm à sua disposição uma grande variedade de armas e também de fatos mecânicos.

Paragon

Este é um jogo com o selo de qualidade da Epic Games e que foi desenvolvido no motor Unreal Engine 4. É mais um título que engrossa a lista de MOBA – não é por acaso que este é um dos estilos de jogos mais bem-sucedidos na área dos free to play. Apesar do fator colaborativo, o jogo desenrola-se na perspetiva de terceira pessoa, o que acaba por conferir uma dinâmica diferente. Cada lutador tem um estilo próprio de combate, o que enriquece a diversidade da jogabilidade.

Hustle Kings

O mundo dos videojogos pode estar a mudar, mas independentemente das alterações verificadas nesta indústria pode sempre contar com um jogo de bilhar. Aqui a premissa é muito simples: tornar-se no melhor jogador possível deste desporto. O grafismo realista é um dos elementos-chave de Hustle Kings. Uma prova de como há jogos onde é preciso ter mira e que não implica andar aos tiros.

Dead or Alive 5 Last Round: Core Fighters

A Koei Tecmo também decidiu seguir a abordagem de dar apenas uma parte do jogo na tentativa de aguçar o apetite para a totalidade de Dead or Alive 5. Nesta versão os jogadores têm poucas personagens disponíveis, mas podem perceber as mecânicas de jogo, avaliar o grafismo e perceber se é este o jogo de luta que mais lhes interessa.

Loadout

Se procura uma verdadeira chuva de tiros e num estilo mais ‘cartoonesco’, então Loadout pode ser a escolha mais indicada. A ação é incessante e o jogador vai precisar de garantir bons reflexos para se safar em Loadout – seja a fugir dos tiros adversários, seja para tentar apanhá-los. A grande variedade de armas que existe no jogo permite diferentes abordagens na jogabilidade.

War Thunder

Mais um jogo de guerra, mas desta vez especificamente dedicado aos veículos militares dos períodos da 2ª Guerra Mundial e da Guerra da Coreia. Aqui os jogadores vão poder pilotar aviões, navegar barcos de guerra e conduzir tanques. Esta diversidade de arenas de combate e também de estilos de jogo acaba por ser um dos elementos diferenciadores de War Thunder.