Nos EUA e no Canadá o Facebook estabeleceu uma parceria com a Best Buy para criar minilojas dedicadas aos Oculus Rift dentro dos espaços do grupo retalhista. Esse acordo estabeleceu que o Facebook teria um total de 500 lojas pop-up dentro das lojas da Best Buy.

Agora a tecnológica norte-americana está a dar um grande passo atrás no que diz respeito a esta estratégia. O Facebook confirmou o fecho de quase 200 destes postos de experimentação e disse que pretende focar-se em menos localizações, mas cujo mercado potencial é maior.




A decisão terá sido tomada após a época natalícia, altura em que o interesse dos consumidores pelos Oculus Rift terá sofrido uma quebra significativa.

O objetivo destas minilojas era permitir que os consumidores experimentassem os Oculus Rift e a sua tecnologia de realidade virtual. Mas de acordo com uma reportagem do Business Insider, as vendas do equipamento podem não estar a ser tão positivas como o Facebook esperava.

Relatos feitos pelos funcionários de algumas lojas revelam que passam vários dias sem que seja feita uma única demonstração – um indicador que revela o alegado baixo interesse dos consumidores pelo equipamento e pela tecnologia no geral.

“Ainda acreditamos que a melhor forma para aprender sobre a realidade virtual é através de uma demonstração ao vivo. Vamos encontrar oportunidades para fazer eventos regulares e abrir novas lojas pop-up em retalhistas e comunidades locais ao longo do ano”, disse uma porta-voz da Oculus, Andrea Schubert.

Um dos funcionários ouvidos pelo Business Insider destaca no entanto que o Facebook e a Oculus nunca fizeram pressão no sentido de vendas, tendo mantido sempre as lojas pop-ups como um meio de demonstração do potencial da realidade virtual.

Apesar do fecho destas lojas pop-up, o grupo Best Buy já confirmou que vai continuar a vender os Oculus Rift e os Oculus Touch em todas as suas localizações.

O ano começa assim de forma turbulenta para o Facebook e para a Oculus – além do fecho das lojas, a Oculus vai ter de pagar uma compensação de 500 milhões de dólares à ZeniMax num processo que recentemente conheceu o seu primeiro desfecho.