A Blue Origin faz parecer simples a tarefa de enviar para o espaço um foguetão e recuperá-lo. É que já lá vão três vezes, sempre bem sucedidas e sempre com o mesmo rocket.

Ao final do dia das mentiras, 1 de abril, sem que nada o fizesse prever, o fundador da Blue Origin, Jeff Bezos, publicava na conta de Twitter os últimos preparativos para mais um voo de testes que a empresa ia realizar. Seria mentira?

 

Como acabaria por se confirmar no sábado, era bem verdade. Apesar de ser uma missão de testes, seria especial: a tecnológica tentaria pela terceira vez lançar o foguetão New Shepard e recuperá-lo, pousando-o firmemente em terra.

A missão foi bem sucedida em todos os aspetos, de acordo com as informações partilhadas pela Blue Origin. E estas são as primeiras imagens desta última missão.

Foi partilhado entretanto o vídeo que resume este terceiro teste. Destaque para o facto de a cápsula de passageiros ter pousado a uma velocidade de apenas 2,09 Km/H, enquanto o foguetão tocou no solo a uma velocidade de 7,72 Km/H.

A Blue Origin tem testado o seu sistema para no futuro iniciar atividade na área do turismo espacial. As pessoas viajarão numa cápsula transportada pelo New Shepard, ficarão cerca de quatro minutos em zona suborbital, terão uma experiência de gravidade zero, conseguirão ver a Terra já em formato de ‘berlinde azul’ e depois descem à boleia de um paraquedas.

Mas como a Blue Origin consegue recuperar o foguetão espacial, isso ajuda a reduzir os custos com as viagens – pois caso contrário seria necessário um foguetão novo a cada leva de passageiros.

A SpaceX é outra empresa que tem testado a recuperação de rockets espaciais, mas em condições e com objetivos diferentes: os foguetões atingem velocidades mais elevadas, atingem uma altitude muito superior e servem para lançar satélites ou para missões de reabastecimento da Estação Espacial Internacional.

Atualização: artigo atualizado às 7:41 de 4 de abril para incluir o vídeo da missão entretanto disponibilizado pela Blue Origin

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