Os nossos smartphones e tablets são usados para comunicar, para entretenimento e também para informação. Mas o equipamento desenvolvido na Fundação Champalimaud tem como objetivo perceber o comportamento e até manipular as moscas da fruta.

A descrição de ‘smartphone para moscas’ que o Flypad tem foi dada por um dos investigadores do projeto, José Maria Moreira. Na prática cada Flypad é composto por vários compartimentos e dentro destes compartimentos existem duas zonas de alimentação para as moscas: uma com proteína e a outra com açúcar.

A equipa está a perceber quais os padrões que estão relacionados ao consumo de cada uma das partes. Por exemplo, José Maria Moreira diz que uma fêmea privada de proteína durante três dias – mas com acesso a açúcar – tem uma maior tendência para consumir proteína quando a mesma está disponível.

Os investigadores analisam ainda as modificações no cérebro que estão associadas a cada comportamento. Para ajudar nesta área foi desenvolvido um outro equipamento, o Octopad, que tem um LED especial que permite manipular de forma direcionada os neurónios das moscas da fruta. O investigador explicou ao FUTURE BEHIND durante a Maker Faire Lisboa que há canais proteicos nos animais que são sensíveis à luz, o que permite uma manipulação externa de algumas ações e instintos.