“Para responder à procura crescente por soluções de realidade mista em todo o mundo, estamos entusiasmados por anunciar que os HoloLens vão ficar disponíveis em 29 novos mercados, aumentando o número total de mercados dos HoloLens para 39”. As palavras são da diretora-geral dos Microsoft HoloLens e das experiências Windows, Lorraine Bardeen.

Portugal faz parte desta nova fornada de mercados nos quais os óculos de realidade aumentada vão ficar disponíveis para venda direta. Segundo a informação partilhada pela tecnológica norte-americana, Portugal e os outros 28 novos mercados vão ter os HoloLens disponíveis a partir do dia 1 de dezembro.

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Até agora não há informação oficial sobre o preço que os óculos vão ter no mercado português, mas é possível usar os valores dos mercados francês e alemão como referência: os HoloLens provavelmente vão custar 3.300 euros em Portugal e o pacote comercial, que inclui uma garantia e funcionalidades empresariais extra, deverá custar 5.490 euros.

Estes são preços que parecem proibitivos para os consumidores finais e na prática essa é mesmo a ideia. Atualmente a Microsoft não direciona os HoloLens para o segmento de consumo, mas sim para o segmento empresarial, onde o dispositivo tem tido uma boa adoção sobretudo tendo em conta o seu valor. Nada impede, no entanto, que um consumidor possa fazer a compra para começar a tirar desde já partido das experiências de realidade aumentada proporcionadas pelo equipamento.

Segundo informações partilhadas pela Microsoft em março de 2017, existem cerca de 150 aplicações disponíveis para os óculos de realidade aumentada.

Microsoft HoloLens

Os HoloLens foram revelados pela primeira vez em janeiro de 2015, mas os óculos só ficariam disponíveis no mercado mais de um ano depois, a 30 de março de 2016. Numa fase inicial o lançamento contemplou acima de tudo os mercados americanos, mas a expansão ao continente europeu acabaria por chegar no final desse ano.

O facto de os HoloLens não estarem disponíveis diretamente no mercado português não impediu que algumas empresas fizessem a aquisição do equipamento no estrangeiro, para poderem começar a trabalhar em realidade aumentada e realista mista o quanto antes.

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O FUTURE BEHIND já mostrou os HoloLens ao pormenor e também já teve a oportunidade de experimentar os óculos de realidade aumentada. “O que mais surpreendeu foi o detalhe das criações digitais, o seu dinamismo, pois raramente estão estáticas e também a sua capacidade de fixação. Explicando: na experiência Galaxy Explorer podemos andar em torno do Sistema Solar que todos os seus elementos mantêm o mesmo posicionamento. Aproximo-me, afasto-me e parece de facto que está ali algo ‘físico’”, escrevemos em setembro do ano passado – um primeiro contacto que pode ler na íntegra aqui.

Os óculos estão equipados com vários sensores de imagem que fazem o reconhecimento do espaço físico à nossa volta e também têm projetores que emitem conteúdos digitais em lentes translúcidas. É esta combinação de tecnologia que permite que os utilizadores vejam elementos digitais sobrepostos ao mundo real, criando assim o  conceito de realidade mista.

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Um dos elementos mais inovadores nos HoloLens é a sua unidade de processamento holográfico (HPU na sigla em inglês). Isto significa que os óculos – que são completamente independentes de qualquer dispositivo – têm uma unidade de processamento especial e dedicada que é capaz de fazer um bilião de cálculos por segundo. É esta unidade HPU que lida com toda a entrada de informação visual, assim como com toda a informação relacionada com os movimentos do utilizador.

Para uma segunda geração dos HoloLens, que a Microsoft já confirmou existir e que se acredita que não chegará antes de 2019, está confirmada a implementação de um chip de inteligência artificial que vai ajudar a fazer ‘in loco’ o reconhecimento visual de vários objetos, o que permitirá atingir um tempo de resposta mais rápido em todas as ações efetuadas com os óculos.

Ainda que tenham sido os HoloLens a arrancar a apostar na realidade mista por parte da Microsoft, a tecnológica já expandiu entretanto os seus planos neste segmento e já tornou inclusive o sistema operativo Windows compatível com experiências de realidade virtual. Pena é que em Portugal, neste momento, seja difícil de aproveitar aquela que é a maior novidade do Windows 10 neste final de 2017.

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