Todas as mudanças de geração de consolas ocorrem sempre com enormes expectativas para com as inovações que as acompanham. Contudo, a verdadeira capacidade só aparece uns largos tempos após o seu lançamento, quando os programadores tiveram tempo de explorar e puxar a nova tecnologia aos seus limites. O mesmo será verdade com esta geração que acaba de chegar. Não obstante, esse facto não impede de já ser possível sentir o potencial daquilo que aguarda os jogadores.

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Mortal Kombat 11, lançado em abril de 2019, foi um dos jogos de luta com melhor apresentação da geração passada. Ao longo dos meses após o seu lançamento, foi recebendo vários conteúdos extra que, como é habitual com muitos jogos, estão todos incluídos no título Mortal Kombat 11 Ultimate, a derradeira versão do jogo. Esta versão para além do jogo base incluí também o Kombat Pack 1 e 2, um conjunto de novos personagens, com convidados especiais como Joker, Robocop e Rambo, e a Aftermath Expansion que dará aos jogadores um novo modo de história. Além disso, este jogo tem direito a uma actualização gratuita para as consolas de nova geração, Playstation 5 e Xbox Series S/X. Mas será que se sentirá alguma melhoria relevante num jogo de uma geração “antiga” corrido numa consola de nova geração?

O início desta nova geração pode não trazer, para já, uma mudança tão drástica a nível gráfico, quando comparada com mudanças anteriores, mas é certamente a geração que mais promete. A incrível velocidade de carregamento aliado ao seu poder de processamento ajudam a retirar as limitações que muitos jogos tiveram de contornar, limitações essas que começam a ser removidas com as atualizações gratuitas para as novas consolas.

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No caso de Mortal Kombat 11 Ultimate, o jogo já tinha uma excelente apresentação, com modelos bastante detalhados, uma boa fluidez, essencial para jogos de luta, e com cenas sangrentas como os fãs gostam. Quando colocado numa consola de nova geração, são verificadas leves melhorias, como mais detalhes ao nível de iluminação, uma maior resolução tanto no gameplay como nas cutscenes, e ainda efeitos adicionais como, por exemplo, manchas de sangue que ficam agora de forma mais permanente no modelo. São pequenas melhorias que, apesar de poderem não se notar muito no início, são notórias quando voltamos à versão anterior. Apesar disso, é importante referir que a atualização para as novas consolas serve, principalmente, para remover certos limites, mas não irá transformar o jogo.

No entanto, o ponto verdadeiramente surpreendente desta mudança de geração é a sua diferença de velocidade. A disparidade entre os tempos de Loading é realmente absurda, sendo praticamente inexistentes nas novas consolas que não se limitam só a carregar mais rapidamente mas também a processar mais informação. Esta diferença de velocidade, aliado às leves melhorias referidas anteriormente, acabam por nos habituar tão mal que “estragam” a experiência de quando se tem de voltar a uma consola da geração anterior.

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Mesmo não sendo a forma de transformar um jogo “antigo” num de “nova geração”, estas atualizações servem para levantar um bocado o véu para as verdadeiras capacidades das novas consolas e aquilo que poderemos esperar delas. Com todo este poder e com algum tempo, será bastante interessante ver as formas criativas que os programadores vão encontrar para surpreender os jogadores.

Análise Mortal Kombat 11 – Quase perfeito com falhas fatais

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