Um mundo pós-apocalíptico criado em 1997 que entre jogos da série principal e spin-offs já conta com 8 títulos publicados e 5 cancelados. Estamos apenas a alguns dias do lançamento do nono título da série e no FUTURE BEHIND já tivemos o prazer de vaguear pelas ruas de Fallout 76. O B.E.T.A do novo título da Bethesda Game Studios esteve disponível para quem fez a pré-compra do jogo e por aqui a responsabilidade de viajar para este mundo no século 22 foi do Armando Sousa. Aqui estão as primeiras impressões:

O universo Fallout é algo que me diz muito, um jogo que me tem acompanhado ao longo dos tempos e reaprendi a gostar na altura em que saiu o Fallout 3. A partir daí, tinha de absorver toda a informação apresentada em livros, notas, cartas e terminais. Assim, cada vez que sai um jogo da série óbvio que jogo e tento explorar tudo ao máximo.

Nesta B.E.T.A. (break-it early test application), conseguimos fazer muitas das coisas que fazemos em Fallout 4 por exemplo e talvez com mais significado. Sabemos que é um teste de servidores e população no mapa. Mas é mais que isto, é também um teste aos eventos in game que são disponibilizados.

Siga o Future Behind: Facebook | Twitter | Instagram

Primeiro de tudo, este teste aind tem muitos bugs, mas muitos mesmo. Sabemos que seria possível encontrar, é Fallout e a Bethesda avisou que serviria também para reportar este tipo de coisas, os jogadores certamente reportaram os erros encontrados, agora é tempo da Bethesda corrigir o que conseguir até á versão final.

Na questão da sobrevivência existem alguns aspetos a salientar, sendo que alguns já vêm de Fallout 4 e podem ser mais úteis em 76, alguns novos, como termos de comer e beber (temos de o fazer aparte de ser necessário para restabelecer a barra de vida).

Os itens que existem no mundo e que não servem para grande coisa para além de descartar para sucata, parecem-me mais úteis em Fallout 76. Em Fallout 4 completei tudo e raramente fiz craft ou montei um acampamento (só o fiz para ter um troféu) e nunca liguei muito a essa parte do jogo. Agora parece-me muito mais útil apanhar tudo o que vemos porque o crafting é mais importante na nossa progressão, desde o inicio que nos mostram como fazer armaduras, armas e comida, além de que continuamos a conseguir a construir acampamentos totalmente personalizáveis.

Sempre gostei de explorar todos os recantos dos mapas de Fallout e tem recompensado noutros jogos, tanto na estória, como em recompensas (armas, proteção, fatos), e neste não me parece que seja exceção. Ao explorar um simples vagão abandonado, tive acesso a uma quest ao abrir um baú, que geralmente apenas dá munições e objetos descartáveis. Quests secundárias em que o jogo dá a entender que tem uma componente single player para os jogadores sem equipa ou que queiram apenas explorar, se bem que podemos também fazer estes objetivos em multiplayer.

O estilo de jogar e combate é muito semelhante a Fallout 4 e talvez a maior diferença é o sistema V.A.T.S., que em outros jogos servia para “parar” o tempo e conseguíamos decidir em que parte do inimigo atingir, para taticamente conseguirmos combater melhor em algumas situações. Em Fallout 76, o sistema V.A.T.S., não “pára”, sendo que ficamos num modo de mira automática e ainda conseguimos escolher a parte do corpo a atirar, mas em tempo real. Algo estranho para quem usou o V.A.T.S nos títulos passados da franquia mas como Fallout 76 é sempre online, não podia ser feito de outra maneira.

Siga o Future Behind: Facebook | Twitter | Instagram

No que toca a missões e objetivos, também é tudo bastante semelhante à Fallout 4, mas com pequenas nuances que podem ser irritantes. Exemplo disso é a maneira de quando acedemos a um terminal para continuar um objetivo, não podemos aceder enquanto outro jogador estiver a fazer o mesmo. Ou seja, cheguei a ver filas para aceder aos terminais de inicio de jogo. Espero que alterem na versão final, já que se pode gastar muito tempo nestas pequenas coisas.

Não encontrei nenhum NPC até agora, o que acho que pode estragar um pouco a experiência de exploração e estória, é tudo dito em cartas, terminais e holotapes. Para quem, como eu, está a pensar ter uma abordagem como os jogos anteriores, isto pode ser uma questão a analisar.

As recompensas ao subir de nível vão desde materiais para crafting e Atoms, uma moeda virtual, que podemos ganhar deste modo e também ao cumprir pequenos objetivos ao ir jogando e progredindo. Esta moeda, que também poderá ser adquirida através de dinheiro real, servirá para poder comprar apenas artigos cosméticos, molduras para o modo fotográfico e emotes.

Outro modo de progressão de personagem são os perks, estes são benefícios que são adicionados ao estado da nossa personagem e que já existiram nos jogos anteriores, mas em Fallout 76 são-nos oferecidos pacotes de cartas. Ao abrir estes pacotes podemos ter perks ao acaso e assim podemos escolher o que podemos adicionar ao nosso personagem. Noutros jogos davam-nos pontos para adicionar ao sistema SPECIAL, strength, perception, endurance, charisma, intelligence, agility e luck, e assim escolhendo o queríamos melhorar de acordo com a nossa maneira de jogar, em Fallout 76 é um pouco ao acaso pois depende muito do perk específico que nos calha. Podemos sobrepor cartas para adicionar mais percentagem às vantagens que temos.

A componente online é muito fácil de gerir sendo que o mapa estava povoado, mas desengane-se se pensa que poderá ter muitas pessoas, acho que vi 15 no máximo nas minhas sessões de jogo. É muito fácil convidar e trocar mercadoria com outros, e também entrar em eventos que estão constantemente a aparecer, como por exemplo eventos públicos em que ao aparecerem podemos pagar uma pequena quantia de caps e somos transportados para perto do mesmo. Fiz vários com ondas de inimigos onde era necessário a colaboração de todos para terminar com sucesso e termos a recompensa em caps, experiência e loot para a nossa personagem.

Como fã de Fallout e deste mundo que a Bethesda tem construído, sinto que poderá estar aqui um jogo diferente é certo, mas que poderá agradar aos seus seguidores. Os servidores estavam estáveis, não vi os outros jogadores com movimentos esquisitos relativamente a lag, mas fica difícil continuar a jogar vendo que o mesmo motor de jogo que alimenta todos estes jogos,l continua com tantos problemas e gráficos datados. Pode atrair o fã que fecha os olhos  a estás situação mas afastar os que esperam uma progressão neste sentido. E sabemos que muitos destes problemas vão continuar na versão final.

Siga o Future Behind: Facebook | Twitter | Instagram

A versão final de Fallout 76 chega às consolas e a Windows PC a 14 de novembro de 2018 e já se encontra em pré-venda.

 

N.R.: O primeiro contacto com o jogo foi feito numa Xbox One com um código para Fallout 76 B.E.T.A disponibilizado pela EcoPlay.

 

Sem mais artigos