A The Eye Tribe faz agora parte da Oculus. A startup constituída por 16 pessoas foi adquirida pela gigante da realidade virtual. O interesse da Oculus é óbvio: o software de rastreamento ocular que a The Eye Tribe estava a desenvolver.

De acordo com o Recode, não há informações oficiais sobre o valor do negócio, nem sobre se todos os elementos da startup vão transitar para a Oculus.




As tecnologias que monitorizam o posicionamento dos olhos vão ser importantes no segmento da realidade virtual pois vão permitir perceber para onde está a olhar o utilizador, sem que para isso a pessoa tenha de mexer a cabeça. Além de melhorar a experiência de utilização geral, melhora também a precisão das ações feitas em ambiente virtual.

Saber para onde a pessoa está a olhar pode também trazer algum realismo às interações virtuais entre pessoas, algo que faz todo o sentido no conceito de mundo social que o Facebook está a desenvolver em torno dos Oculus Rift.

E, como não pode deixar de ser, esta tecnologia também pode ser importante para o mercado da publicidade online dentro da realidade virtual.

Além do software, a The Eye Tribe tinha criado um kit de desenvolvimento para os programadores que permitia integrar as funcionalidades do seu software numa vasta gama de equipamentos de realidade virtual.

Um dos melhores aspetos do software da startup, como relata o TechCrunch, é a capacidade de adaptar a resolução dos conteúdos tendo em conta o ponto de foco dos olhos do utilizador. Imagine um cenário onde existem três árvores: uma à esquerda, uma ao centro e outra à direita. Quando estiver a olhar para a direita, será essa que terá a melhor definição gráfica, enquanto as outras baixam um pouco a resolução dos conteúdos.

Este grafismo adaptativo poderá ser importante no desenvolvimento de melhores experiências de realidade virtual móveis.

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