O que facilmente podia ser confundido como uma crise interna, é na realidade uma reorganização através da qual a Oculus espera ficar em melhor posição para “construir o futuro da realidade virtual”. A subsidiária do Facebook vai formar dois grandes grupos dentro da empresa: um vai ficar responsável pelo desenvolvimento VR no segmento dos computadores pessoais; o outro grupo vai trabalhar na realidade virtual móvel.

Fruto desta divisão, o atual diretor executivo da Oculus, Brendan Iribe, vai abandonar o cargo. Iribe vai passar a coordenar os trabalhos que vão ser feitos na divisão de realidade virtual para PC.




“Com o nosso crescimento e estratégia de produto, decidimos estabelecer novos grupos para PC e mobile VR para que sejam mais focados, fortalecendo o desenvolvimento e acelerando os nossos planos”, começou por escrever Brendan Iribe no blogue oficial da Oculus.

“Olhando para o futuro e pensando no que me apaixona, decidi liderar o grupo de realidade virtual para PC – empurrando para a frente o estado da realidade virtual com os Rift, investigação e visão computacional”, acrescentou.

Já a divisão de realidade virtual mobile vai ser liderada por Jon Thomason, que recentemente juntou-se à empresa de realidade virtual. Em conjunto com o diretor tecnológico do Facebook, Mike Schroepfer, os três vão procurar um novo líder para a equipa da Oculus.

Há no entanto um elemento interessante. Num esclarecimento enviado ao The Verge, a Oculus diz que os três executivos vão procurar um líder para a empresa e não um CEO. Isto pode querer indicar que a Oculus vai deixar de ter a típica estrutura de uma empresa ‘comercial’, ficando antes com uma estrutura focada no desenvolvimento de novos produtos.

O The Verge questionou ainda a empresa sobre o papel que vai assumir Palmer Luckey, o fundador da Oculus. A tecnológica confirmou que também Palmer Luckey vai ter uma nova função, mas não foi revelada qual – a empresa promete novidades para breve.

A divisão da Oculus acaba por não surgir como uma grande surpresa depois de este ano, na Oculus Connect, o Facebook ter revelado que estava a trabalhar numa nova versão dos Oculus Rift que é totalmente independente e permite experiências VR mobile com maior qualidade do que aquelas que são conseguidas através dos dispositivos móveis.

Não deixa de ser no entanto um facto assinalável e que mostra a grande velocidade de evolução do segmento da realidade virtual. A primeira versão de consumo dos Oculus Rift só chegou este ano ao mercado, no final do mês de março. Desde então muito mudou no ecossistema da realidade virtual topo de gama.

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