Smartphones há muitos: para diferentes gostos, para diferentes carteiras e para diferentes níveis de utilização. Há quem prefira um smartphone mais bonito mesmo que isso implique menos potência, há quem prefira um smartphone mais barato e que não seja tão bonito, e depois há quem queira bonito, potente e caro.

Desde o lançamento do iPhone há dez anos que o mercado dos telemóveis inteligentes conheceu uma grande diversificação, algo que ajudou a tornar o smartphone numa ferramenta tecnológica incontornável na sociedade moderna.

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Uma pergunta que é feita muitas vezes, seja por puro interesse de investimento ou por mera curiosidade tecnológica, é ‘Qual o melhor smartphone do mercado?”. Qual o smartphone que escolheria se lho oferecessem, por exemplo? Qual é o smartphone com o qual é possível fazer todas as tarefas com qualidade? Qual é o melhor investimento de todos?

Se estiver a falar com alguém que tem conhecimento sobre o mercado, provavelmente a resposta que vai ouvir é ‘depende’. Como assim depende? Então não há um smartphone que seja melhor do que os outros todos?

Em bom rigor não. Por muito bom que seja um smartphone, há sempre características que lhe faltam e que marcam presença noutros equipamentos. Nos dias que correm não podemos falar no melhor smartphone de todos, mas num grupo de smartphones que certamente vai responder às necessidades até dos utilizadores mais exigentes. Deste grupo líder fazem parte smartphones como o iPhone X, o Samsung Galaxy Note 8, o Huawei Mate 10 Pro ou o Google Pixel 2.

Então nenhum destes é melhor do que os outros? Mais uma vez, depende. Por exemplo, a publicação The Verge escolheu recentemente o iPhone X como o melhor smartphone que é possível comprar atualmente. Já a publicação Engagdet diz que são o iPhone 8 e o Samsung Galaxy S8. Já o TechRadar atribui o galardão ao Samsung Galaxy S8.

Conclusão? A resposta sobre qual é o melhor smartphone do mercado não é simples e pode variar dependendo de quem dá essa resposta.

Em vez de falarmos num único smartphone que é superior a todos os outros, talvez faça mais sentido falar nos melhores smartphones por interesses específicos de consumo. Para quem gosta de música há melhores smartphones do que o iPhone X e para quem gosta de fotografia há melhores smartphones do que o Samsung Galaxy S8, por exemplo.

Elaboramos de seguida uma lista sobre aqueles que são os melhores smartphones para diferentes interesses específicos. Se tiver outras sugestões já sabe, basta deixá-las na caixa de comentários do artigo.

O melhor smartphone para música: LG V30

No que diz respeito ao som todos os detalhes são importantes – pelo menos para os audiófilos. Devido ao tamanho reduzido dos smartphones, nem sempre a melhor tecnologia de áudio é a prioridade das marcas, que preferem dar destaques a outros elementos tecnológicos. Mas com o passar dos anos, ter bom som não significa obrigatoriamente ter um smartphone que é inferior noutros pontos de análise e o LG V30 é provavelmente a melhor prova deste conceito.

O dispositivo vem equipado com um sistema de som Quad DAC de alta definição de 32-bits, o que na prática significa que está equipado com um conversor de sinal digital para sinal analógico de grande qualidade. Graças a este componente existe uma menor perda de informação na reprodução de som no smartphone, o que permite reproduzir a música numa qualidade muito mais próxima do seu formato mais ‘puro’.

O dispositivo é certificado pela Bang & Olufsen, uma das marcas mais prestigiadas no segmento de áudio de consumo, e consegue reproduzir áudio de 32-bits – com um intervalo dinâmico de sons duas vezes superior ao de um CD – e numa frequência de 192 kHz – quanto maior a frequência incorporada, mais detalhes sonoros podem ser ouvidos.

LG V30

Claro que para desfrutar ao máximo da experiência de som que o LG V30 permite vai necessitar de uns auscultadores com uma qualidade condizente e também vai precisar de ficheiros de som em formatos de alta resolução, como o FLAC.

Além da maior garantia de qualidade sonora, o LG V30 vem equipado com filtros digitais de som que permitem modificar de forma contínua as características da experiência sonora. Também existem perfis pré-definidos que, por exemplo, podem destacar os graves de uma música se o utilizador assim preferir. Os canais de áudio são trabalhados de forma independente, o que permite ajustar individualmente o som que é emitido do lado esquerdo e do lado direito dos auscultadores.

O LG V30 vem ainda equipado com um gravador de áudio HD, que permite utilizar o recetor de áudio do smartphone como um microfone – algo que é conhecido como receiver-as-a-mic -, o que deverá garantir gravações de maior qualidade. A cereja no topo de bolo é a integração de uma tecnologia de cancelamento de ruído.

Além destas características audiófilas, o LG V30 está equipado com um ecrã de seis polegadas com uma resolução de 2.880×1.440 píxeis, processador Snapdragon 835 de oito núcleos, 4GB de memória RAM, 64GB de armazenamento que podem ser expandidos por mais 256GB através de cartão microSD. Na parte traseira existe um duplo sensor fotográfico de 16 e 13 megapíxeis.

O melhor smartphone para jogos: Razer Phone

Os smartphones tornaram-se nas consolas portáteis mais populares dos últimos anos, seja para jogar algo mais casual como um Candy Crush ou um jogo mais exigente como Asphalt 8.

Todos os smartphones topo de gama são bons para jogar, pois reúnem características que lhes permitem executar qualquer título sem qualquer dificuldade. Jogos fluídos, sem ‘engasgos’, com gráficos cada vez mais vistosos é que nos prometem as marcas que trabalham nos segmentos premium e ultra premium.

Mas antes de 2017 acabar o sinónimo de smartphone para videojogos ganhou um novo significado com o Razer Phone. A conhecida marca de equipamentos de gaming decidiu pegar naquelas que são algumas das melhores especificações do mercado, colocá-las num dispositivo robusto e dar aos jogadores dedicados o smartphone que sempre desejaram.

Razer Phone

A questão é: por que razão o Razer Phone é em teoria melhor do que um iPhone ou um Samsung para videojogos?

O primeiro motivo está no ecrã: são 5,7 polegadas, com uma resolução de 2.560×1.440 píxeis e uma taxa de atualização de 120Hz. Até ao lançamento do Razer Phone, apenas o iPad Pro de 10,5 polegadas da Apple tinha um ecrã com uma taxa de atualização tão elevada.

O que isto significa na prática é que tudo é muito mais fluído neste smartphone, mesmo os videojogos que são densos em termos de grafismo. Já em termos de resolução tem sensivelmente a mesma densidade de píxeis de outros grandes concorrentes a esta categoria, como o Galaxy Note 8.

Além de apresentar um ecrã de proporções generosas, com uma excelente resolução e com uma característica única, o Razer Phone vem equipado com tudo do bom e do melhor: processador Snapdragon 835 de oito núcleos, 8GB de memória RAM e 64GB de armazenamento que podem ser aumentados em mais 256GB através de cartão microSD. O armazenamento interno pode não ser o mais indicado para quem gosta mesmo de jogos, mas por outro lado vai ter acesso a memória RAM que lhe dará conforto para os próximos dois anos.

A bateria de 4.000 mAh é superior às que existem noutros smartphones topo de gama, o que significa maior autonomia – algo vital para quem quer usar o smartphone como máquina de jogo. Além de garantir mais horas de jogo numa única carga, este é um equipamento que vai ajudar todos aqueles que sofrem de ‘ansiedade de autonomia’, não fazendo determinadas tarefas no telemóvel por ter medo que o mesmo vá ficar sem bateria.

Para completar a experiência multimédia, a Razer incluiu ainda duas colunas Dolby Atmos na parte frontal do equipamento, o que fará com que o som esteja ao nível do seu desempenho gráfico.

O melhor smartphone para realidade virtual: Samsung Galaxy S8

Quase todos os smartphones modernos conseguem garantir as condições mínimas para a reprodução de experiências de realidade virtual – mas neste caso não procuramos as condições mínimas, mas sim as melhores. Pelo grau de imersão que a realidade virtual proporciona, uma má experiência fruto do mau desempenho do smartphone ou dos óculos utilizados pode resultar no pior dos cenários em enjoos.

Olhamos por isso para os líderes de segmento: entre as parelhas Google Pixel 2 & Google Daydream e Samsung Galaxy S8 & Samsung Gear VR, a segunda leva vantagem sobretudo pela questão do ecossistema de conteúdos que estão disponíveis.

A Samsung tem trabalhado de perto com a Oculus para a criação de um vasto ecossistema de realidade virtual móvel e isso fez com que o Gear VR sejam dos óculos VR mais populares do mundo, tendo sido expedidas mais de cinco milhões de unidades.

Análise Review Samsung Galaxy S8

Com esta dupla o utilizador estará a garantir não só um smartphone topo de gama em termos de processamento e grafismo, como estará também a garantir uns dos melhores ecrãs em termos de resolução, vivacidade de cores e relação tamanho-peso. Além disso, os Gear VR estão entre os mais avançados óculos VR para dispositivos móveis, sendo que a mais recente versão vem inclusive acompanhada de um controlador dedicado, o que ajuda a criar um maior sentimento de imersão nas experiências.

Atualmente já existem mais de 800 experiências VR adaptadas para o ecossistema da Samsung, enquanto o número de experiências para o ecossistema Daydream da Google deverá rondar as 300 experiências. Este acaba por ser o grande elemento desequilibrador nestas duas duplas.

Num outro ponto de análise, o Samsung Galaxy S8 também é compatível com o ecossistema e óculos Google Daydream, enquanto o Google Pixel 2 Plus não é compatível com os Gear VR, o que faz com que o smartphone da Samsung também acabe por ser mais agnóstico em termos de plataforma.

O melhor smartphone para realidade aumentada: iPhone X

A resposta é simples: iPhone X. As razões também são fáceis de explicar.

O primeiro motivo está relacionado com o software em si: o sistema operativo iOS suporta aplicações desenvolvidas em ARKit, uma ferramenta de desenvolvimento que ajuda a criar experiências de realidade aumentada com grande precisão e grande capacidade de fixação de elementos digitais. No que diz respeito a realidade aumentada em dispositivos móveis, o ARKit consegue entregar produtos de qualidade e para uma base de milhões de utilizadores em todo o mundo.

A Google está a preparar algo semelhante para o Android, chamado ARCore, mas até ao momento ainda não está disponível. O sistema operativo Android também tem equipamentos equipados com tecnologia Tango, criada especificamente para realidade aumentada, mas estes ficam a perder para o iOS por uma questão de ecossistema.

iPhone XAtualmente já existem centenas de aplicações de iOS compatíveis com o ARKit, enquanto o número de aplicações compatíveis com os equipamentos Tango é ainda muito reduzido.

 

 

Depois o duelo podia ser definido entre o iPhone X e o iPhone 8 Plus, já que estão equipados com quase todos os mesmos componentes técnicos. O que desempata este duelo é a integração da True Depth Camera no iPhone X – basicamente significa que o smartphone já tem uma tecnologia de grande qualidade que poderá ser explorada em termos de realidade aumentada, ao nível de filtros faciais por exemplo. Aliás, o ARKit só suporta a câmara frontal do iPhone X e não dos modelos anteriores.

Junte-se a isto a relação quase imaculada que existe entre o hardware poderoso da Apple e o seu software para ter aqui uma poderosa ferramenta de realidade aumentada, seja para entretenimento, produtividade ou para educação. Se por ventura estiver à procura de sugestões de aplicações AR, também temos algumas para si.

O melhor smartphone para fotografia: Google Pixel 2

Aqui vamos deixar a entrega do troféu para os especialistas: segundo a análise da publicação DxOMark, o Google Pixel 2 é o melhor smartphone para fotografia e vídeo, tendo conseguido 98 pontos nos seus testes de avaliação. À data de publicação deste artigo o segundo smartphone desta lista é o Huawei Mate 10 Pro.

As capacidades do sensor de 12 megapíxeis do smartphone em condições de fraca luminosidade são um dos seus cartões de visita. Mesmo com uma luz pobre, o Google Pixel 2 consegue entregar imagens bem iluminadas, com pouco ruído à mistura e com uma boa vivacidade de cores.

O sensor de 1/2,6 polegadas é acompanhado de uma lente com uma abertura de f/1.8. Ambos os elementos tiram proveito de uma tecnologia chamada dual-pixel, querendo isto dizer que cada pixel que existe no sensor do smartphone são na realidade dois. Este elemento permite captar duas vezes mais informação visual, algo que se traduz em melhorias consideráveis não só na qualidade fotográfica, mas também na própria capacidade de focagem.

Além de ser uma boa câmara por si só, a Google integrou no Pixel 2 elementos de inteligência artificial que permitem com um único sensor fazer o mesmo, ou até mesmo melhor, do que outros smartphones que utilizam dois sensores fotográficos. Referimo-nos aqui em concreto à capacidade que o smartphone tem de fazer um efeito de desfoque recorrendo apenas a ‘truques’ de software.

Os elementos de inteligência artificial também ajudam na captação de vídeo, com a Google a ter desenvolvido uma tecnologia chamada Fuse Video Stabilization. Na prática é uma fusão dos conceitos de estabilizador ótico e de estabilizador eletrónico, para reduzir de forma significativa os movimentos involuntários durante a gravação de um vídeo. Adeus tremidelas.

Todos estes elementos fazem com que o Google Pixel 2 seja reconhecido como o atual rei da fotografia móvel. Junte-se a isto um smartphone que é topo de gama noutras especificações técnicas e temos um dos grandes dispositivos de 2017.

O melhor smartphone empresarial: Samsung Galaxy Note 8

Porque a vida não é só entretenimento, há quem procure o melhor smartphone para utilizar num ambiente empresarial e para tarefas de produtividade. Graças ao vasto leque de aplicações que estão disponíveis, graças aos sensores biométricos e graças à evolução dos próprios sistemas operativos, qualquer bom smartphone de uso quotidiano é também ele um bom smartphone para uso empresarial.

No entanto há quem invista mais para tentar chegar até este público mais específico e dos equipamentos que foram lançados em 2017, o Samsung Galaxy Note 8 leva vantagem.

Em primeiro lugar por ter integrado um estilete que permite um nível de interação completamente diferente com o telemóvel e que pode ser uma arma poderosa na análise de documentos, na edição de folhas de excel ou até simplesmente no apontamento de ideias diretamente no ecrã de bloqueio.

Análise Review Samsung Galaxy Note 8

Depois porque a Samsung já há bastante tempo que tem vindo a fazer uma aposta na área empresarial. Os interessados podem tirar partido do Samsung Knox, uma ferramenta que ajuda a separar as aplicações e ficheiros empresariais dos ficheiros e apps pessoais. Esta funcionalidade pode ser especialmente vantajosa nas empresas onde os departamentos de TI são mais rigorosos nas políticas de bring your own device.

Além disso o Galaxy Note 8 tem um leitor de impressões digitais, um scanner para a íris e ainda faz o reconhecimento facial do utilizador, o que bem explorado em termos de integração num ambiente de trabalho pode resultar em níveis muito mais elevados de segurança.

Por fim o Samsung Galaxy Note 8 é compatível com o sistema DeX, uma doca que a tecnológica sul-coreana vende em separado e que permite transformar a experiência mobile numa experiência desktop. Basta colocar o Note 8 nesta doca e ligá-la a um monitor para termos acesso a uma experiência mais parecida com aquela que temos nos nossos computadores.

E claro, o Galaxy Note 8 é sem dúvida um dos equipamentos mais pujantes de 2017, algo que é indispensável para quem procura os melhores níveis de produtividade.

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