Como é que é a aplicação do momento se ainda não ouviu falar dela, pergunta o leitor. Não ouviu, mas vai ouvir certamente nos próximos tempos. Nos EUA tem sido um furor e será uma questão de tempo até que espalhe aos quatro cantos do mundo.

A Prisma é uma aplicação para iOS que transforma as fotografias dos utilizadores. Mas ao contrário de aplicações como o Instagram, que aplica um filtro sobre a fotografia, a Prisma explica que o seu software recorre a inteligência artificial para perceber todos os elementos que compõem a imagem e fazer uma correspondência perfeita entre esses elementos e os estilos que disponibiliza.



Pois trata-se disso mesmo – dar um estilo completamente diferente à sua fotografia. Os resultados finais do Prisma parecem pinturas, com a vantagem de serem criadas no smartphone e de não exigirem ao utilizador qualquer conhecimento nessa área. A empresa diz mesmo que os seus estilos são inspirados em artistas como Edvard Munch, Pablo Picasso ou Wassily Kandinsky.

A ‘leitura’ e edição das imagens é feita na cloud e nos servidores da Prisma, não usando por isso grandes recursos de processamento no smartphone – o que podia condicionar a sua utilização em equipamentos com especificações de gama baixa. O diretor executivo da empresa, Alexey Moiseenkov, já garantiu que não são guardadas as imagens dos utilizadores, apenas uma cópia temporária do resultado final.

Prisma Prisma Prisma



Os responsáveis pela aplicação já confirmaram ao The Next Web que até ao final do mês vão disponibilizar uma versão para Android e que em breve também terão uma opção que permitirá editar vídeos.

A aplicação Prisma disponibiliza mais de 20 estilos para aplicar às fotografias

A aplicação Prisma foi lançada em meados de junho e logo na primeira semana conseguiu 1,6 milhões de downloads, como contou o CEO ao TechCrunch no final do mês passado. O valor ganha ainda mais destaque sabendo que já existem várias aplicações populares para a edição de fotos – Instagram, VSCO,  Retrica ou MSQRD.

Parte do sucesso deve-se também ao facto de a Prisma não querer concorrer diretamente com o Instagram, por exemplo, mas aproveitar a força que a rede social tem, assim como dos seus utilizadores sempre em busca de algo novo e ‘fresco’. Para isso usaram a hashtag #Prisma e só no primeiro dia tiveram 30 mil fotografias publicadas.

À hora de publicação deste artigo já contava com 570 mil referências no Instagram e centenas de partilhas noutras redes sociais como o Twitter.

Para o caso de não gostar dos resultados do Prisma, mas continuar interessado em projetos semelhantes, pode sempre experimentar as aplicações Pikazo – iOS e Android ou Dreamscope – iOS.

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