Se ainda não ouviu falar no Web Summit então deve fazer parte de um pequeno grupo de pessoas que nas últimas semanas não teve qualquer contacto com os meios de comunicação portugueses. Quase todos têm dedicado uma grande atenção ao Web Summit.

Não é para menos. É o mais importante evento de empreendedorismo do mundo e é um dos mais importantes a nível tecnológico.




Las Vegas tem a Consumer Electronic Show. Barcelona tem o Mobile World Congress. Berlim tem a Internationale Funkausstellung. Taipei tem a Computex. Los Angeles tem a Electronic Entertainment Expo. Colónia tem a Gamescom. Hanôver tem a CeBit. Las Vegas tem a Blackhat. Tróia tem a Trojan Horse Was a Unicorn. Lisboa tem a Web Summit.

Portugal consegue ter assim dois grandes eventos ligados ao mundo das tecnologias e da economia digital no seu território. Sem qualquer desprimor para com o THU, mas o Web Summit tem um pendor muito mais comercial e é neste momento um dos eventos com maior procura em todo o mundo.

A partir de amanhã e até ao final da próxima quinta-feira, 10 de novembro, vão passar pela capital portuguesa mais de 50 mil pessoas que vêm para o Web Summit e respetivos eventos satélite.

Se o evento per si e o número de pessoas que atrai já seria suficiente para justificar todo o frenesim que existe em torno desta semana dedicada às startups e à tecnologia, há outros motivos.

Vão estar em Portugal alguns dos executivos das empresas mais importantes do mundo, assim como representantes e fundadores de algumas das mais promissoras empresas do futuro.

Web Summit 2016

As startups que participaram no Web Summit em 2015 conseguiram mil milhões de dólares em financiamento após o evento. #Crédito: Web Summit

Facebook, Amazon, Cisco, Soundcloud, Tinder, Square, MIT, Product Hunt, Farfetch, BMW, eBay, WP Engine, VMWare, Logitech, Sony Interactive Entertainment, Volkswagen… Podíamos ficar aqui mais uns quantos parágrafos.

Nomes grandes têm uma propensão especial para atrair alguns dos nomes mais influentes do jornalismo e dos meios de comunicação. Por isso também vamos ter Portugal a ser falado no TechCrunch, The Information, Vox Media, Forbes, CNN, CNBC, Business Insider, Wired, Quartz, Recode, Financial Times, BuzzFeed, Venture Beat… E sim, também podíamos ficar aqui mais uns quantos parágrafos.

Estão ainda confirmados mais de mil investidores, leia-se, as pessoas que têm dinheiro. Y Combinator, Intel Capital, Silver Lake, Google Ventures, Sherpa Capital, Union Squares Ventures, Portugal Ventures, Salesforce Ventures, 500 Startups… já deu para perceber, certo?

Resumindo: teremos cá pessoas que em condições normais não estariam cá, teremos uma cobertura de escala global que só acontece uma vez a cada seis ou sete anos [Euro 2004, Cimeira de Lisboa, Expo 98] e vamos ter pessoas com muito dinheiro e vontade de investir.

Outra vantagem de ter o Web Summit por cá é que até 2018 está garantido, podendo na melhor das hipóteses ficar até 2020. Depois disso só com nova negociação. Significa que tudo aquilo que escrevemos até aqui vai acontecer, no melhor dos cenários, cinco vezes.

São esperadas 53.056 pessoas de 166 países no Web Summit

É por isto – e muito mais – que todos estão a falar do Web Summit. Se o evento é importante, aquilo que pode significar para a cidade de Lisboa e para Portugal no geral tem ainda mais apelo. A ideia de que a capital portuguesa é o novo ‘centro quente’ mundial das startups está aos poucos a ganhar forma. A ideia de termos em Lisboa algumas das mais promissoras jovens empresas do mundo já não é um sonho.

Tudo isto para dizer que nos próximos dias também o FUTURE BEHIND vai estar dedicado ao Web Summit. É uma oportunidade única para conseguirmos aquilo que mais gostamos: histórias sobre tecnologia e conteúdos diferenciadores.

Se o site estiver mais parado, experimente espreitar os conteúdos nas redes sociais: Facebook, Twitter e Instagram. Queremos que se sinta mais próximo do Web Summit, independentemente se vai participar ou não.

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