A realidade virtual tem sido um dos grandes temas de 2016 pois este foi o ano em que chegaram ao mercado dois dos equipamentos de proa deste segmento: os Oculus Rift e os HTC Vive. Ainda que o futuro da realidade virtual possa acima de tudo ser móvel – a Google é defensora desta teoria -, serão sempre os equipamentos topo de gama os que mais vão maravilhar os utilizadores com experiências imersivas.

Quem já experimentou percebe que a realidade virtual é um meio completamente diferente de todos os outros que existem atualmente. A realidade virtual consegue, por momentos, fazer com que o utilizador perca a noção do espaço físico. Sim, antes de colocar os óculos de realidade virtual terá a certeza que há uma mesa à sua frente, mas se a experiência for de qualidade então essa mesa vai deixar de ‘existir’ ao fim de dois minutos.

Enquanto se falam maravilhas da realidade virtual e dos seus equipamentos, a verdade é que Portugal está um pouco à parte desta vaga. Tanto os Oculus Rift como os HTC Vive não estão disponíveis para Portugal – mas podem ser comprados através de outros países europeus.

Esta deve ser uma situação que será corrigida nas próximas semanas caso contrário tanto a Oculus VR como a HTC Vive podem perder algum do fulgor inicial para os PlayStation VR. Os óculos de realidade virtual da Sony chegam a 13 de outubro e como em Portugal a PlayStation tem uma base significativa de consolas, então depois será mais difícil para a concorrência recuperar o tempo perdido.

Mas não deixemos que as decisões de algumas empresas o impeçam de ter um melhor conhecimento dos equipamentos de realidade virtual. Colocamos de seguida os cinco equipamentos que deve ter em conta e que atualmente já estão a definir o segmento VR. Conheça a realidade virtual de perto.

Google Cardboard

Quando a Google deu um bloco de cartão a cada um dos participantes da conferência de programadores I/O 2014 rapidamente todos perceberam que estava ali algo engenhoso. Com apenas alguns milhares de dólares a Google estava a colocar nas mãos de milhares de programadores uns óculos de realidade virtual.

É a forma mais básica e aconselhável para entrar no segmento da realidade virtual. Atualmente consegue comprar uns Cardboard ou um modelo semelhante por 20 euros. Às vezes até por menos. A grande vantagem é o facto de ser um ‘dispositivo’ agnóstico, suportando vários modelos de smartphones Android e também iOS.

Samsung Gear VR

Esta versão que aqui vê é a do ano passado, pois uma nova versão foi revelada na semana passada e só vai chegar ao mercado português no início de setembro.

Os Samsung Gear VR são neste momento uma das propostas mais competitivas no que diz respeito à relação qualidade-preço. Não são topo de gama, mas oferecem uma experiência de visualização e de conforto muito superior à dos Cardboard.

Custam cem euros e já existem centenas de aplicações compatíveis. A grande desvantagem é o facto de apenas suportarem poucos smartphones – todos da Samsung e todos topo de gama. Mas desta forma está também a ser garantido que a experiência de visualização é sempre feita com os melhores equipamentos.

PlayStation VR

O segmento da realidade virtual é maioritariamente dominado pelos videojogos, ainda que a sua área de ação vá muito além do gaming. A PlayStation é a única marca que para já vai trazer a realidade virtual até às consolas de videojogos – a Microsoft tenciona fazer o mesmo com o Project Scorpio, mas só no final de 2017.

A marca japonesa vai ter na data de lançamento 50 títulos compatíveis com os PlayStation VR. O preço de 399 euros coloca o equipamento mais acessível do que os Oculus Rift ou os HTC Vive, mas não é por isso que deixa de apresentar características generosas como o ecrã AMOLED de 5,7 polegadas e resolução Full HD, ângulo de visão de 100º e taxa de atualização de 120Hz.

Oculus Rift

Se está a haver uma revolução no segmento da realidade virtual então é à Oculus VR, empresa detida pelo Facebook, a quem devemos agradecer. Foi a sua campanha no Kickstarter que renovou todo este interesse pela realidade virtual e foram os Rift que fizeram a concorrência apresentar alternativas.

Custam 699 euros no mercado europeu e já têm disponíveis dezenas de experiências – entre jogos, vídeos imersivos e histórias interativas. O projeto ainda não está completo e continua a receber novidades todos os meses como o fim do bloqueio por DRM e o aumento da área de movimentação.

Ainda este ano vão ficar disponíveis os comandos Oculus Touch que deverão trazer uma nova camada de imersão para as experiências de realidade virtual dos Rift.

HTC Vive

A HTC viu uma oportunidade importante no segmento da realidade virtual e decidiu juntar-se à Valve, outra gigante do entretenimento digital. As duas empresas construíram o Vive e o ecossistema SteamVR – ambos são atualmente referências nas suas áreas.

Os HTC Vive são os mais caros de todos os óculos de realidade virtual, custando 899 euros na Europa, mas o pacote inicial já inclui controladores dedicados e ainda sensores de movimento que tornam as experiências de realidade virtual mais extensas – o jogador pode movimentar-se numa sala pois existe esse reconhecimento por parte do sistema, enquanto outras experiências VR são muito mais estáticas.

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