Jovem, se tens menos de 18 anos e usas o Tinder esta é uma má notícia para ti. A vice-presidente para a área de comunicação da empresa, Rosette Pambakian, anunciou o fim do serviço para menores de 18 anos. A medida representa um salto significativo relativamente aos 13 anos de idade mínima que a empresa pedia para o registo de novos utilizadores.

“Numa plataforma que já facilitou 11 mil milhões de conexões, temos a responsabilidade de constantemente responder às nossas diferentes experiências de utilização. Consistente com esta responsabilidade, decidimos descontinuar o serviço a menores de 18 anos. Acreditamos que esta é a melhor prática daqui para a frente. Esta mudança vai ter efeitos a partir da próxima semana”, escreveu a executiva num comunicado, citado pelo TechCrunch.



O Tinder garante que a medida apenas vai afetar 3% dos seus utilizadores a nível global. A empresa não especificou se a decisão tem por base algum caso ou queixa específica contra o uso do serviço por menores de 18 anos. Não é certo também que mecanismos usará a tecnológica para fazer a verificação da idade do utilizador ou se deixará esse critério apenas ao bom senso de cada um.

Além de inesperada, já que não houve sinais ou rumores de que uma decisão do género estaria iminente, o Tinder coloca-se assim num patamar diferente das restantes plataformas sociais.

Idade mínima para ‘socializar’

A Comissão Europeia está a trabalhar numa medida que estabelecerá os 16 anos como a idade mínima para ter perfil em redes sociais como o Facebook, Twitter ou Snapchat. Ou seja, todos os utilizadores com menos de 16 anos apenas poderão criar perfil nestas plataformas se o mesmo tiver o consentimento dos pais. O novo plano europeu deve entrar em vigor a partir de 2018.

Enquanto tal não acontece, estas são as idades mínimas de registo em algumas das principais plataformas sociais da Internet:

idade-minima-redes-sociais-tinder

Pelos números é fácil de perceber que são poucos os serviços que requerem uma idade superior a 13 anos, o que deixa o Tinder com o maior grau de exigência em termos de registo, mesmo superior àquele que as entidades europeias esperam vir a estabelecer nos países membros da União Europeia.



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