Subiu ao palco com uns Microsoft HoloLens colocados na cabeça. A intenção era clara: provocar aparato visual. Nem podia ser outra coisa visto que o dispositivo estava desligado. Robert Scoble é conhecido por ser um entusiasta da tecnologia e hoje voltou a provar que é um homem rendido aos gadgets do futuro.

Nem todas as suas ações de apoio às tecnologias são bem sucedidas. Basta recordar a infame foto em que Robert Scoble aparece num chuveiro com os Google Glass. Esse foi um dos motivos que deu azo à palavra #Glasshole e que acabaria por condicionar de forma negativa a opinião pública sobre o dispositivo da Google.




O bloguer norte-americano esteve em Lisboa a propósito do Web Summit e veio cheio de energia, sobretudo relativamente a um tema: ‘Scobleizer’, como também é conhecido, está convencidíssimo que daqui a 11 meses a Apple vai provocar um grande impacto no segmento da realidade aumentada.

“Acredito que daqui um ano o iPhone vai ter um sistema que permitirá ter no smartphone uma experiência como os HoloLens”, defendeu perante a plateia.

Robert Scoble diz que tem vindo a apanhar um rasto de ‘migalhas’ que tem sido deixado pela marca da maçã e que o culminar destas ações será revelado em breve.

Por exemplo, ‘Scobleizer’ entrevistou elementos da PrimeSense, a empresa que a Apple comprou em 2013 e que é especializada em tecnologia de reconhecimento visual. A agora subsidiária da Apple tem 600 engenheiros dedicados no desenvolvimento de tecnologias visuais.

Justamente no dia em que veio ao Web Summit partilhar estas ideias, a agência norte-americana para as patentes atribuiu hoje à Apple uma propriedade intelectual que dá ao iPhone tecnologias de realidade aumentada. “Estão a trabalhar em AR há cinco anos”, referiu o evangelista.

É público que o diretor executivo da Apple, Tim Cook, tem um ‘fraquinho’ pela realidade aumentada, tendo já referido várias vezes que este é um segmento tecnológico no qual a marca da maçã pretende apostar.

Os dois sensores fotográficos que agora marcam presença no iPhone 7 Plus podem não ser inocentes – basta ver por exemplo o trabalho que a Google e a Lenovo desenvolveram relativamente ao Project Tango.

Para Scoble o segredo desta nova vaga de equipamentos preparados não só para experiências de realidade aumentada, mas também realidade virtual e misturada, está no suporte de movimentos em seis eixos.

Este nível de liberdade é poderá proporcionar experiências diferenciadoras em comparação com as que existem atualmente.

“A Apple vai fazê-lo em 11 meses, garanto-vos. A Google também está a trabalhar nisso. A Microsoft também”, atirou Robert Scoble.

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