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O mês de abril está quase a acabar pelo que o verão está cada vez mais próximo, o tempo quente e as bebidas frescas num qualquer terraço, varanda, jardim ou esplanada. Sempre em segurança está claro! No entanto, enquanto o verão não chega à que continuar a entregar-vos, todas as semanas, sugestões de videojogos para poderem entrar em mundos à parte… onde tudo é possível.

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Com uma nova temporada de Call of Duty: Warzone a começar e com o cloud gaming do Xbox Game Pass Ultimate cada vez mais perto as sugestões que podemos dar são muitas… e por aí, o que é que nos sugerem?

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André Santos

Não sei se repararam pela introdução, mas esta semana há um jogo que tem que ser sugerido. Não é um jogo novo e nem é do agrado de todos, mas é um verdadeiro caso de sucesso, falo de Call of Duty: Warzone. Porquê sugerir um Battle Roayle? Porque desde o crescimento de Fortnite que muitos outros shooters do género tem subido para a ribalta também e agora, Warzone, está a aprender com a fórmula do jogo da Epic.

Desde o início que os jogadores foram levados para Verdansk, mas tudo o que é demais enjoa, por isso há que procurar formas e fórmulas de conseguir manter os jogadores agarrados sem gastar rios de dinheiro para um jogo que todos podem jogar de forma gratuita. A melhor forma? Fazer como Fortnite e mudar drasticamente o mapa com alguma frequência… seja inundar o mesmo, criar eventos nucleares ou até mesmo estações do ano onde certos pontos terão um clima mais “agressivo”.

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Se até aqui temos vindo a ter pequenas alterações no mapa de Verdansk, a verdade é que para a terceira temporada do BR de Call of Duty temos mesmo a maior das alterações… tão grande que voltamos atrás no tempo… por isso façam-me esse favor, passem por Call of Duty: Warzone e digam-me se as alterações são suficientes para vos manter de comando na mão.

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Armando Sousa

Hoje tenho duas sugestões em dois jogos totalmente diferentes! Um deles, e finalmente… Ring Fit Adventure!

O jogo perfeito de e pós-confinamento. Desde o ano passado, Ring Fit Adventure tem sido um escape e ferramenta de exercício por muitos jogadores por esse mundo fora. Cheguei tarde ao fenómeno, mas finalmente consegui experimentar o jogo.

Bastante competente como jogo em si, mesmo que não seja uma propriedade intelectual conhecida e nem conseguimos sentir grande afinidade com os personagens, mas o propósito de Ring Fit continua lá, fazer exercício, jogando. Com um modo história engraçado e bastante desafiante em modos de dificuldade superior, fez-me cansar rapidamente, até porque a minha condição física não é das melhores. Das piores até.

Mas este desafio é interessante, tanto para terminar o RPG bem como sentir os músculos a trabalhar de novo. Por vezes não nos apetece, mas tem de ser.

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Skelattack é o outro jogo que vos trago como sugestão. Comprei em promoção e é um jogo perfeito para quem gosta de um título de plataformas difícil. Logo desde o início, e a partir de uma aldeia hub como Guacamelee, sentimos que é um jogo desafiante na sua progressão. Existem logo vários obstáculos para que Skully consiga avançar na aventura e por vezes nem são os inimigos os piores, mas sim o design dos cenários. Temos de ter cuidado no salto, no ataque e na nossa vontade de apanhar todos os colecionáveis, senão é morte certa se fizermos as decisões erradas. Um jogo a ter em conta.

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Paulo Tavares

Numa semana que termina com a celebração da liberdade num país que esteve décadas oprimido pelo manto da censura e da pobreza material e de espírito, queria recomendar, simplesmente… Um qualquer videojogo.

Sim, um qualquer. Façam point and click naquilo que mais gostam na vida e quando o encontrarem shoot’em up sem que pensem em consequências, em receios. A vida pode ser um novela visual tão mais engraçada quando a vivemos na sua plenitude. Saltemos de plataforma em plataforma até ao boss final, ou até que o corpo nos diga que o tempo para completar o nosso nível-vida acabou. Sem hipótese de recomeços, sem botões de Start ou Continue que prolonguem algo que não se pode prolongar. O fim pode ter vários fins, mas será sempre um fim.

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Claro, haverá momentos que se parecerão com um jogo de horror, outros tais que meramente servirão para passar um tempo qualquer de viagem de telemóvel na mão, misturando cores, formas e padrões. Um jogo, uma vida, representam tão mais do que aquilo que nos fazem querer acreditar, aqueles que não os percebem, que os avaliam apenas como força negativa de miúdos distanciados da realidade. Mas o que se esquecem esses pais por vezes é que se esses mesmos miúdos querem fugir para esses mundos cheios de cores e luz porque muitas vezes só lhes mostram o negrume duma vida familiar desfeita.

Liguem o vosso aparelhómetro de jogatanas hoje. Abstraiam-se do mundo real por um bocado. Saiam da norma. E nas palavras de Salgueiro Maia termino, citando “Há alturas em que é preciso desobedecer”.

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