Foi uma das grandes histórias tecnológicas de 2015, mas acabou por não ter o desfecho desejado. O avião Solar Impulse 2 é totalmente movido a energia solar e no ano passado iniciou uma odisseia que consistia em dar a volta ao mundo. O objetivo era provar que as energias limpas são viáveis também para missões de longo alcance.

Mesmo quebrando alguns recordes mundiais, sobretudo no que diz respeito ao maior número de horas de voo consecutivas, o Solar Impulse 2 acabou por não aguentar a exigência da tarefa. Durante o desenvolvimento do avião a equipa não projetou um sistema de arrefecimento para as baterias, decisão que acabou por ‘fritar’ as células de energia que alimentavam o veículo.

Nove meses depois a equipa do Solar Impulse, sobretudo os seus pilotos Bertrand Piccard e Andre Borschberg, estão prontos para voltar aos céus. O avião está estacionado no Hawaii e vai agora fazer uma viagem até à costa lesta da América do Norte – exatamente onde ainda não se sabe.

A aventura recomeça na próxima semana, mas só quando houver mais certezas sobre as condições meteorológicas é que será possível apontar nova data de voo e marcar no mapa um novo destino.

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Crédito: Solar Impulse; versão original do plano de voo da missão





Além de resolver o problema de arrefecimento das baterias a equipa do Solar Impulse 2 aproveitou para fazer correções no software da aeronave e ainda fez outras pequenas alterações para otimizar a performance da aeronave.

Carregue na seguinte imagem para conhecer melhor o Solar Impulse 2 e as suas características.


Enquanto esteve no solo a equipa do projeto conseguiu ainda angariar novos patrocinadores e uma injeção importante de 20 milhões de dólares para que esta volta ao mundo seja concretizada, escreve a Wired.

Os próprios pilotos já admitiram que o importante não é a janela de tempo em que o fazem, mas a mensagem que a missão irá passar assim que estiver concluída.

O projeto Solar Impulse pode mesmo aproveitar a ‘onda positiva’ gerada por outros projetos, como o carro Tesla Model 3, para conseguir ainda mais atenção para o feito de dar a volta ao mundo num avião sem gastar uma única gota de combustível fóssil.



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