Antes de passar para o que cada uma de nós esteve a jogar, queremos pedir desculpa pelo atraso na publicação do terceiro “Vocês jogam, nós também”. A semana ficou marcada pelo evento Lisboa Games Week, no qual fomos parceiros de comunicação o que ocupou muito do nosso tempo, tanto para jogar como para escrever.

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Mas claro, como alguns dos membros da equipa FUTURE BEHIND conseguiram encontrar o tempo necessário para vos contar o que andamos a jogar, fiquem com o terceiro “Vocês jogam, nós também”. Mais tarde, durante o decorrer da semana, vamos contar e mostrar toda a Lisboa Games Week 2019.

Tiago Marafona

Depois de mais de 40 horas de jogo, derrotei o boss final e terminei o Dragon Quest V: Hand of the Heavenly Bride. Quanto ao balanço? É muito positivo. É óbvio que as mecânicas do jogo estão actualmente um pouco desatualizadas e é o típico JRPG clássico. É exigente, carece de informações no desenrolar da aventura, as batalhas são aleatórias e em algumas cavernas, a dificuldade acentua-se. Contudo, para contrabalançar essas falhas, Dragon Quest V tem uma história excelente, que transporta o jogador é envolve-o em toda a aventura enquanto assiste ao crescimento do herói, com várias reviravoltas no enredo. As batalhas embora sejam exigentes, fazem com que o jogador consiga se sentir recompensado com a evolução de cada figura, e embora existam momentos que sejam excessivos de batalhas ver os níveis a subir é muito recompensador. Para além disto tudo, visualmente continua muito bom, com a atenção aos detalhes dos monstros, das cidades, e a utilização inteligente das duas telas da consola, tornando tudo muito mais atrativo.

Ainda assim, o que mais me agradou em Dragon Quest V foi de facto a história. Gostei bastante da narrativa de pai e filho, e de pai para filhos.

Tive também uma experiência pouco memorável pelo meio com Thief of Thieves Season One, que embora não peque em nada verdadeiramente grave, passa rapidamente despercebido. Embora seja pouco relevante, principalmente neste período conturbado de títulos a saírem no mercado, podem ler a análise já disponível no nosso site. Thief of Thieves só perde por ser mais um jogo de acção furtiva no meio de tantos outros. Os visuais foram de facto o melhor de toda a experiência.

E para terminar o balanço da semana dos jogos que estive a jogar, termino com a cereja no topo do bolo, especialmente porque é o título que marca o fim de uma espera de 18 anos – Shenmue 3.

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Com a análise agendada para breve, as primeiras impressões que tiro é que Shenmue 3 é a continuação perfeita, e a continuação que todos os fãs da série esperavam. Quem jogou os dois primeiros jogos, vai sentir-se em casa. O terceiro capítulo apesar de ter estado estes anos todos a ser cozinhado na cabeça do génio Yu Suzuki, Shenmue3 dá a sensação que foi produzido logo após o segundo título e guardado algures numa gaveta. Passados estes anos todos, depois de uma série de eventos controversos, saiu do fundo e foi revisto e melhorado visualmente. Ainda sobre os visuais, apesar das animações serem meio pobres, e de algumas personagens terem um estilo meio bizarro, o ambiente no geral é muito bonito. Há um misto de sentimentos nos visuais, se por um lado há personagens feias, por outro há belos ambientes, carregados de cor e bem desenhados.

Já sobre a jogabilidade, não há muito a dizer. É Shenmue. O espírito está presente. Os controlos pesados e pouco flexíveis, estão lá.

Deste lado, as primeiras impressões são claramente que Shenmue 3 é um jogo para os fãs, ou para os curiosos que estão com vontade de entrar na série. Quanto aos outros jogadores, os que tiveram já um contacto e não gostaram, a sensação que dá é que vão continuar a não gostar. Shenmue é para ser jogado de forma lenta, para amadurecer com o jogo, para explorar e apreciar tudo ao detalhe, e felizmente, isso continua tudo igual.

André Santos

Durante os primeiros dias da semana passada pouco joguei. O primeiro jogo que me passou pelas mãos eFootball PES 2020, sendo um dos jogos que tínhamos para oferta no stand do FUTURE BEHIND tive a árdua tarefa de fazer uma partida em modo super estrela contra a Juventus… escusado será dizer que saí de lá com uma derrota de deixar qualquer um envergonhado, mas com uma enorme alegria por ver que tudo estava a funcionar e estávamos prontos para o início do evento.

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Depois, na sexta-feira, passaram-me pelas mãos vários títulos através do serviço PS NOW, que com um Lenovo Legion Y740 ligado a uma rede pública funcionou surpreendentemente bem, sem grandes dificuldades para entrar nos diferentes jogos e sem quebras de frame rate ou mesmo atraso na resposta dos botões do DualShock 4 que estava a usar.

Agora com uma nova semana, espero meter mãos no serviço xCloud e contar-vos um pouco mais no próximo domingo.

Uma boa semana! Vocês jogam, nós também

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