É um dos projetos que está a ser desenvolvido no centro de competências TV Hub: a Vodafone Portugal está a testar conteúdos para ambientes de realidade virtual.

Durante a visita ao novo centro de competências, um dos projetos que a operadora portuguesa tinha para mostrar era uma sala de estar em realidade virtual e que permitia ao utilizador ter várias experiências imersivas com filmes e fotografias.




“Achamos que é uma tecnologia com potencial. Queremos integrar os nossos serviços com interfaces inovadores”, disse durante as demonstrações o responsável de engenharia de serviços de televisão do Grupo Vodafone, Pedro Duarte.

Por agora o desenvolvimento em realidade virtual não é mais do que uma experiência que a operadora está a realizar em parceria com a Wit Software para tentar perceber melhor como reagem os utilizadores a esta tecnologia.

“Não querermos descurar o presente, mas queremos trazer o futuro para o nosso dia-a-dia. Podemos criar interfaces diferentes daquelas que os nossos clientes não estão habituados a usar”, afirmou Pedro Duarte.

No vídeo abaixo pode ver o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme de Oliveira Martins, a experimentar o ambiente VR que está a ser desenvolvido pela Vodafone.

Uma segunda casa

Também experimentámos o ambiente de realidade virtual que a Vodafone está a desenvolver. Na prática os utilizadores são levados para dentro de uma sala de estar virtual que está recheada de elementos: existe um televisor, existem fotografias na parede, um comando de uma consola, um poster, entre outros itens comuns de uma casa.

Dentro desta experiência o objetivo é olhar para um dos elementos à nossa escolha, fixar o cursor virtual durante alguns segundos para depois sermos levados para dentro do conteúdo propriamente dito.

Quando olhamos para o televisor, por exemplo, somos levados para um cinema ‘privado’. Temos um ecrã gigante à nossa frente que começa a reproduzir um filme, mas quando olhamos à nossa volta apercebemo-nos que na realidade estamos dentro de um videoclube virtual. Existem vários filmes disponíveis e só temos de fixar o olhar num deles para que comece a dar no ecrã principal.

Sempre que queríamos regressar ao menu principal, isto é, à sala de estar, era necessário olhar diretamente para o chão.

No caso das fotografias, por exemplo, ficamos rodeados das nossas imagens que são publicadas nas redes sociais. O objetivo é que numa versão futura do software o utilizador consiga integrar os seus perfis de Facebook, Instagram e também da Vodafone Cloud para ter uma galeria imersiva dos momentos que registou em família ou com amigos.

Já quando olhamos para o poster somos transportados para dentro do primeiro vídeo 360º que foi publicado no YouTube.




Sabendo que muitos acreditam que a realidade virtual é parte futuro dos conteúdos – Facebook, The Huffington Post e até realizadores como Alejandro Inarritu parecem acreditar nesta ideia -, então faz sentido que também os operadores de telecomunicações comecem a experimentar estes novos formatos.

O projeto da Vodafone Portugal já está num estado evolutivo interessante, mas ainda precisa de evoluir nos formatos de interação – por exemplo, a transição para o menu principal dos conteúdos provoca uma certa desorientação no utilizador e é um dos aspetos que precisa de ser melhorado.

De qualquer das formas a aposta da Vodafone em realidade virtual é uma ao qual vale a pena ficar atento sabendo que o que está a ser feito em Portugal agora é exportado para os restantes mercados onde o grupo britânico tem serviço de televisão.

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