Persona 5 Tactica – Análise

Análise por Guilherme Teixeira

Persona 5 Tactica é a nova incursão no universo de Joker (para quem não conhece, não, não é o eterno inimigo do Batman) e amigos. Depois de em Persona 5 atacarmos (como é apanágio dos títulos principais da série) o género RPG/Simulação Social e Strikers, de em Dancing in Spotlight treinarmos os nossos melhores passos de dança num jogo de ritmo, e de em Strikers nos banharmos na inspiração Musou dos Dinasty Warriores, eis que nos chegou às mãos um jogo que nos leva, tal como o próprio título indicia, ao género dos Tactical RPGs.

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Os Tactical RPGs têm tido um crescimento de popularidade nos últimos anos, muito devido a séries e personagens icónicas a enveredarem por esse género como foi o caso com Mario + Rabbids (já com dois jogos de sucesso lançados), Marvel’s Midnight Suns ou Gears Tactics. O maior sucesso generalizado da série Fire Emblem nas consolas da Nintendo também acaba por reforçar essa sensação. 

Persona 5 Tactica é a tentativa do P-Studio de se aventurarem neste género através de mais um spinoff baseado em Persona 5. Este jogo situa-se sensivelmente a meio da história de Persona 5, fazendo com que se torne quase “obrigatória” que terminem o título principal (ou que pelo menos joguem uma boa parte) antes de passarem a esta nova aventura, porque o universo de Persona 5 é repleto de lore e de personagens com diversos dilemas morais. É possível jogar-se Tactica sem se conhecer a trama de Persona 5, mas acredito que será muito menos interessante para quem não conhecer o elenco.

Ao iniciar Tactica encontramos os nossos Phantom Thieves a serem transportados para uma nova aventura no metaverso indo parar directamente num universo opressivo liderado por Tyrant Marie. Os Phantom Thieves tentam lutar com ela mas nada corre bem… até à chegada de Erina, a líder do grupo revolucionário Rebel Corps que acaba por ajudar Joker e Morgana a recuperar controlo da batalha e dos seus amigos, agora manietados pela Tyrant Marie. E ficamos logo nos primeiros minutos a saber exactamente qual é a premissa de Tactica: Ajudar Erina e os Rebel Corps a encetarem uma verdadeira revolução e libertarem este mundo.

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A história de Persona 5 Tactica encaixa na perfeição na temática do jogo principal, e não se sente que seja algo “forçado” para expandir a antologia dos jogos, sendo que o foco neste título é na vertente política, e não tanto nas relações juvenis entre as personagens. Um ponto que posso apontar como negativo é na forma como essa história é contada. Em Tactica temos menos Cutscenes totalmente animadas do que eu esperava (e que para mim é um dos pontos fortes de Persona 5) e a maior parte da narrativa é-nos contada através de caixas de texto com personagens pré-definidas, não havendo grande espaço para explorarmos o mundo, ficando muito circunscrito ao Café Leblanc.


As mecânicas de jogabilidade são introduzidas ao jogador de forma iterativa e bem espaçada, fazendo com que este jogo possa ser uma boa primeira experiência para quem não tem por hábito jogar Tactical RPGs. Em cada confronto podemos levar 3 elementos na nossa party para um espaço limitado com inimigos e elementos do cenário pela frente. Cada personagem tem as suas habilidades e ataques específicos (que estão de acordo com as personalidades e capacidades de cada personagem), o que acaba por oferecer uma boa variedade de estratégias a que queremos recorrer para cada batalha. 

E é aqui que Tactica realmente brilha, é no planeamento para cada mapa e situação que reside a verdadeira diversão do jogo, visto que em cada batalha temos diferentes objectivos para completar e que são verdadeiros quebra-cabeças para quem (como eu) quer completar tudo em cada missão.

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Em Tactica temos um estilo artístico Chibi para representar as personagens e apesar de não ser tão icónico como o design original das mesmas, acaba por acentuar bem a ideia que Tactica é um spinoff da série principal e oferece-nos assim uma nova interpretação visual dos Phantom Thieves.

Ao nível da banda-sonora a fasquia alta da série foi respeitada e temos novamente boas batidas por trás da campanha do jogo, apesar de não termos aqui nenhuma música tão relevante como a Atlus nos habituou.

Considerações Finais

Persona 5 Tactica não é o jogo que revoluciona o género dos Tactical RPGs nem tão pouco é recomendado a quem nunca jogou ou não conhece Persona 5, mas é mais um título que expande o universo cativante dos Phantom Thieves e que nos ajuda a aguentar a ansiedade pelo futuro Persona 6. Tactica consegue ser uma boa porta de entrada no género dos Tactical RPGs, apesar de lhe poder faltar a complexidade mecânica para os fãs do género, alicerçado na força das personagens de Persona 5 e da sua sempre entusiasmante música e arte.

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