Há apenas três anos vimos chegar à Europa a consola de videojogos da marca Nipônica, Sony. Nestes três anos muitos jogos foram lançados para fazer a delícia dos fãs desta nova plataforma de jogos, mas nenhum desses jogos teve uma história tão assustadora como a de Resident Evil. Lançado há dois anos, em 1996, o jogo da Capcom trouxe-nos a história de Chris Redfield e Jill Valentine enquanto investigam o desaparecimento da sua equipa. Agora, dois anos passados, a história é outra mas o terror mantém-se… chegou a hora de enfrentarmos os horrores de Raccoon City na pele de  Leon S Kennedy e Claire Redfield em Resident Evil 2, agora disponível para Sony PlayStation.

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Este podia ter sido o início da análise de Resident Evil 2 em 1998, mas tinha apenas 9 anos e ainda não tinha os conhecimentos necessários para vos descrever as minhas experiências com videojogos… ok muito menos idade para jogar algo como Resident Evil 2, se até agora me assusto, não quero imaginar os traumas que ia ter ao jogar o título da Capcom com apenas 9 anos.

A verdade é que mesmo não estando em 1998, estou aqui hoje para vos contar quais as minhas impressões sobre Resident Evil 2. O remake do título da Capcom está disponível desde dia 25 de janeiro para PlayStation 4, Xbox One e Windows PC e até já vos disse o que achei do One Shot Demo que experimentei no Lenovo Legion Y720. Agora está na altura de falar mais sobre o tão aguardado remake que nos leva de volta a Raccoon City, onde mais uma vez podemos escolher jogar na pele de Leon S Kennedy ou Claire Redfield e onde uma vez mais sustos são inevitáveis, e até mais recorrentes.

Começamos o jogo numa estação de serviço nos arredores de Raccoon City onde pela primeira vez nos apercebemos que algo de errado se passa… não é todos os dias que se é atacado por zombies. Depois desta primeira cena depressa chegamos ao centro da cidade e ao andar entre mortos-vivos durante alguns metros encontramos o edifício da RPD (Raccoon Police Department), onde maior parte do jogo se vai passar. Claro que depois de investirem algumas horas neste Resident Evil 2 Remake terão a oportunidade de voltar ao exterior do edifício, mas não fiquem muito entusiasmados pois, tal como no jogo original, maior parte da narrativa passa-se entre o edifício da RPD, os esgotos e, ao aproximarem-se da parte final, o laboratório.

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Como referi anteriormente temos a possibilidade de começar o jogo com uma de duas personagens. Os objetivos de ambas as personagens são diferentes, como referi anteriormente, e isso faz com que os seus caminhos e quem vão encontrando no desenrolar da narrativa acabe por variar.

Vou continuar esta análise baseada apenas nas primeiras horas de jogo, é o suficiente para perceber que temos um remake que nos faz querer jogar todos os remakes daqui para a frente e não arrisco a estragar surpresas a ninguém.

Cuidado… eles mordem!

Neste remake de Resident Evil 2, tal como nos jogos anteriores, as munições são escassas por isso o melhor conselho que vos posso dar é que poupem as que vão encontrando, ou seja, ao invés de dispararem contra um zombie tentem desviar-se do mesmo ou atacarem com a faca… caso a tenham. As balas devem ser utilizadas apenas em situações de maior aperto, até porque o barulho atrai mais zombies e mais zombies significa mais balas gastas o que no fim poderá acabar com a vossa personagem de eleição a ser o pitéu de vários mortos-vivos esfomeados.

Se seguirem o meu conselho tenham em atenção que os zombies neste remake são bem mais inteligentes que no passado e vão mesmo atrás de vocês usando o corpo para arrombar portas caso precisem de passar de uma divisão para a outra. E isto são só os inimigos mais simpáticos, se jogaram o título original ou mesmo algum dos outros Resident Evil sabem do que falo… antes uma sala cheia de zombies que um corredor com um licker, correto?

Durante o decorrer do jogo vão encontrar caixas onde podem guardar os objetos que já não precisam ou que não estão a planear usar num futuro próximo, usem e abusem destas caixas. Não querem encontrar uma granada ou aquelas balas preciosas para a shotgun e terem que deixar para trás porque não tem espaço “nos bolsos”, pois não?

Só mais dois conselhos, primeiro apanhem tábuas e fechem as janelas, os “nossos amigos” adoram entrar pelas janelas quando menos esperamos. Por fim, é de realçar que no modo standard vão encontrando várias máquinas de escrever onde podem gravar o jogo sem precisar de qualquer objeto extra, mais uma vez digo-vos: usem e abusem, nunca se sabe quando é que não morrem segundos antes de um autosave e têm que andar para trás uns bons 10 minutos de jogo.

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Durante a narrativa vão ainda ter a possibilidade de controlar outras personagens, quando isto acontece os objetos que conseguiram colecionar com a personagem A não passam para a personagem B. Faz todo o sentido que assim o seja, personagens diferentes objetos diferentes… mas quando pensam que os inimigos que tem pela frente são os mesmos (ou piores) e percebem que as granadas ficaram no bolso de outro acabam por se sentir um pouco desmotivados para abrir a porta que vos separa de uma sala cheia de criaturas que vos querem para pequeno-almoço.

Com uma qualidade destas todos os jogos podiam ter um remake

No cinema ou mesmo na indústria musical costumamos ser um pouco adversos a covers de sucessos musicais ou remakes das grandes obras de cinema, temos sempre aquela frase do “o original é melhor” na ponta da língua quando alguém nos diz para ouvir aquele cover ou ver aquela nova versão de um determinado filme. Talvez na indústria dos videojogos seja um pouco diferente mas de certeza que há quem fique sempre desconfiado quando um novo remake é anunciado.

Depois de um 2018 onde vimos chegar ao mercado várias versões remasterizadas dos mais diferentes títulos temos um início de 2019 com este surpreendente remake de Resident Evil 2… e que remake! O trabalho gráfico do novo título da Capcom apresenta-se com uma qualidade de topo, mostrando aqui o poder de fogo do motor gráfico RE. Para terem uma ideia da qualidade do trabalho desenvolvido pela Capcom para este Resident Evil 2 deixem-me que vos diga que alguma das cutscenes que envolvem zombies, principalmente aqueles momentos antes de aparece a frase “you are dead” fazem-nos querer meter as mãos em frente aos olhos de tão “gráficas” que são… gráficas e detalhadas devo acrescentar.

Mesmo os cenários do jogo, dentro do edifício da RPD, são de um detalhe imenso… algo que nos deixa a pensar que talvez este seja o caminho a seguir, deixar de lado as versões remasterizadas, colocar um pouco mais de trabalho a reformular certas partes da narrativa e apresentar remakes.

Sempre de um lado para o outro…

Se há coisa que nos começamos a aperceber bem cedo é que vamos ter que passar na mesma sala, no mesmo corredor, vezes sem conta. O jogo obriga-nos a isso, temos sempre algo mais pelo qual temos que voltar àquela sala ou até novas salas a aparecer no edifício da RPD à medida que vamos avançando na narrativa.

A melhor forma de evitar esta situação, para que consigam progredir mais rapidamente na história de Resident Evil 2, é explorarem a sala onde se encontram ao máximo… sem pressas. Enquanto uma sala for apresentada a vermelho no mapa significa que ainda há algo por encontrar ali, algo que pode servir de pouco ou alguma coisa que pode mudar para melhor o vosso próximo encontro com uma das criaturas afetadas pelo G-Virus… se é que há forma de melhorar estes encontros.

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Resident Evil 2 não se apresenta como uma simples shooter ou como um simples jogo de terror. RE2 é uma junção de tudo isto com alguns puzzles pelo caminho e com situações onde vão ter que puxar pela cabeça para conseguir avançar. Se juntarmos todos estes ingredientes a uma narrativa forte e a um ambiente gráfico que faz com que o nosso ritmo cardíaco nunca esteja em descanso enquanto ultrapassamos um corredor escuro sabemos que estamos perante um dos jogos do ano… e ainda só vamos em janeiro. 2019 promete!

Considerações finais

Tal como Resident Evil 7, este remake de Resident Evil 2 não é um jogo para os fracos de coração. Se nunca jogaram um dos Resident Evil entrem com calma, pois a parte racional vos diga que é apenas um jogo vão dar por vocês, genuinamente, com medo. Medo de abrir uma porta, medo de virar para o outro lado do corredor…

Se são fãs da série da Capcom já sabem o que vão encontrar por isso termino este artigo dizendo apenas embora seja um remake, este Resident Evil 2 da nova geração tem tudo para se tornar (novamente) um clássico.

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Nas primeiras três horas de jogo lancei vários “ahrr” e soltei o comando várias vezes, não porque quis mas porque me assustei. E vocês, estão prontos para voltar a Raccoon City e enfrentar as criaturas criadas pelo G-Virus? Caso não tenham a certeza experimentem a já referida One-Shot Demo, mas aviso-vos já que depois de experimentarem a demo vão querer continuar a jogar para descobrir ou “RE-descobrir” o que acontece aos protagonistas em Raccoon City.  

Resident Evil 2 Remake já se encontra disponível e pode ser jogado em Xbox One, PlayStation 4 ou Windows PC.

N.R.: A análise a Resident Evil 2 foi feita numa PlayStation 4 Pro com acesso a uma cópia física do jogo gentilmente cedida pela EcoPlay.

Resident Evil 2
Trabalho gráfico de topoAmbiente sonoro de cortar a respiração Ar renovado numa narrativa principal com 11 anos
Pequenos bugs que não alteram a jogabilidade
10EM 10
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