Análise Cardpocalypse

Lembram-se de quando tinham 10 anos e a melhor parte do dia era aquele intervalo entre aulas, o recreio? O que é que costumavam fazer? Hoje em dia os miúdos devem passar estes tempos a jogar a bola, ou a mexer no telemóvel, quem sabe a jogar Nintendo Switch… Mas na altura para além dos normais jogos de futebol em que ninguém, ou quase ninguém, queria ficar na baliza tínhamos ainda jogos como Magic The Gathering ou jogo de cartas Pokémon.

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As trocas de cartas eram inevitáveis, as lutas por quem tinha o melhor deck também e claro que existia sempre quem tivesse uma imaginação mais fértil acabando por imaginar a vida como se aquelas criaturas nas cartas existissem mesmo! Agora a Gambrinous traz-nos Cardpocalypse, com publicação da Versus Evil, o título leva-nos para a vida de Jess, quando esta começa a sua aventura na nova escola… Uma escola onde existe um mistério por resolver e onde todos jogam a sensação do momento: Mega Mutant Power Pets.

Aprender tudo sobre Mega Mutant Power Pets

Se o primeiro dia na nova escola pode ser a causa para muitos nervos, o primeiro dia na nova escola e ter que aprender tudo sobre o jogo que todos querem jogar pode piorar ainda esses nervos. Se Jess tem novos amigos para lhes explicar tudo, vocês têm-nos a nós!

Cardpocalypse faz um excelente trabalho no que toda a explicar todas as regras e formas de jogar Mega Mutant Power Pets, todo o primeiro dia de escola é uma espécie de tutorial onde aprendem como funcionam os turnos de jogo, que tipo de cartas podemos usar e quando é que as podemos usar. É-nos também explicado como é que funcionam as interações com os outros alunos da nossa escola e que tipo de trocas podemos fazer… sim, é possível trocar o vosso lanche por cartas!

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Mega Mutant Power Pets é simples de perceber, construimos o nosso deck em torno de uma carta Champion. Cada deck tem uma destas cartas que é colocada no topo da área de jogo no início, o objetivo também é simples: Ganha quem primeiro levar a carta Champion do adversário a perder toda a vida. Para isto temos que jogar outras cartas, os minions, estas cartas podem ser de ataque ou defesa e servem para acabar com o exército de Mega Mutant Power Pets do nosso adversário.

Porque todas as crianças gostam de arranjar as suas próprias regras, existe a possibilidade de personalizar as cartas que vamos adquirindo ao longo da nossa aventura. Esta personalização é feita através de autocolantes, bem raros, que vamos ganhando e que podem alterar as características de cada uma das cartas… tornando-as melhores ou simplesmente mais adequadas às nossas necessidades.

Se Cardpocalypse gira muito em torno do jogo de cartas, tal como o nome indica, há algo mais… Um mistério à espera de ser resolvido por crianças de 10 anos… e alguns professores.

Uma aventura na Dudsdale Elementary

Como começamos por explicar, Cardpocalypse leva-nos para a vida da pequena Jess nas suas aventuras na nova escola. O título da Gambrinous começa devagar enquanto nos habituamos à sua forma de jogar, mas depressa ganha velocidade e as missões começam a aparecer, umas atrás das outras divididas entre missões principais, secundárias e simples jogos de cartas… pelo prazer de jogar ou para ganhar mais e melhores cartas.

Durante cada um dos vossos dias na escola, o trabalho acaba por ser andar de um lado para o outro, a procurar os colegas com quem têm que falar ou simplesmente jogar para assim conseguir ficar mais próximo de desvendar o mistério que assombra Dudsdale. Como jogadores podemos controlar, de certa forma, a longevidade de cada um dos dias dado que temos sempre batalhas de Mega Mutant Power Pets (nem imaginam quantas…) para travar ou missões secundárias para ajudar a prolongar as horas de jogo.

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A escola começa com algumas áreas fechadas, mas com a progressão vão abrindo novas partes para explorar e acreditem que vão ter que as visitar todas, os NPC’s com quem vão ter que falar estão “espalhados” por todo o mapa. Mais uma vez a Gambrinous fez um ótimo trabalho na criação do mapa de consulta, dado que o mesmo mostra quem é que se encontra em cada área e que tipo de missão está disponível com cada uma das personagens, seja um fim de dia ou uma simples troca de cartas… está tudo presente no mapa.

E se os menus estão bem construidos, tanto o mapa como a consulta de missões ou de cartas disponíveis são fáceis de encontrar e bastante intuitivos, é importante referir que este jogo que nos transporta para os anos 90 acaba por ser um pouco repetitivo, sendo que cada dia tem a mesma mecânica: Jogar, fazer missões, acabar o dia. Esta repetibilidade só é combatida pela história criada em torno de Jess e dos seus amigos, por isso é bom que lhem para Cardpocalypse como mais que um jogo de cartas, porque se forem só para essa vertente acabam por encontrar um jogo simplista e bastante fácil de ser jogado… ideal para uma criança de 10 anos.

Uma pequena nota para os ecrãs de carregamento que são apenas um ecrã preto, sem mais nada. Isto fez com que nas primeiras vezes que nos vimos deparados com este ecrã tivéssemos ficado com a ideia de que a bateria da nossa Nintendo Switch estava no fim. Era assim tão complicado fazer o mesmo ecrã de carregamento, mas com uma imagem?

Considerações Finais 

Cardpocalypse é um jogo simples, ideal para os mais jovens ou para quem está agora a entrar no universo dos jogos de cartas. No fim oferece mais que isso, mais que as cartas, com uma narrativa constante e de algum interesse sempre em torno de Mega Mutant Power Pets.

E se a jogabilidade é fácil de ser dominada os jogos de cartas podem não o ser, caso optem pelo modo de maior dificuldade. Em qualquer um dos modos de dificuldade podem preparar-se para algumas horas de diversão, muitos jogos de cartas e uma história que de certa forma vos consegue deixar agarrados à consola ou computador.

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Cardpocalypse já se encontra disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, Windows PC (Epic Store), e Apple Arcade.

N.R.: A análise a Cardpocalypse foi realizada numa Nintendo Switch com acesso a uma cópia digital do jogo, gentilmente cedida pela Plan of Attack

Cardpocalypse - Fácil de jogar e dificil de largar
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Jogo simples mas não simplista
Boa jogabilidade
Narrativa interessante
Ecrãs de carregamento sem qualquer tipo de imagem
A escolhas que vamos fazendo não afetam significativamente a narrativa
História principal curta
4
André Oliveira Santos: Licenciado em comunicação, a trabalhar em fotografia. Sempre tive um gosto especial e uma grande paixão por gadgets, videojogos e novas tecnologias no geral.
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