Cursed to Golf

Cursed to Golf – Análise

Já alguma vez pensaram que a combinação de golfe, rogue like e uma história do além fosse um bom tema para um videojogo? Difícil sequer imaginar tal mistura de géneros e contextos… parece que estamos a atirar nomes totalmente ao acaso, mas não.

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Dentro da primeira meia hora de Cursed to Golf, sabemos que é um jogo diferente e especial. Nas horas que se seguem ficamos a saber que é um dos melhores indies do ano e não o queremos largar.

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Começamos com um simples tutorial que nos leva a conhecer a nossa personagem. Um golfista que está a um put de triunfar no Eternal Golf Championship. Enquanto aprendemos os controlos e a seleção dos nossos três tacos, acontece o inevitável. Forma-se uma tempestade no 18º buraco e somos atingidos por um relâmpago. RIP.

Cursed to Golf

Já no Purgatório, na presença de Scotsman, um golfista gigante que adequadamente usa um kilt e que nos apresenta a tarefa em mãos: completar quatro zonas cada uma culminando com um boss, escapar ao limbo que é o purgatório e voltar ao mundo real. O único problema é que, assim que acabamos com as nossas jogadas, o Par Count (o número de jogadas que temos para terminar o buraco), voltamos ao início. Está aqui a vertente rogue like do jogo.

Em Cursed to Golf não pode haver tacadas em falso

O ponto forte de Cursed to Golf é a maneira que aos poucos nos vai introduzindo a desafios maiores a cada buraco. Cada buraco é um puzzle e após percebermos bem onde estamos metidos, o contexto rogue like entra-nos na cabeça, aprendemos as mecânicas básicas e tudo começa a fazer sentido.

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É-nos dada uma seleção de cartas, que podemos comprar (são vendidas pelo amigo Scotsman), as Ace Cards para nos dar diferentes habilidades em cada jogada em que podemos parar a bola a meio do trajeto, mudar a sua direção e até transformá-la numa broca e perfurar o cenário. Podemos colocar efeito na bola e usar bolas elementais para ultrapassar perigos, bem como aglomerar o maior número possível de habilidades para se poderem safar do Purgatório, acreditem que vão precisar.

Como qualquer bom jogo do género, Cursed to Golf não pede desculpa pelos erros que nós cometemos. Os buracos são exponencialmente mais difíceis, mas sempre justos e temos de ser nós a pensar a melhor maneira de os ultrapassar. A jogabilidade é bastante boa pelo que temos de decidir o melhor timing das jogadas e a estratégia a aplicar.

Podemos ser cuidadosos na abordagem aos lances ou arriscar tudo com as nossas cartas de habilidades. Podemos terminar um buraco em vinte tacadas ou em 5, dependo do que queremos arriscar. Existe um sentimento enorme de vitória quando acertamos uma jogada difícil à primeira quando sabemos que a derrota é quase inevitável.

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E ainda assim, cada vez que o jogo nos envia de novo para o início da run, não nos sentimos mal, apenas voltamos sabendo que temos de abordar o nível de outra maneira. Arranjar maneira de subir o Par Count, ter habilidades que nos deem mais jeito e ir à luta.

Não é um jogo fácil para quem não tem alguma paciência.

Design aliado à banda sonora

Cursed to Golf é um jogo lindíssimo para quem é fã de arte mais old school, um dos mais bonitos em 2D e em que a frame rate é sólida a 60 fps. Cada detalhe do cenário é bem desenhado e construído na sua estética retro.

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Na parte sonora, pelo pouco que faz, tem muita qualidade e as músicas ficam no ouvido desde o primeiro minuto e os efeitos que acompanham as nossas tacadas cumprem muito bem o objetivo. Nada falha na apresentação de Cursed to Golf.

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Considerações finais

Sou suspeito porque adoro jogos de golf, mas não simulações como nos antigos jogos da EA. É difícil apontar grandes defeitos a Cursed to Golf. As batalhas com os bosses podem ser mais stressantes, mas satisfatórias e com grande sentido de vitória.

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A mistura de rogue like com elementos de cartas de habilidades é uma ideia brilhante que a Chuhai Labs teve. A um preço baixo e com longevidade, não se acanhem de o experimentar se gostarem do género.

nota 4 recomendado
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+ A mistura de golf com rogue like
+ Estética visual e mapeamento formato dos níveis
+ Longevidade por baixo preço

– Alguns níveis são grandes para pequenas partidas

N.R.: A análise a Cursed to Golf foi realizada numa PlayStation 5 com acesso a uma cópia do jogo disponibilizada pela Plan of Attack

O Future Behind em "Dark Mode"